“É proibido calar” volta aos palcos em São Paulo e, em seguida, bota o pé na estrada

 

 

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A série de entrevistas com os candidatos à presidência, promovida pela CBN e pelo G1, está no ar desde a semana passada; e pela importância do momento tenho me dedicado à preparação das sabatinas. Nem por isso, deixei de lado os eventos relacionados ao lançamento de “É proibido calar! Precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos” (Best Seller).

 

 

Nessa terça-feira, dia 11 de setembro, fui privilegiado com o convite do consultor e palestrante César Souza que lançará o livro dele “Seja o líder que o momento exige”   (Best Business), em evento-show ao lado do mágico Clóvis Tavares.

 

 

Farei a abertura do encontro, no Maksoud Plaza, na qual falarei sobre comunicação, liderança, ética e cidadania. César e Clóvis são os responsáveis pelo show: eles falam sobre as turbulências e desafios da liderança usando a metáfora de um piloto de avião. Logo depois, receberei, ao lado do César, os leitores em sessão de autógrafos.  Para participar do evento basta fazer a inscrição, de graça, no site.

 

 

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No domingo, dia 16 de setembro, o palco ficará por minha conta e risco: a convite da BYU Managemente Society e a J. Reuben Clark Law Society vou conversar com o público sobre  “É proibido calar! Precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos”  O encontro será na se da Igreja de Jesus Cristo dos Santos Últimos Dias, na avenida Professor Francisco Morato, 2430, em São Paulo, às 19 horas, com entrada franca.

 

 

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As viagens para lançamento do livro serão retomadas no fim da próxima semana — assim que se encerrarem as entrevistas com os presidenciáveis. No dia 22 de setembro, estarei em Vitória ES, a convite da CBN Vitória e Rede Gazeta, quando participarei de talk show comandado pelos jornalistas Fernanda Queiroz e Fabio Botacin, às 10 da manhã, no Cinemark — Shopping Vitória.  Garanta já a sua presença fazendo a inscrição de graça através deste link. Já estão confirmados os lançamentos em Belo Horizonte, dia 25 de setembro, terça-feira, e Campinas, no dia 27 de setembro, quinta-feira.

Avalanche Tricolor: jovens, aprendizes da vida

 

Grêmio 3×5 Caxias
Gaúcho – Arena Grêmio

 

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Os guris da VivoKeyd em foto da Riot Games

 

Foi um sábado destinado aos mais jovens. Todos envolvidos em competições e com seus desafios próprios. Fui observador (e torcedor) em todos esses momentos, mesmo porque, por mais que creia na longevidade que me será oferecida, já passei dos tempos em que era um jovem competidor. Não me incomoda esse fato, posso lhe garantir, caro e raro leitor desta Avalanche. Pois vivi intensamente aquela fase, seja no futebol seja no basquete – neste por muito mais tempo. Em uma ou outra modalidade, dediquei-me a vestir a camisa do Grêmio, do colégio Rosário, no qual estudei boa parte da vida escolar, e do Rio Grande do Sul, nas poucas oportunidades para as quais fui convocado. Jogos e títulos perdi muito mais do que ganhei. Experiência e valores para a vida, ganhei muito mais do que desperdicei.

 

Logo no início da tarde de sábado, estive no estúdio em que foi disputada a partida de abertura do CBLol2018, competição nacional de League of Legend, a mais proeminente modalidade de e-Sports que temos notícia. Se duvida no que escrevo, arrisque assistir às transmissões ao vivo no canal SporTV, sábados à uma da tarde. Você vai se surpreender. É só deixar esse preconceito besta de lado. A cada ano que passa – e eu os acompanho ao menos há quatro – é melhor, maior e mais confortável a estrutura oferecida aos pro-players, que são os atletas que formam cada uma das oito organizações credenciadas a disputar o título nacional da “primeira divisão”.

 

Prometo que não me estenderei em explicações sobre o assunto, pois temo perder a atenção do leitor que caiu neste texto acreditando que falaríamos só de futebol. Mas devo dizer que minha presença na competição eletrônica justifica-se pelo envolvimento de meus dois filhos na atividade, um como jornalista e admirador e o outro como “head coach” (sim, eles costumam ser chamados assim em vez do nome em português para a função). Esse último é um dos comandantes do time favorito ao título de 2018 e estreou com uma “sonora vitória” – como descreveu o site do SporTV. Deixou-me feliz e me deixará mais anda se seguirem nesta toada, pois ainda lembro dele e seus comandados – muito já em outros times – tristes e com lágrimas nos olhos quando perderam a final do ano passado, no primeiro semestre.

 

É sempre melhor ver jovens sorrindo e satisfeito com suas conquistas. É revigorante. Pois sabemos que para conquistarem o direito ao sorriso, muitos passaram por dificuldades, às vezes tiveram de dar as costas à família que não entendia sua opção de jogar em lugar de se formar doutor, sofreram em treinamentos exaustivos para melhorar a técnica e o físico, se frustraram ao não serem chamados para compor o time principal, caíram em depressão com a crítica contundente ou choraram diante da derrota.

 

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Os guris do Grêmio em foto de Lucas Uebel/Grêmio Oficial

 

Na minha segunda etapa como observador (e torcedor), diante da televisão onde o Grêmio se apresentava com sua equipe de garotos, os sentimentos de alegria e tristeza se misturaram. Via-se o sorriso dos guris quando seguiam em direção ao ataque; quando conseguiam se livrar do adversário com a bola grudada no pé ou uma gingada de corpo; quando deixavam o companheiro mais bem colocado para o gol. O sorriso era gigantesco na comemoração do tento: e sorriram assim por três vezes, todas no primeiro tempo de partida.

 

No entanto, a alegria de jogar bola se desfez a medida que o adversário reagia, empatava, virava e ganhava a partida. Um dos nossos chorou antes de deixar o gramado. Saiu com a camisa escondendo o rosto. Outros devem ter acordado neste domingo sem ainda entender o que aconteceu? Talvez estejam com vergonha de sair de casa. De trocar mensagens com os amigos no WhatsApp. E temem pelo que ouvirão de seus superiores na volta aos treinos. Sem contar o que estão ouvindo nas redes sociais de gente incapaz de perceber que eles são apenas jovens diante de enormes desafios. Jovens em busca de afirmação, obrigados a tomar decisões, carregar nossas pretensões e amadurecer muito antes do que cada um de nós. Simplesmente, jovens. Que vão vencer, sorrir, perder, chorar. Vão viver!

 

O importante é que sejam capazes de aprender com cada um desses momentos. Se conseguirem, não perderam. Aprenderam. É o que desejo, tanto aos jovens que saíram vencedores, no Lol, quanto aos que sentiram o dissabor da derrota, no futebol.

Avalanche Tricolor: Brasileiro é Brasileiro, Libertadores é Libertadores

 

Grêmio 1×1 Vitoria -BA
Brasileiro – Alfredo Jaconi/Caxias-RS

 

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Luan no Alfredo Jaconi (reprodução Premier)

 

O mando era nosso, o campo não. E quem joga profissionalmente sabe que isso faz diferença. A grama é diferente; o piso, também. A distância muda. As “marcas” que são referência para o posicionamento, o lançamento e o cruzamento desaparecem. Até mesmo a infraestrutura de atendimento dos jogadores gera desconforto.

 

É bem provável que tudo isso foi o que fez Renato reclamar, às vésperas da partida, por não poder jogar na Arena, neste domingo. Nada disso, no entanto, é suficiente para justificar o empate contra um time que ainda está no sufoco para escapar do rebaixamento e jogou boa parte do segundo tempo com um a menos.

 

Eis aí uma curiosidade: segundo jogo seguido que atuamos contra 10, no Brasileiro, e encontramos dificuldades para chegar ao gol.

 

A resposta para o que aconteceu talvez esteja mesmo no fato de times retrancados se transformarem em uma encrenca para nós que preferimos jogar de igual para igual, com toque de bola rápido, movimentação intensa e deslocamentos dentro da área. Essa coisa truncada, em que cada pedaço do gramado é disputado à foice, paredões se formam na frente da área e o adversário abre mão de jogar bola, tem trazido dificuldade para o Grêmio – e já vimos isto várias vezes neste campeonato.

 

Agora, por que estou eu aqui desperdiçando linhas e parágrafos para falar de uma competição para a qual sequer temos dada a devida atenção?

 

Porque cada uma dessas partidas que antecedem a primeira decisão da Libertadores, dia 22 de novembro, é um experimento para Renato e nossos jogadores.

 

Hoje mesmo, ele trocou os laterais, devido a lesões, pois sabe que talvez tenha de usar recursos semelhante nas finais; testou dois atacantes pelo lado esquerdo para aumentar a pressão; testou outros dois dentro da área – fixando Barrios e permitindo que Jael saísse mais para buscar a bola.

 

Testes devidamente calibrados para não expor nenhum dos nossos ao risco de uma lesão que os tirem do que realmente interessa. E isso me remete a outro fator determinante para o resultado deste fim de tarde: para romper retrancas, mais do que bom futebol, é preciso esforço redobrado, dividida mais forte do que o normal, encontrão nos zagueiros … Se para o craque Didi “treino é treino e jogo é jogo”, para o Grêmio, nesta altura da temporada, “Brasileiro é Brasileiro e Libertadores é Libertadores”.

Avalanche Tricolor: dá muito prazer assistir ao Grêmio em campo

 

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Brasileiro – Barradão-Vitória/BA

 

 

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Fernandinho, o 21 ou o 12º, fez o primeiro gol

 

 

Frio, muito frio aqui em São Paulo. Mesmo para quem tem o Rio Grande como referência. Às quatro da manhã, acordei com oito graus e lá fora o vento fazia com que a sensação térmica tornasse a coisa ainda pior. Vontade de ficar na cama.

 

Sei que você, caro e raro leitor desta Avalanche, não tem nada a ver com isso, mas o dia de trabalho também não foi fácil. A linha telefônica caiu durante a entrevista mais importante, o crédito do entrevistado estava errado e o repórter que entraria ao vivo teve problemas técnicos.  

 

A colega mais próxima nos projetos que realizo na área de comunicação baixou hospital, o que por si só seria motivos de muita preocupação. O projeto agendado para amanhã, inadiável, no qual dividiríamos o palco, se transformou em duplo desafio com a ausência dela. Responsabilidade redobrada.

 

As tarefas do dia não se encaixam na agenda. É mais trabalho do que horas, mais demanda do que paciência. Parece que a gente não vai dar conta do recado. E sei que você também deve encarar coisas deste tipo.

 

Aí vem o Grêmio jogar. Descobre-se que Geromel está fora do time porque não passou bem, antes da partida. E ao ouvir o nome de Geromel me dou conta que não atualizei a escalação do meu time no CartolaFC. E, claro, ele estava escalado (Geromel sempre está escalado no Reina del Sur) assim como outros tantos que devem se ausentar na rodada deste meio de semana.  

 

A impressão é que o melhor a fazer nesta quarta-feira é dormir cedo para ver se passa logo. Só que a bola começa a rolar no Barradão e o Grêmio está em campo. Toca bola pra cá, passa um jogador pra lá, surge uma chance de gol e o dia que parecia perdido começa a ganhar cor. Tricolor.

 

Em apenas oito minutos, Fernandinho, que não é titular mas joga como tal, sai em velocidade, recebe falta, cobra falta e ….. que golaço deste jogador que carrega a camisa 21 nas costas. Se tem alguém que merece o título de décimo-segundo titular este alguém é Fernandinho. 

 

Aliás, foi o próprio Fernandinho quem participou de mais uma daquelas jogadas encantadoras proporcionadas pelo time de Renato. Se no jogo passado, o terceiro gol marcado por Everton chamou atenção dos cronistas esportivos pelo Brasil, pode colocar o segundo da partida de hoje na mesma lista.

 

Eram 43 minutos do segundo tempo quando Maicon fez passe genial e preciso para Pedro Rocha, que  recebeu a bola dentro da área, no que no passado chamávamos de ponto futuro. Rocha virou e encontrou Fernandinho que se aproximava. E ele teve tranqüilidade para dar um presente a Arthur, que marcou seu segundo gol com a camisa do Grêmio.

 

No segundo tempo até houve pressão. E era natural que isso acontecesse. Tomamos um gol, sem perder a tranquilidade. Sinal de maturidade. E foi com essa personalidade que chegamos ao ataque adversário  e sacramentamos o placar com um chute forte e colocado de Ramiro.

 

Só mesmo o Grêmio pra me deixar tranquilo nesta quarta-feira de tantos percalços. Obrigado, Renato!.

 

 

Avalanche Tricolor: nem tão heróico nem tão histórico, mas vencemos!

 

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Brasileiro – Arena Fonte Nova

 

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Jailson e Walace comemoram o gol em foro do Grêmio.Net

 

Foi heróico, quase histórico!

 

Ok, sem exagero. Estou apenas excitado pela tensão do jogo.

 

Não foi exatamente, heróico. Foi sofrido.

 

E sofremos porque tivemos de suportar a pressão de um time disposto a ficar longe da Segunda Divisão – alguns de vocês aí no Rio Grande do Sul sabem bem o que isso significa.

 

E sofremos porque a bola que chegava na nossa área era despachada aos chutões para frente. Às vezes para o lado, outras pra trás. E até de rosca, se preciso fosse. Ou se errássemos o taco, como erramos.

 

E sofremos porque nas muitas chances criadas para abrir o placar, desde os primeiros minutos de jogo, novamente fomos assombrados pelo Monstro do Desperdício (vide a Avalanche anterior). Incrível, como perdemos gols. Sinal que criamos, diria o otimista. É verdade. Mas precisa perder tantos?

 

Não foi exatamente histórico. Foi raro apenas.

 

E a raridade está no fato de vencermos fora de casa. Apenas a terceira vez que conquistamos este feito em toda a competição. A última, lembrou o locutor da TV, foi contra o mesmo técnico de hoje, que, na época, comandava você-sabe-quem.

 

E a raridade também se fez presente no gol marcado. Uma bola alçada para área, a espera que alguns dos nossos a empurrasse para dentro. Nesta temporada toda aproveitamos pouco as cobranças de falta ou de escanteio – lances de bola parada, como costumam definir os comentaristas de futebol. Hoje não apenas deu certo, como havia quatro chegando na linha de frente.

 

O jogo, que nem foi tão heróico nem tão histórico assim, deixou-me excitado de verdade pela disposição mostrada pela equipe. Tinha um pouco de ansiedade em cada chute torto, passe errado ou bico pra longe, mas, também, tinha um desejo de conquistar a vitória e sustentá-la a qualquer custo, o que sempre me anima.

 

Além disso, o jogo de hoje, nem tão heróico nem tão histórico assim, também serviu para mostrar que não desistimos do Campeonato Brasileiro. E a Libertadores pode estar mais próxima do que imaginávamos.

Avalanche Tricolor: merecíamos a vitória

 

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Brasileiro – Arena Grêmio

 

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Guilherme e Batista de olho na bola, em foto de RODRIGO RODRIGUES/GREMIOFBPA

 

Fomos melhores do que o adversário. E, especialmente, melhores do que vínhamos sendo. 

 

Fomos consistentes na defesa, setor que preocupava por motivos óbvios. A transição para o ataque também funcionou. Chegamos com mais rapidez lá na frente. E não faltaram oportunidades para marcar. 

 

A bola voltou a rolar na grama e a movimentação da equipe tinha uma lógica em campo. O passe nem sempre foi no ponto certo e o chute foi um pouco além do necessário. A ansiedade em fazer o gol talvez tenha impedido jogadas mais precisas.

 

Merecíamos a vitória.

 

Nada disso nos fez somar três pontos na tabela de classificação, é verdade. E nessa fase pontos são fundamentais para não deixar os da frente se desgarrarem. Precisamos manter todos os cinco adversários diretos na nossa mira para mantermos as chances de dar o bote na hora certa.

 

A partida era em casa e somamos apenas um ponto. Também é verdade. Mas esse ponto valeu pelo futebol jogado. Já obtivemos empates com um nível bem abaixo do que vimos neste fim de domingo.   

 

Depois dos últimos acontecimentos, principalmente do desastre no meio da semana, o que precisávamos era saber se a equipe voltaria a ter equilíbrio e tranquilidade. Tivemos mais equilíbrio do que tranquilidade.

 

Mas, repito, precisávamos ver de volta o Grêmio de Roger com os fundamentos que o diferenciaram nesta competição. Vimos um esboço daquele Grêmio e a esperança de que nosso técnico será capaz de nos colocar novamente no caminho certo.

 

O campeonato está aberto e eu sigo acreditando. Desistir é para os fracos.

 

Você é um deles? Eu, não!

Avalanche Tricolor: só não foi atípica aquela coisa-que-você-sabe-bem

 

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Brasileiro – Arena Grêmio

 

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Roger tenta acertar o time, em foto de LUCAS UEBEL/GrêmioFBPA

 

Há 34 anos e 17 jogos nosso adversário não vencia da gente em Porto Alegre, ouvi agora mesmo, ao fim da transmissão da partida pela SporTV, se é que meus ouvidos não me traíram por ainda estarem sob o impacto da derrota de quinta.

 

Um resultado atípico em um jogo atípico.

 

Como foi atípico o lance, aos 34 minutos do primeiro tempo, em que o árbitro – parece-me que é da Fifa, não é? – sinalizou o pênalti que não apenas nos deixou com um jogador a menos em campo como permitiu a ampliação do placar.

 

Um erro definitivo e marcado com convicção pois estava diante do lance e mesmo assim entendeu que houve falta em um momento em que Bressan apenas tirou o corpo para não tocar no atacante, que se jogou no chão e foi beneficiado.

 

Por falar em atípico, como definir o erro de Luan aos 45 minutos do segundo tempo, quando escapou livre em direção ao gol, ficou diante do goleiro, escolheu o canto onde colocaria a bola e chutou para fora?

 

Luan é dos melhores jogadores em atividade no Brasil; é o melhor jogador do Grêmio; decidiu partidas incríveis; dribla como poucos e tem desequilibrado os jogos a nosso favor. Jogar aquela bola para fora é atípico, eu não tenho dúvida.

 

Só uma coisa não foi atípica na partida, e esta aconteceu aos 25 minutos do primeiro tempo, veio pelo alto, saiu da lateral, passou por boa parte da nossa defesa e teve como ato final o cabeceio do atacante adversário. Aquela coisa-que-você-sabe-bem e sobre a qual prefiro nem dizer o nome. A coisa que, torço muito, Roger ainda haverá de acertar.

 

No mais, é lembrar que a vida segue em frente como nós seguimos no terceiro lugar e há apenas alguns passos atrás dos primeiros colocados, ou seja, em condições de alcançá-los em breve, apenas tendo que recuperar os pontos perdidos nesta partida atípica.

 

E lutar pelas nossas conquistas, mesmo em desvantagem, não tem nada de atípico na nossa história.

Avalanche Tricolor: o mais importante era a vitória

 

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Gaúcho – Arena Grêmio

 

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Bobô comemora gol da vitória FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA no Flickr

 

“O mais importante era a vitória”, foi o que disse Bobô ao fim da partida. Concordo com ele.

 

Sei que vencer é sempre importante. Desta vez, porém, os três pontos valiam muito mais. Diante da maratona que o Grêmio tem de enfrentar nestes primeiros meses do ano, é preciso manter todos os adversários ao nosso alcance. Não podemos permitir que alguém se desgarre ou a pressão dos que vêm de baixo exija esforço extra. Conseguimos isso ao chegarmos na quinta rodada do Campeonato Gaúcho somente a três pontos do líder e com gente metida a grande atrás de nós.

 

A vitória também era o mais importante, neste fim de tarde de domingo, porque somente esta seria capaz de controlar os intolerantes, uma turma incapaz de perceber que time de futebol não se contrói do dia para a noite. Especialmente um time que pretende impor uma forma de jogar diferente da maioria dos demais clubes brasileiros. O futebol qualificado, de toque de bola veloz e eficiente, com aproximação e tomada de espaço, além de marcação precisa, exige ajuste fino por parte do técnico e muito treino e boa condição física por parte do elenco. Isso não se alcança logo no início da temporada.

 

Tenho a impressão de que alguns torcedores têm a necessidade de encontrar um herói para a sua vida, buscam o salvador da pátria, aquele capaz de resolver todos os problemas do time dentro de campo e todas as suas frustrações fora do futebol. Agindo assim, nos transformamos em máquina de moer talentos. O herói de um jogo vira anti-herói no seguinte. E se o time não funciona, este é bode expiatório, vaiado e injustiçado, como chegamos a assistir na partida de hoje.

 

Sair de campo vencedor também foi importante para o autor da frase que abre esta Avalanche. Bobô terminou a temporada passada sem convencer, mesmo diante de seu esforço e alguns poucos gols. A chegada de novos atacantes deixou-o em segundo plano, para muitos até fora dos planos. Já ao entrar no lugar de Henrique Almeida, aos 10 minutos do segundo tempo, em vez de o coadjuvante das partidas anteriores transformou-se em protagonista. Apareceu três vezes seguidas em frente ao gol adversário, duas delas impedido de seguir as jogadas por irregularidades sinalizadas pelo árbitro, e a terceira para garantir a vitória. Será muito bom se sempre pudermos contar com o Bobô que assistimos em campo hoje.

 

Os três pontos ainda valiam a tranquilidade para Roger trabalhar com seu grupo, adaptar os novos atacantes, ter tempo para acertar a dupla de zaga e testar alternativas na equipe, mesclando jogadores titulares e reservas, conforme a conveniência. Sem a vitória, teríamos de arriscar o planejamento e expor alguns dos principais talentos da equipe a uma sequência perigosa de jogos.

 

Se já não fossem motivos suficientes todos os relacionados nesta Avalanche, a vitória marcou o 50º jogo de Roger como técnico do Grêmio, que chegou até aqui com 62% de aproveitamento, 27 vitórias, 12 empates e 11 derrotas. Mais do que esses números todos: Roger foi o responsável pela transformação que o futebol gremista sofreu do ano passado para cá. Por tudo que tem feito ao Grêmio, ele merecia esses três pontos, neste momento.

 

“O mais importante era a vitória”, sim, e tudo mais que esta representava para Roger, para o time, para Bobô e para todos nós que torcemos pelo Grêmio.

A experiência de viajar de avião: mais trabalho e menos incômodo

 

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Mau humor de viajante à parte, é bem melhor viajar de avião agora do que no passado,  muito mais pelo avanço proporcionado pelas empresas aéreas do que pelo investimento feito pela Infraero, nos aeroportos. Os “privatizados” até que têm conseguido oferecer espaços mais confortáveis, tais como o Internacional de Guarulhos. Nos que estão nas mãos da estatal, contudo, as reformas andam a passos lentos.

 

Acabo de sair do aeroporto de Vitória, no Espírito Santo, de instalações acanhadas, espaço de embarque reduzido, áreas de prestação de serviço semi-abandonadas, goteiras nos aparelhos de ar-condicionado, que parecem desafiar a força da gravidade para se manterem pendurados na parede, e banheiros precários.

 

Dizem os capixabas que há anos ouvem promessas de que o aeroporto, sob a responsabilidade da Infraero, será reformado. Tem até projeto para mudar o sentido da pista e ampliar suas instalações. Uma rede hoteleira construiu seu empreendimento onde deveria ser o desembarque do “novo” aeroporto, contando com o fluxo de passageiros. O hotel já está pronto enquanto do outro lado da rua tem cerca, mato e uma placa anunciando que é área restrita da Infraero – ninguém pode entrar (nem gente competente?).

 

O dinheiro teria sido liberado no pré-Copa, mas se perdeu em algum lugar qualquer.

 

O último a fazer a promessa de melhorias, Eliseu Padilha, já pegou mala e cuia e desembarcou do governo Dilma, na sexta-feira última. Aliás, boa oportunidade para a presidente acabar com mais este ministério e entregar tudo para a pasta dos transportes, o que acho que não deve ocorrer, por isso, em breve, será nomeado mais um “fazedor” de promessas.

 

A verdade é que viajar ficou mais fácil se compararmos com as décadas anteriores. A tecnologia tornou as viagens de avião acessíveis e mais simples – mesmo que muitas vezes ainda tenhamos de sofrer pelo mal atendimento e atrasos sem justificativa. Quem lembra como eram as passagens antigamente? Blocos de papeis intercalados com carbono, escritos à mão, com letras ilegíveis e sempre prontos para serem perdidos pelo viajante. Às empresas cabia armazenar aquela documentação analógica e acumular despesas apenas para mantê-la em segurança.

 

Hoje, imprimimos a passagem em casa por força do hábito, é verdade, pois bastaria dedilhar seu CPF e mais um sem-número de números e letras para o bilhete sair impresso no totem. Os mais avançadinhos o fazem no próprio celular – apenas não consegui entender até agora por que no momento do embarque, quem preferiu economizar papel, perde mais tempo na fila a espera da máquina que lê o código de barras na tela do smartphone. Será que ninguém pensou em colocar um equipamento remoto?

 

A eliminação do check-in foi outra dádiva. No passado – e há quem ainda prefira desta forma – éramos obrigados a encarar enorme fila. Primeiro, com o pessoal da bagagem e dos sem-bagagem misturados. Depois, criaram a fila dos sem-bagagem, mas ainda com exigência de passar tudo por um atendente. Havia um tempo em que era solicitado que, mesmo com a passagem comprada, se telefonasse para a companhia aérea e confirmasse que viajaríamos. Agora, faço check-in em casa ou no smartphone e posso entrar direto na sala de embarque dos aeroportos. Ganhamos tempo!

 

O curioso neste novo procedimento é que as empresas diminuíram seus gastos com material, armazenamento e atendentes, e repassaram aos passageiros o serviço que realizavam antes. E nós achamos bom. Pode ser um paradoxo, mas apesar de termos mais trabalho a fazer, temos menos incômodo para viajar.

 

O dia em que os aeroportos brasileiros avançarem seus serviço  talvez viajar de avião seja tão simples quanto pegar o carro na sua garagem.

Avalanche Tricolor: a essência de ser gremista

 

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Brasileiro – Arena Grêmio

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Só quem não é gremista ou esqueceu o que é ser, imaginava que após duas vitórias retumbantes no Campeonato Brasileiro, teríamos um resultado tranquilo apenas porque estávamos diante de nossa torcida e enfrentávamos um time da zona de rebaixamento. Sem dúvida, a goleada no clássico regional, domingo passado, e a conquista alcançada na casa do adversário, que disputa o título diretamente com a gente, na última quarta-feira, seriam motivos de sobra para acreditarmos que os três pontos desta rodada eram favas contadas. Perdão, mas o Grêmio não joga com a lógica do futebol. E o torcedor do Grêmio tem consciência disso. Se não o tem, está na hora de aprender a lição. Nascemos e escolhemos torcer por esse time porque o sofrimento nos torna maior, mais gremistas ainda.

 

Tudo bem, apesar dessa saga histórica que enfrentamos, não esperávamos um time tão apático no primeiro tempo. Tão distante daquele futebol que encantou nas últimas rodadas. Parecia queremos dar razão aos críticos que ainda põem em dúvida a qualidade técnica do Grêmio e a capacidade de disputar o título. Erramos o que não vínhamos errando ultimamente: na forma de marcar, de pressionar a saída de bola e de partir em velocidade. E deixamos de acertar o que foi nosso grande diferencial nas duas últimas vitórias: o passe.

 

Sei que agora é fácil escrever, mas se nada dava certo no primeiro tempo – nosso único mérito foi contar com a sorte – tinha esperança de que no vestiário as coisas se ajeitariam. Minha esperança era Roger. Têm falado muito das qualidades estratégicas dele e da maneira como conseguiu mudar a forma de jogarmos futebol e recuperou alguns jogadores que estavam desacreditados. Essa é uma obra que se realiza no cotidiano dos treinos e foi nele que ajustou a equipe, reposicionou jogadores e implantou o estilo moderno que vemos em campo. Hoje, porém, Roger foi colocado à prova, pois precisaria mudar o ânimo e o jogo nos poucos minutos que tinha entre o primeiro e o segundo tempos, no intervalo da partida. E conseguiu.

 

O Grêmio que voltou do vestiário foi o Grêmio que nos tem feito vibrar neste campeonato. Era um time completamente diferente já no primeiro minuto quando partiu para cima do adversário com força, velocidade e prudência. Curiosamente, nossa virada se deu por caminhos que não costumamos trilhar: na cobrança de escanteio, aproveitada por Erazo, e na de falta muito bem batida por Galhardo. “Fizeram gols de bola parada”, dirão alguns na tentativa de desmerecer nosso resultado. Ledo engano. Fizemos gols porque a equipe voltou para o segundo tempo convencida, por seu técnico, da qualidade e força que tem, e sabendo de que ambas somente fariam diferença se executadas à exaustão.

 

Daqui pra frente será sempre assim. Somos um dos times a serem batidos pelos adversários. A cada partida estaremos disputando uma decisão. É bem possível que algum revés apareça. Portanto, é bom que você esteja preparado, pois ainda haverá muito sofrimento até a conquista final. Essa é a essência de ser gremista!