Faça uma pergunta ao seu vereador

 

Adote um Vereador

 

Os vereadores de São Paulo começam a trabalhar, oficialmente, dia primeiro de fevereiro mas desde já estamos atentos a movimentação de cada um dos 55 parlamentares que receberam a oportunidade de nos representar. O noticiário tem se dedicado a trazer a público o que eles discutem internamente como aumentar o prédio em mais três andares, reformar garagens e investir em publicidade, que fazem parte de licitações que, somadas, chegam a R$ 18,5 milhões. Dedicam-se, também, a deixar os gabinetes com a sua cara, já que há casos como o vereador Laércio Benko (PHS) que encontrou sua sala com as paredes pintadas com o rosto do antecessor, Agnaldo Timóteo. Que susto!

 

No primeiro encontro de 2013 da rede Adote um Vereador, nesse sábado, no café do Pátio do Colégio, centro de São Paulo, além desses temas falamos, também, sobre as novas adesões, com cidadãos dispostos a controlar o trabalho dos parlamentares, alguns com nomes decididos outros em busca de sugestões. Em breve, apresentaremos uma lista mais completa sobre quem são os vereadores adotados até aqui.

 

Decidimos, ainda, reunir uma série de perguntas que gostaríamos de fazer aos vereadores em diferentes áreas. Para que este trabalho seja ainda mais amplo, contamos com a sua ajuda. Escreva a sua pergunta, registre aqui no Blog ou mande para milton@cbn.com.br. As questões selecionadas serão enviadas ao gabinete dos 55 vereadores, uma oportunidade para se verificar o interesse dos parlamentares em atender à população. As respostas serão publicadas no blog do Adote um Vereador, de São Paulo.

Chegou a hora: adote um vereador

 

 

São Paulo já conhece quem serão os 55 vereadores responsáveis por discutir políticas públicas, criar leis e fiscalizar a prefeitura, com a posse dos parlamentares, no dia 1º do ano, e dos suplentes que assumiram nessa quarta-feira. Seis deles substituíram vereadores que, apesar de terem tido voto suficientes para exercer o mandato, entenderam ser mais útil trabalhar no Executivo ou ocupar cargo no Senado, caso de Antonio Carlos Rodrigues. Os demais, que preferiram assumir o posto de secretário municipal do prefeito Fernando Haddad, foram Celso Jatene (Esporte), Donato (Secretário de Governo), Eliseu Gabriel (Desenvolvimento Econômico e Trabalho), Netinho de Paula (Promoção da Igualdade Racial) e Ricardo Teixeira (Verde).

 

Publico a seguir a lista completa com link para a página oficial do site da Câmara Municipal de São Paulo onde é possível encontrar um perfil de parte dos vereadores. Apesar de a maioria dos novos parlamentares não ter ainda um endereço de contato, a relação é para incentivar o cidadão a escolher um deles e passar a acompanhar o mandato, participando da rede Adote um Vereador. Nesta semana, por exemplo, o ouvinte-internauta Marcelo Souza informou que adotou a vereadora Juliana Cardoso PT e vai divulgar as informações sobre o mandato dela no blog Jornal dos Falsários.

 

Se você estiver disposto a encarar este desafio, não deixe de nos informar para que possamos divulgar seu trabalho. Vamos à lista completa dos vereadores:

 

DEMOCRATAS

Milton Leite
Sandra Tadeu

 

PC DO B
Orlando Silva

 

PHS
Laércio Benko

 

PMDB
Dr. Calvo
George Hato
Nelo Rodolfo
Ricardo Nunes

 

PP
Pastor Edemilson Chaves
Wadih Mutran

 

PPS
Ari Friedenbach
Ricardo Young

 

PR
Aurelio Miguel
Toninho Paiva

 

PRB
Atílio Francisco
Jean Madeira

 

PSB
Noemi Nonato

 

PSD
Coronel Camilo
David Soares
Edir Sales
Goulart
José Police Neto
Marco Aurélio Cunha
Marta Costa
Ota
Souza Santos

 

PSDB
Andrea Matarazzo
Aurélio Nomura
Claudinho de Souza
Coronel Telhada
Eduardo Tuma
Floriano Pesaro
Gilson Barreto
Mario Covas Neto
Patrícia Bezerra

 

PSOL
Toninho Vespoli

 

PT
Alessandro Guedes
Alfredinho
Arselino Tatto
Jair Tatto
José Américo
Juliana Cardoso
Nabil Bonduki
Paulo Fiorilo
Reis
Senival Moura
Vavá dos Transportes

 

PTB
Adilson Amadeu
Conte Lopes
Marquito
Paulo Frange

 

PV
Abou Anni
Dalton Silvano
Natalini
Roberto Tripoli

 

VEREADORES LICENCIADOS
Antonio Carlos Rodrigues (PR. Licenciado) – Supl. em exercício: Alvaro Batista Camilo (PSD)
Celso Jatene (PTB. Licenciado) – Supl. em exercício: Marquito (PTB)
Donato (PT. Licenciado) – Supl. em exercício: Wadih Mutran (PP)
Eliseu Gabriel (PSB. Licenciado) – Supl. em exercício: Alessandro Guedes (PT)
Netinho de Paula (PC do B. Licenciado) – Supl. em exercício: Orlando Silva (PC do B)
Ricardo Teixeira (PV. Licenciado) – Supl. em exercício: Abou Anni (PV)

Vereança e Câmaras Municipais

 

Por Antônio Augusto Mayer dos Santos

 

O Vereador representa o povo junto à instância primeira da democracia representativa que é a Câmara Municipal. Congressistas, Deputados Estaduais, Governadores e Presidentes da República (Prudente de Moraes, Wenceslau Brás, Delfim Moreira, Artur Bernardes, Washington Luís e Tancredo Neves) iniciaram as suas trajetórias políticas pela vereança.“Os ocupantes da nobre função de vereador são a voz mais próxima do administrado e, nessa condição, devem velar para que sua atuação no trato de bens, pessoal e valores públicos sirva como exemplo aos integrantes da comunidade”, enfatizou a prestigiada Ministra Eliana Calmon em voto proferido no Superior Tribunal de Justiça.

 

O Legislativo Municipal é uma instituição política de caráter permanente que representa a sociedade. Embora eleito por seus simpatizantes, o vereador legisla em nome de toda a comunidade. No exercício desta representação popular, dispõe de competência para tratar de assuntos pulsantes vinculados ao cotidiano dos cidadãos, desde o valor das passagens do transporte coletivo ao número de andares dos prédios, passando pela fiscalização do Executivo, valor do IPTU e serviços públicos.

 

Com o advento da Constituição Federal de 1988 guindando os Municípios a uma autonomia condizente à sua importância, às Câmaras foram conferidas novas prerrogativas e responsabilidades foram ampliadas. Por conta disso, os Vereadores protagonizam, no mínimo, quádrupla função: deliberativa, fiscalizadora, julgadora e legislativa. Simultaneamente, foi-lhes estendida a inviolabilidade por opiniões, palavras e votos.

 

Neste aspecto, três abordagens esclarecem o perfil desta atividade. A primeira, que nenhuma representação política deve ser idealizada. Por conta disso, junto aos parlamentos, a diversidade social se encontra não somente representada mas efetivamente reproduzida. Do Vereador com doutorado aquele que não concluiu o primário, do decano ao novato, do abnegado ao relapso, todos exercem atribuições diversas e indelegáveis que, exatamente por conta disso, merecem fiscalização permanente.

 

A outra, que as Câmaras Municipais não podem prescindir de parlamentares que se distinguem positivamente. Exceções existem, sempre e em tudo que diz respeito à delegação popular de poder. Porém, aqueles que reúnem experiência e produtividade devem ser valorizados eis que acumular mandatos ou tarefas públicas não pode ser uma injusta coloração pejorativa que deprecie o trabalho parlamentar.

 

A última, que exercer mandato de Vereador não significa manter vínculo empregatício, profissional ou relação trabalhista com a Câmara Municipal. A representação parlamentar, em qualquer esfera legislativa, corresponde a uma realidade constitucional de natureza política que expressa a soberania popular (CF/88, art. 1º, Pár. Único). O povo, ao votar, delega poder e não emprego aos que são eleitos. Se o eleitor fiscaliza esta delegação isto é outra coisa. O Blog do Milton Jung, como se sabe, fiscaliza e também colabora.

 

Ao arremate, o óbvio: prestar contas e potencializar o postulado constitucional da transparência do mandato local corresponde a um agir que não somente fortalece as relações democráticas como amplia o respeito mútuo entre cidadãos, agentes políticos e instituições.

 

Antônio Augusto Mayer dos Santos é advogado especialista em direito eleitoral, professor e autor dos livros “Prefeitos de Porto Alegre – Cotidiano e Administração da Capital Gaúcha entre 1889 e 2012” (Editora Verbo Jurídico), “Vereança e Câmaras Municipais – questões legais e constitucionais” (Editora Verbo Jurídico) e “Reforma Política – inércia e controvérsias” (Editora Age). Às segundas, escreve no Blog do Mílton Jung.

Adote um Vereador se reúne neste sábado, em São Paulo

 

 

As pessoas foram chegando aos poucos e na troca de olhar desconfiaram que estavam por lá pelo mesmo motivo. Era um sábado, o primeiro desde o resultado da eleição municipal que definiu os 55 vereadores que assumirão o cargo no ano que vem. O café do Pátio do Colégio estava com as mesas quase todas ocupadas, mas conseguimos arrumar um espaço entre elas para que todos pudessem sentar e conversar. Foi assim que se iniciou o primeiro encontro do Adote um Vereador, edição 2013-2018, no segundo sábado de outubro, e não deve ser diferente neste sábado (10.11) quando voltaremos a nos encontrar por lá, após às duas da tarde.

 

No mês passado havia muita gente nova em volta da mesa, eram eleitores paulistanos que se entusiasmaram pela ideia de fiscalizar o trabalho dos vereadores e aceitaram o convite que fiz durante o Jornal da CBN – ninguém ao menos assumiu que só passou lá porque prometi pagar o cafezinho. Alguns vieram de longe, outros moravam no centro, havia os descrentes nos recém-eleitos assim como os confiantes nos candidatos que elegeram, e todos se apresentaram dispostos a assumir o compromisso de controlar a ação do legislativo nos próximos quatro anos. Por experiência, sabemos que nestes primeiros meses, incentivados pelo debate eleitoral que contamina parcela da sociedade, o interesse no assunto cresce. O desafio mesmo é fazer com que esta ação seja permanente e se consiga ampliar a rede que surgiu em 2008, em São Paulo, e chegou a outras cidades e estados brasileiros.

 

O Adote um Vereador convida o cidadão a escolher um dos vereadores eleitos da sua cidade. A partir desta escolha, assume-se o compromisso de controlar, fiscalizar, monitorar e espalhar as informações levantadas sobre ele. Pode-se fazer buscas na internet, acompanhar o noticiário no rádio, jornal e TV, mandar e-mail para o gabinete do vereador, telefonar para ele ou mesmo ir até a Câmara. No contato com o vereador ou seus assessores é importante pedir explicações sobre os compromissos que pretende assumir, os projetos de lei que vai apresentar e, também, como vai se posicionar em relação a temas que considerarmos importantes para o desenvolvimento da cidade. Todas as informações podem ser publicadas em um blog, site ou nas redes sociais, tais como Facebook e Twitter.

 

É comum o cidadão perder o ânimo quando não consegue contato com o vereador ou não recebe retorno de suas demandas. Se não houver respostas, conte para as outras pessoas. Se ele não apareceu mais no seu bairro, depois da eleição, faça uma contagem progressiva. Se ele não apresentou projetos de lei, chame atenção. Se ele está apenas gastando nosso dinheiro denuncie. Mesmo que o vereador não atenda a população muitas das suas informações estão no próprio site da Câmara Municipal. Levante tudo isso e espalhe.

 

Para conhecer um pouco mais o Adote um Vereador vá até o café do Pátio do Colégio, no centro da cidade de São Paulo. O encontro acontece todo segundo sábado do mês, a partir das duas da tarde. Para saber quem somos, pergunte ao garçom ou preste atenção no olhar das pessoas que estão sentadas por ali. Aquela turma que tem um brilho especial nos olhos, somos nós.

Oposição erra ao pedir fim da taxa da inspeção veicular em SP

 

O vereador Gilberto Natalini do PSDB apresentou projeto de lei que elimina a cobrança da taxa de inspeção veicular na cidade de São Paulo, três dias após sair de uma campanha eleitoral na qual criticava esta mesma proposta defendida pelo então candidato Fernando Haddad do PT. Nestes oito anos em que sempre esteve na base de apoio das administrações de José Serra (PSDB) e de Gilberto Kassab (PSD), Natalini jamais questionou a cobrança e nunca fez gestão na tentativa de mudar o contrato mantido pela prefeitura com a empresa Controlar que explora o serviço. Por isto e por declarações de seus colegas de partido fica claro que a medida foi tomada apenas como provocação ao prefeito eleito que, em sua primeira entrevista coletiva, disse que para derrubar a taxa precisaria ter a aprovação dos vereadores o que, provalvemente, levaria ao fim da cobrança apenas em 2014.

 

Natalini não agiu sozinho, teve o apoio do líder do PSDB Floriano Pesaro, que justificou a iniciativa do colega em entrevista à rádio CBN. Lamentavelmente, erraram os dois vereadores que, registre-se, são bem avaliados pelo trabalho na Câmara e foram reeleitos. Pelo erro foram cobrados publicamente. O secretário municipal do Verde e Meio Ambiente Eduardo Jorge, que implantou a inspeção veicular, pediu para que os parlamentares retirem o projeto de lei e aguardem as soluções que Haddad pretende dar a este aspecto do programa de inspeção. Explicou, também, que o reembolso de até 100% da tarifa aos proprietários já está previsto na lei atual, cabendo apenas uma decisão administrativa da prefeitura – como ocorreu, aliás, nos primeiros anos da inspeção veicular. Eduardo Jorge, ligado ao PV, aproveitou para ressaltar algo que diz ter aprendido na vida de militante político e parlamentar: “nós não devemos mudar a nossa opinião frente a uma política pública simplesmente porque somos governo ou oposição. O que é correto é correto, seja o governo liderado pelo PSDB, PT, PV, PSD, etc…”

 

O que os eleitores devem esperar de seu representante é que eles atuem de acordo com os compromissos que assumiram durante a campanha e vida pública. Tanto quanto se espera que Fernando Haddad acelere o processo para cancelar a cobrança da taxa da inspeção veicular, tem-se a expectativa de que os vereadores que estarão na oposição, de forma lógica e com argumentos consistentes, combatam esta ideia. Imagino que parcela dos que escolheram Natalini acredita que o mais justo é que os donos de automóveis paguem pela inspeção em vez de se manter o programa com o dinheiro de todos os paulistanos – inclusive daqueles que não têm carro, usam ônibus, metrô, trem ou andam a pé. Foi isso que o vereador defendeu no seu mandato e na campanha. E por isso votaram nele. Agir de forma diferente não engrandece seu currículo e frustra quem gostaria de ver a oposição atuando de forma inteligente e dando oportunidade para que a cidade debata os temas importantes para o crescimento de São Paulo.

 

Que este primeiro ato tenha sido apenas reflexo de indigestão gerada pela derrota nas urnas.

Apenas 3 vereadores se elegeram por conta própria, em SP

 

A maior parte dos vereadores costuma comportar-se na Câmara como representante de apenas uma parcela da cidade. Fazem projetos de lei e brigam para garantir dinheiro no Orçamento que beneficie seu reduto eleitoral. Sabem que isto vai garantir a eles um bom bocado de votos daquele distrito ou do segmento profissional que ajudaram. Deveriam prestar mais atenção nos números desta última eleição e perceber que ao assumir o cargo de vereador têm o dever de agir como representante de todos os paulistanos. Dos 55 que estarão no legislativo municipal, a partir do ano que vem, apenas três conseguiram votos suficientes para se eleger sozinhos. Todos os demais precisaram dos votos que foram dados para os outros vereadores da coligação ou para a legenda.

 

Para entender melhor: a eleição para vereador é proporcional e o número de cadeiras que cada partido ou coligação conquista depende do quociente eleitoral que é o número de votos válidos dividido pelo número de vereadores eleitos. Com 5.711.166 votos válidos para vereador na capital, o quociente eleitoral ficou em 103.843 votos. Ou seja, para ter uma cadeira na Câmara Municipal de São Paulo era preciso no mínimo 103.843 votos. Somente os vereadores Tripoli (PV), Andrea Matarazzo (PSDB) e Goulart (PSD) superaram esta marca. Os demais 52 tiveram que contar com os votos de eleitores de outros vereadores, partidos ou coligação.

 

Um exemplo: Milton Leite (DEM), quarto mais bem votado na cidade, que investe todo seu cacife em bairros da zona sul de São Paulo e se dedica a conseguir dinheiro público para colocar grama sintética em campo de várzea na região, precisou pegar emprestado pouco mais de 2 mil votos de colegas de partido ou coligação, caso contrário ficaria de fora da Câmara.

 

Os números que uso são apenas para ilustrar um cenário que deveria ser respeitado pelos vereadore independentemente do quociente eleitoral. Pois, no momento em que assume o cargo na Câmara Municipal de São Paulo deixa de ser o vereador de seus eleitores, passa a ser o vereador da cidade.

 

Adote um Vereador recebe adesões de todo o país

 

As primeiras adesões e sugestões em torno da nova etapa da Rede Adote um Vereador começaram a chegar nessa segunda-feira. A primeira delas foi apresentada pelo ouvinte-internauta Henrique Bourquim que se comprometeu a acompanhar a candidatura de Ari Friedenbach (PPS) que conseguiu mais de 22 mil votos e se elegeu pela primeira à Câmara Municipal de São Paulo. Henrique não perdeu tempo e o blog “Adotei Ari” já está no ar a espera da colaboração de outros paulistanos.

 

Do Espírito Santo, recebi a mensagem a seguir de Tatiana da Costa Corrêa Leite:

 

Sou advogada em SP e acompanho um grupo de cidadania de um pequeno município do Espírito Santo no Facebook (Piúma laboratório de cidadania) e venho fomentando a criação do Adote um Vereador naquela cidade por meio de diversas postagens. Pois bem, eles acreditaram na ideia e estão se estruturando para colocar este projeto em prática na próxima legislatura. Assim, gostaria que vocês soubessem que este projeto encontrou cidadãos comprometidos com a cidade em que vivem e em breve sairá “do papel”. Sucesso para todos nós!

 

De Pernambuco, a iniciativa é do professor Carlos Eduardo de Oliveira com o #Adote-Um-Vereador-GUS:

 

Conheci este projeto em 2010, quando fiquei muito empolgado para fazer adoção de um dos políticos de disputavam o pleito para os cargos de deputado estadual e federal. Ainda fiz alguns acompanhamentos mas sem divulgação. Desta vez, quero encarar o projeto com seriedade, encabeçando uma proposta em nível municipal para adoção dos vereadores eleitos na câmara municipal de Garanhuns (PE), para o período de 2013 à 2016. Como sou professor pretendo começar com a divulgação da proposta entre meus alunos, tanto do Ens. Médio, quanto do Ens. Superior que leciono. Pretendo criar uma página guarda-chuva para que outras páginas possam ser vinculadas a ela. Pretendo criar links para vários documentos que vcs já produziram e publicaram. Posso fazer isso? Tens alguma sugestão para começar?

 

O Carlos Araújo não disse de onde escreve mas deixou claro seu entusiasmo em interesse em levar a frente o Adote um Vereado:

 

Quero fazer em minha cidade um site sobre o Adote um Vereador. Pelo que pude ler em seu site, cada um tem autonomia para fazer como puder, criando um site ou um blog, e buscando informações e cobrando do seu candidato. É isso? E você mantém alguma rede nacional para divulgar ou mostrar s várias redes pelo país sobre o Adote um Vereador?

 

Como o Adote um Vereador surgiu em São Paulo é por aqui que se concentra parte do trabalho de divulgação. O ideal é que cada cidade tenha uma página própria como acontece com o site Adote um Vereador SP, mas os dados também podem ser publicados no wikisite do movimento que foi o primeiro espaço público aberto para compartilhamento de informações sobre a rede que se dedica a acompanhar, monitorar, fiscalizar e espalhar o trabalho dos vereadores.

Eu vou votar em …

 

Escolher um bom vereador é muito mais difícil do que decidir em quem votar para prefeito. Os candidatos ao executivo são em número menor e suas ideias e perfis estão expostos diariamente na cobertura jornalística, no horário eleitoral obrigatório, nos debates e diferentes serviços oferecidos pela internet. A legislação brasileira restringe o espaço para que se divulgue informações sobre os candidatos a vereador e veículos como rádio e televisão, por exemplo, não podem convidá-los para entrevistas individuais nem mesmo debates públicos, sobre a justificativa que se estaria beneficiando alguns em detrimento do todo. A justiça eleitoral não confia no critério jornalístico que deveria pautar estas escolhas. Os partidos também não ajudam muito ao selecionarem um elenco eclético e raramente alinhado aos ideais políticos registrados em seu programa, que deveria balizar suas atitudes. Os próprios políticos se rebaixam preferindo atos mesquinhos de troca de voto e distribuição de benefícios individuais a ações concretas que ajudem no desenvolvimento das cidades.

 

Claro que o ideal era construir sua convicção ao longo dos anos, acompanhando o trabalho dos vereadores ou daquelas pessoas que demonstram algum interesse em se candidatar, mas como agora não dá mais tempo para tanto, preste bem atenção no que você vai fazer na urna. E caso você ainda não tenha decidido votar em um vereador, atrevo-me a fazer algumas sugestões:

 

Comece por pensar no partido que você vai votar, pois lembre-se que o voto que você dá para um candidato ajuda o partido a conquistar mais vagas na Câmara e, portanto, vai ajudar a eleger outros candidatos (entenda como funciona o eleição proporcional e o quociente eleitoral).

 

Nunca vote sem pesquisar sobre o candidato, e a internet é sua melhor amiga nesta hora. Existem vários sites oferecendo a ficha quase que completa dos candidatos com informações oficiais registradas no Tribunal Superior Eleitoral. É possível saber a ocupação, instrução e idade dele, e se a candidatura está deferida, ou seja, é considerada legal pela justiça. Muitos candidatos estão concorrendo apenas por que conseguiram liminar para se manter na disputa mas podem ter a inscrição cassada mesmo se eleitos. Pelos dados do TSE também se tem acesso a declaração de bens, despesas feitas na campanha e o nome dos que financiaram a campanha dele. Tem, ainda, as certidões criminais. E aqui um alerta: a lei da Ficha Limpa evitou que muitos políticos concorressem, mas existem casos em que o processo ainda está em primeiro grau e isto não impede que eles disputem a eleição. Mas pense comigo, será que dá pra confiar em alguém que responde a cinco, seis, dez processos por desvio de dinheiro público, contratação ilegal, contas irregulares, entre outros casos ?(a lista de candidatos que ainda correm o risco de serem pegos pela lei do Ficha Limpa)

 

Mesmo depois de analisar os dados que estão no TSE, não deixe de dar um Google no nome do candidato. Alguns não resistem a primeria página. Durante o horário eleitoral obrigatório vi um nome que me chamou atenção, fui ao Google e descobri no terceiro link disponível que ele respodia a denúncia por maus tratos a ex-mulher. Risquei da minha lista de candidatos imediatamente. Há casos de candidatos que trabalharam em outros órgãos públicos, sociedades de bairro ou ONGs e isto pode ser uma boa referência sobre a capacidade dele para lhe representar na Câmara.

 

Se seu candidato disputa à reeleição, é importante visitar o site da Câmara Municipal(aqui a de São Paulo), onde costuma ter a lista com os projetos que ele propôs durante o mandato, os que conseguiu aprovar e, em muitos casos, fica-se sabendo se ele participa das votações e reuniões das comissões permanentes. Pesquisar sobre os gastos que faz para manter o gabinete também pode dar uma referência de como ele trata o dinheiro público. Se os dados não estão no site da Câmara, veja se existe na sua cidade uma organização que acompanha o trabalho dos vereadores como a rede Adote um Vereador e o Movimento Voto Consciente. Procurar as informações no projeto Excelências, da Transparência Brasil, ajuda muito.

 

Pelo adiantado da hora, procurar o candidato e fazer algumas perguntas pode ser inviável, mas vá que você tenha uma sorte e cruze por ele ou pelo comitê de campanha dele, antes de votar. Não deixe de perguntar o que faz um vereador. Para que não fique dúvidas: o vereador faz projetos de lei, discute políticas públicas e fiscaliza o prefeito. Saiba quais os temas que ele pretende priorizar no mandato e se tem ideias de projetos de lei. Preste bem atenção, porque se ele prometer construir hospitais no seu bairro, saia correndo. Vereador não constrói nada, no máximo ele pode se esforçar para que o Orçamento da prefeitura tenha dinheiro previsto para aquela obra.

 

Existem vários outros critérios para escolher o seu candidato a vereador, você mesmo deve definir alguns. O que não pode é votar no primeiro nome que aparece, naquele que o vizinho disse que é legal porque vai arrumar emprego para ele ou porque você viu em um papelzinho entregue antes de chegar a sua zona eleitoral.

 

Vote com consciência, a cidade agradece !