Dez Por Cento Mais: Ciro Férrer explica como arquitetura pode favorecer um envelhecimento com mais autonomia

“A casa pode tanto prejudicar quanto auxiliar nesse processo que é da longevidade qualitativa e digna.”

O Brasil envelhece rapidamente, mas casas e cidades ainda são projetadas, em grande parte, sem considerar as mudanças físicas, cognitivas e emocionais que acompanham o passar dos anos. Pequenas adaptações nos ambientes podem reduzir riscos, preservar a independência e melhorar a qualidade de vida. Esse foi o tema da entrevista de Ciro Férrer, arquiteto, urbanista, especialista em gerontologia, neurociência e neuroarquitetura ao programa Dez Por Cento Mais, apresentado pela jornalista e psicóloga Abigail Costa.

Ao longo da conversa, Ciro desmontou a ideia de quem vê a arquitetura apenas pelo viés da estética. Segundo ele, a forma como uma casa é organizada influencia diretamente o comportamento, a saúde e a autonomia das pessoas, especialmente durante o envelhecimento.

O interesse de Ciro pelo tema nasceu de uma experiência pessoal. Durante a graduação em Arquitetura, ele acompanhou a mudança radical na vida da avó após uma queda dentro de casa. Até então independente, ela passou a enfrentar limitações impostas pelo próprio ambiente onde sempre viveu.

“A casa passou a dominá-la”, resume.

A experiência revelou obstáculos que costumam passar despercebidos: portas estreitas para cadeiras de rodas, banheiros com circulação limitada, pisos escorregadios e mobiliário que dificulta os movimentos. Ao mesmo tempo, ele percebeu que sua formação acadêmica pouco abordava a relação entre envelhecimento e ambiente construído.

Leia, também, os artigos de Ciro Férrer no Blog do Mílton Jung

Adaptações simples fazem diferença

Durante a entrevista, Ciro destacou que muitas melhorias podem ser feitas sem grandes reformas. Entre elas estão a instalação de fitas antiderrapantes em pisos lisos, proteção para quinas de móveis, reorganização da circulação da casa e escolha de cadeiras com braços, altura adequada e apoio para as costas.

Ele também alertou que cada adaptação deve respeitar os hábitos e a história de quem mora no local.

“Não adianta a gente pegar a norma. Cada pessoa é única e a casa dela tem que ser única.”

Por isso, antes de definir onde instalar barras de apoio ou alterar a disposição dos móveis, ele observa como a pessoa realiza atividades do cotidiano, como tomar banho, preparar um café ou levantar-se do vaso sanitário.

Outro ponto enfatizado por Ciro é que a casa guarda lembranças, afetos e referências que ajudam na orientação espacial, especialmente para pessoas com comprometimento cognitivo. Ao comentar o hábito de retirar tapetes de residências de pessoas idosas, ele defendeu uma análise individual de cada caso.

“Esse tapete é importante para você? Tem sentido para você? Tem? Vamos manter.”

Quando o objeto representa um risco, a solução nem sempre é descartá-lo. Segundo ele, o tapete pode ganhar uma nova função, como peça decorativa na parede ou sobre um móvel, preservando seu valor afetivo.

A iluminação tem um capítulo especial nesta conversa, seja pela visibilidade do espaço seha porque influencia o nosso cérebro.

Ciro explicou que o organismo humano continua regulado pelo ciclo natural entre claro e escuro. A exposição à luz pela manhã ajuda a sincronizar o ritmo biológico, melhora o estado de alerta e favorece funções como memória, atenção e planejamento. Já durante a noite, a recomendação é reduzir a intensidade da iluminação e evitar luzes fortes diretamente nos olhos.

Como alternativa, ele sugeriu o uso de luzes de vigília próximas ao piso, instaladas entre o quarto e o banheiro. Dessa forma, a pessoa consegue caminhar com segurança sem comprometer o ciclo do sono.

Cidades também precisam envelhecer

Para Ciro Férrer, pensar apenas na casa não é suficiente. O envelhecimento depende também da qualidade dos espaços públicos. Ele afirmou que muitas cidades brasileiras continuam priorizando o deslocamento por automóveis, enquanto calçadas irregulares, falta de acessibilidade e insegurança limitam a circulação das pessoas.

“O desenho da cidade não pode se limitar ao concreto.”

Integrante do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa de Fortaleza, ele defendeu maior investimento em políticas públicas voltadas ao envelhecimento e lembrou que acessibilidade envolve muito mais do que rampas e barras de apoio. Inclui comunicação, atendimento respeitoso, sinalização adequada e condições para que as pessoas exerçam plenamente sua cidadania.

Ao citar uma pesquisa realizada durante seu mestrado, Ciro observou que muitas pessoas idosas convivem com o medo de cair, mas continuam frequentando praças e espaços públicos porque esses locais representam convivência, pertencimento e qualidade de vida.

Ciro reforçou que o envelhecimento não deve ser tratado como responsabilidade exclusiva de profissionais da saúde ou da arquitetura.

“Todos somos seres envelhecentes e todos queremos ser cuidados e acolhidos de maneira independente e autônoma.”

Para ele, construir ambientes mais seguros e cidades mais inclusivas significa criar condições para que as pessoas possam envelhecer com autonomia, dignidade e participação na vida em comunidade.

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Dez Por Cento Mais: Daniela Dib mostra como transformar o banho em um ritual de autocuidado

“Esteja aberta para você mesma. Você pode se surpreender.”

Um gesto que costuma durar poucos minutos e ser tratado apenas como parte da rotina pode se transformar em um momento de pausa, presença e cuidado consigo. Essa é a proposta da empreendedora Daniela Dib, que criou uma linha de produtos inspirada em experiências vividas em viagens e em uma necessidade pessoal de hidratação da pele. 

Em entrevista ao programa Dez Por Cento Mais, apresentado pela jornalista e psicóloga Abigail Costa, Daniella contou que a ideia nasceu de uma dificuldade que a acompanhava desde a adolescência. Com a pele muito ressecada, ela buscava alternativas que oferecessem mais do que hidratação. A inspiração surgiu de forma inesperada. “O projeto se formou todo nessa primeira fungada, literalmente, de um produto presente”, contou, ao lembrar o momento em que experimentou um óleo recebido de presente da irmã.

Do comércio às experiências sensoriais

Formada em Comunicação Social, Daniela construiu a carreira na empresa da família, tradicional comerciante da Rua 25 de Março, em São Paulo. Participou da implantação do comércio eletrônico ainda no início dos anos 2000 e afirma que o contato diário com consumidores foi uma escola para compreender as pessoas.

Segundo ela, o novo negócio não surgiu para substituir sua trajetória anterior, mas para ampliá-la. A marca nasceu da combinação entre uma necessidade pessoal, lembranças de viagens ao Oriente Médio e o desejo de oferecer uma experiência de autocuidado dentro de casa.

“O banho virou uma rotina corrida, obrigatória, de higiene. Acho que a gente pode fazer muito mais pelo nosso prazer, pela nossa pele”, afirmou.

A proposta é transformar um hábito cotidiano em um momento de desaceleração. “Essa pausa que já acontece na rotina diária pode ser melhor aproveitada para si mesmo, para o seu corpo, para sua alma”, disse.

Um projeto construído a partir da própria necessidade

Daniela explica que o desenvolvimento dos produtos levou quase três anos. O maior desafio foi criar uma fragrância capaz de despertar memórias e transportar a pessoa para outras experiências.

“Eu não queria só um cheiro bom. Queria um cheiro que te transportasse, que te viajasse no tempo, no espaço, em si mesma”, relatou.

A linha foi desenvolvida com fórmulas de alta concentração de ingredientes de origem natural, tendo como base óleos vegetais como palmiste, argão, abacate e semente de romã. A escolha, segundo ela, buscou unir hidratação intensa, perfumação duradoura e menor impacto ambiental.

Reinvenção depois dos 50

O projeto começou quando Daniela já tinha mais de 50 anos, continuava trabalhando na empresa da família e conciliava a rotina profissional com a maternidade.

Ela afirma que não precisou abandonar a carreira construída ao longo de décadas para iniciar um novo empreendimento. Ao contrário, procurou somar experiências.

“Ter me permitido realizar um sonho meu foi um prazer enorme. Foi puxado, mas foi uma delícia”, resumiu.

Ao refletir sobre esse período da vida, ela reconhece que passou muitos anos deixando suas próprias necessidades em segundo plano.

“Já me vejo melhor posicionada na minha própria agenda. Não estou mais no fim da minha lista”, afirmou.

No encerramento da entrevista, Daniela deixou uma mensagem para quem pensa em começar um novo projeto ou experimentar novos caminhos.

“Eu nunca planejei nada do que aconteceu. Não feche nenhuma porta para você mesma. Você pode se surpreender.”

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Dez Por Cento Mais: geneticista Paulo Zattar Ribeiro explica como os testes genéticos podem mudar a prevenção do câncer

“A genética deixa de ser uma sentença e se torna uma oportunidade de redução de risco.”

Descobrir um risco de câncer antes que a doença apareça pode mudar o destino de uma família inteira. A incorporação de testes genéticos ao Sistema Único de Saúde amplia a possibilidade de identificar predisposições hereditárias e adotar medidas preventivas com antecedência. O tema foi discutido em entrevista ao programa Dez Por Cento Mais, apresentado pela jornalista e psicóloga Abigail Costa.

Médico geneticista, Dr. Paulo Zattar Ribeiro explicou que os genes BRCA1 e BRCA2 funcionam como mecanismos naturais de proteção contra o câncer. Quando apresentam alterações hereditárias, aumentam significativamente o risco de desenvolvimento de alguns tipos de tumores, especialmente os de mama e ovário.

Segundo ele, identificar essas mutações permite que pacientes e médicos adotem estratégias de prevenção e acompanhamento mais adequadas. “Se eu conhecer a informação que já está ali desde o meu nascimento, me permite reduzir esse risco”, afirmou.

Quando a genética ajuda a prevenir

Ao longo da entrevista, o especialista recorreu ao caso da atriz Angelina Jolie para ilustrar como o conhecimento genético pode orientar decisões preventivas.

“Entendemos, a partir do caso da Angelina Jolie, que a genética deixa de ser uma sentença e se torna uma oportunidade de redução de risco”, disse.

Ele explicou que mulheres com mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 podem optar por diferentes estratégias para reduzir a probabilidade de desenvolver câncer. Entre elas estão cirurgias redutoras de risco, acompanhamento por exames de imagem em intervalos menores e uso de medicamentos específicos.

A chegada do teste ao SUS também poderá beneficiar familiares de pacientes diagnosticadas. A identificação de uma mutação permite que parentes sejam avaliados precocemente e recebam orientação adequada.

Nem todo câncer é hereditário

Um dos pontos destacados pelo médico foi a diferença entre câncer genético e câncer hereditário.

“Todo câncer é genético, acontece por um mecanismo genético. Mas nem todo câncer é hereditário”, explicou.

Segundo ele, aproximadamente 10% dos casos de câncer têm origem hereditária. Alguns sinais podem indicar maior probabilidade de predisposição genética, como tumores em idade jovem, múltiplos casos na mesma família ou tipos específicos de câncer.

Para o especialista, pessoas com histórico familiar relevante devem buscar avaliação médica especializada. “Todo mundo que tem histórico de câncer na família ou que já teve um câncer deveria passar pelo menos em uma consulta com o médico geneticista ou oncogeneticista.”

O teste não é uma sentença

Uma das barreiras que impedem investigações precoces é o receio que muitas pessoas têm de realizar exames genéticos por medo do resultado. Paulo Zattar Ribeiro destacou que descobrir uma predisposição não significa que a doença irá necessariamente se desenvolver.

“As variantes em câncer têm uma penetrância incompleta, ou seja, nem todo mundo que tem alteração genética vai desenvolver câncer.”

Ele acrescentou que o teste pode trazer mais tranquilidade do que preocupação. Segundo pesquisa conduzida por sua equipe, mulheres que receberam informações claras sobre seus riscos apresentaram redução dos níveis de ansiedade após o processo de avaliação genética.

“O vespeiro já está ali. O que o teste genético faz é nos dar os remédios para combater o vespeiro e tirar ele dali”, comparou.

Desafios para a implementação

Embora considere a incorporação dos testes um avanço, o geneticista alertou para os desafios da implementação. De acordo com ele, o Brasil ainda conta com menos de 400 médicos geneticistas, o que exigirá investimento em capacitação profissional e integração entre diferentes áreas da saúde.

“Precisamos de educação em saúde para que os profissionais consigam lidar com essa informação da forma correta”, afirmou.

Ele também defendeu maior atuação multidisciplinar, envolvendo geneticistas, oncologistas, mastologistas, psicólogos e outros profissionais para garantir que os resultados dos exames sejam interpretados adequadamente e transformados em ações concretas de prevenção e tratamento.

A prevenção continua fundamental

Apesar do avanço da genética, Dr. Paulo ressaltou que os hábitos de vida seguem sendo pilares importantes na redução do risco de câncer. Ele citou a prática regular de atividade física, alimentação equilibrada, controle do consumo de álcool, abandono do tabagismo e uso diário de protetor solar como medidas essenciais.

Ao encerrar a entrevista, deixou uma orientação direta para as mulheres:

“Não deixem o medo do câncer vencer a necessidade de fazer os exames.”

Para ele, conhecer o histórico familiar, manter os exames em dia e buscar informações confiáveis são atitudes que podem aumentar as chances de prevenção, diagnóstico precoce e qualidade de vida.

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Dez Por Cento Mais: não guarde dor e sofrimento, recomenda a psicanalista Jak Rocha

“Mostrar a fragilidade não é fraqueza. Mostrar a fragilidade é um sinal de força.”

O Brasil registrou milhares de afastamentos por burnout nos últimos anos, enquanto profissionais seguem tentando sustentar rotinas exaustivas como se o corpo fosse uma máquina programada apenas para entregar resultados. Em muitos casos, os sinais aparecem antes do colapso: insônia, irritação, taquicardia, crises de ansiedade e um cansaço que não desaparece com descanso. O tema foi discutido no programa Dez Por Cento Mais, apresentado pela jornalista e psicóloga Abigail Costa, em entrevista com a psicanalista e mentora de carreiras Jak Rocha.

Ex-diretora de operações dos canais Globo, Jak contou que os primeiros sintomas começaram em 2017, quando ainda ocupava uma posição executiva de alta responsabilidade. A rotina intensa, marcada por agendas lotadas, viagens e pressão constante, parecia fazer parte natural da carreira. Até que o corpo decidiu interromper o processo.

Durante uma reunião fora do Brasil, ela sofreu um apagão. “Eu olhei para aquele data show e eu não sabia do que se tratava. Ali eu entrei em pânico, porque esvaziou meu cérebro”, relatou. No hospital, médicos levantaram inicialmente a hipótese de um tumor cerebral. Depois de exames, veio o diagnóstico: burnout.

Mesmo alertada pelos médicos, Jak seguiu trabalhando. “Eu cheguei no Brasil e mantive a minha agenda e a minha vida continuou frenética”, contou. Vieram novos apagões, crises físicas e emocionais, até que uma equipe multidisciplinar determinou a necessidade de interromper completamente a rotina profissional.

Quando o corpo fala antes da mente admitir

Ao longo da conversa, Jak descreveu como o burnout se manifesta de forma gradual e, ao mesmo tempo, devastadora. Segundo ela, o processo começou com transpiração excessiva, taquicardia, náuseas e ansiedade constante. Depois vieram a irritação, a intolerância e o isolamento.

“Tudo me irritava. A pessoa falava ‘bom dia’ comigo e eu já não queria nem ouvir aquele bom dia”, afirmou.

Ela reconhece que havia uma dificuldade pessoal em estabelecer limites. “Eu amava tanto o que eu fazia”, explicou. A dedicação extrema ao trabalho ocupava praticamente todos os espaços da vida. “Eu trabalhava 14 horas por dia, 15. Meu celular não parava.”

Mesmo diante do adoecimento, Jak não demonstra arrependimento pela trajetória profissional. O que mudou foi sua compreensão sobre equilíbrio e cuidado emocional. Hoje, nas mentorias que conduz, tenta transmitir outra lógica de liderança: menos centrada apenas em métricas e mais conectada às pessoas.

Ela relatou que desenvolveu um modelo de gestão baseado na individualidade dos colaboradores. Em vez de focar exclusivamente em resultados, buscava entender os interesses, dificuldades e habilidades pessoais de cada integrante da equipe.

“Eu só entendo que a gente move pessoas em direção ao resultado positivo se elas estiverem felizes”, disse.

A doença rara que mudou novamente sua vida

Depois do burnout, vieram outras experiências traumáticas: a morte da mãe, um sequestro e, mais recentemente, o diagnóstico da Síndrome de Dercum, uma doença rara caracterizada pela formação de tumores adiposos extremamente dolorosos.

Jak contou que passou quase dois anos procurando respostas até chegar ao diagnóstico correto. “A dor era alucinante”, afirmou.

Desde então, já passou por diversas cirurgias. Os tumores, embora benignos, causam dores permanentes e comprometem sua mobilidade. “Você tira um tumor, aparecem quatro. Você tira quatro, aparecem oito”, descreveu.

Durante a entrevista, ela relacionou o enfrentamento da doença à espiritualidade e ao desejo de ajudar outras pessoas que enfrentam condições semelhantes. Também falou abertamente sobre momentos em que pensou em desistir.

“Eu amo viver”, afirmou, ao explicar por que decidiu seguir enfrentando o tratamento e as limitações impostas pela doença.

Escuta, acolhimento e saúde emocional

A experiência profissional e pessoal levou Jak à psicanálise. Hoje, ela atende principalmente jovens, incluindo pacientes no espectro autista, e defende uma escuta mais humana dentro das organizações e das relações pessoais.

Na avaliação dela, muitas pessoas carregam dores em silêncio até o momento do colapso. Por isso, deixou uma reflexão direta ao final da entrevista:

“Não guarde dor e sofrimento para si. Escolha a pessoa que mais se afine contigo e compartilhe com ela tudo. Porque a partir do momento que a gente compartilha, a gente tira um peso da gente.”

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Dez Por Cento Mais: psiquiatra Wimer Bottura Jr alerta para o excesso de diagnósticos em saúde mental

“O sofrimento precisa gerar mudanças.”

A tristeza profunda, a ansiedade persistente ou o esgotamento emocional fazem parte da vida de muitas pessoas. Nem sempre, porém, esses estados significam doença. A diferença entre um sofrimento natural da existência e um transtorno que exige tratamento pode ser sutil. Compreender esse limite é fundamental para evitar diagnósticos precipitados ou tratamentos inadequados. Esse foi o tema da conversa com o psiquiatra Dr. Wimer Bottura Jr., em entrevista ao programa Dez Por Cento Mais, apresentado pela jornalista e psicóloga Abigail Costa.

Para começo de conversa, Bottura destacou que o sofrimento psíquico merece atenção, independentemente de sua origem. Segundo ele, muitas vezes experiências difíceis — como frustrações, perdas ou o fim de um relacionamento — provocam dor emocional intensa, mas não configuram necessariamente um quadro clínico. O psiquiatra lembra que ignorar o sofrimento pode trazer consequências. “Se a pessoa leva em conta o sofrimento e busca ajuda no momento do sofrimento, ela evita que a doença se instale”, explicou.

Informação em excesso e diagnósticos apressados

O Dez Por Cente Mais também abordou a transformação na relação entre pacientes e profissionais de saúde mental. O acesso à informação ampliou o conhecimento das pessoas sobre transtornos psicológicos, e trouxe um efeito colateral: a tendência ao autodiagnóstico.

Bottura observa que muitos pacientes chegam ao consultório já convencidos de que possuem determinado transtorno. “Hoje qualquer pessoa faz diagnóstico respondendo algumas perguntas na internet”, disse. Para ele, esse processo pode gerar confusão, porque sintomas isolados não são suficientes para definir um quadro clínico.

O psiquiatra chamou atenção para o crescimento de diagnósticos de transtornos como ansiedade, TDAH e autismo. Parte desse aumento reflete maior acesso à informação e redução do preconceito. Ao mesmo tempo, segundo ele, existe o risco de avaliações superficiais. “Aumentou o número de diagnósticos, aumentou a informação, mas também aumentou a meia informação.”

O risco do excesso de remédios

A discussão sobre o uso de medicamentos ocupou parte importante da conversa. Bottura afirma que os remédios têm papel relevante na psiquiatria, desde que usados com diagnóstico adequado. “Eu sou favorável ao remédio. Eu sou favorável a um diagnóstico preciso”, afirmou.

Segundo ele, há situações em que a medicação é indispensável e outras em que seu uso pode ser excessivo. Um dos riscos, explicou, é medicar pessoas que não têm o transtorno diagnosticado. Nesse caso, o tratamento não produz efeito e pode gerar descrédito:. “O problema é que depois a pessoa diz: ‘O remédio não funciona’. E isso cria resistência em quem realmente precisa do medicamento.”

Outro ponto destacado pelo psiquiatra é que o diagnóstico deve considerar não apenas o transtorno, mas também o contexto de vida da pessoa. Em alguns casos, acrescenta, o sofrimento está ligado às circunstâncias em que a pessoa vive. Medicá-la sem mudar essas condições pode apenas prolongar o problema.

A arte como caminho de compreensão

Ao longo da entrevista, Bottura ampliou a reflexão sobre saúde mental ao falar do papel da arte no desenvolvimento emocional. Para ele, cinema, literatura e música ajudam as pessoas a compreender experiências humanas complexas. “A arte chega ao conhecimento muito antes que a ciência”, afirmou.

O psiquiatra relatou que há quase três décadas conduz um projeto chamado Cine Debate, no qual exibe filmes e promove discussões com o público. A proposta é estimular o aprendizado indireto, ou seja, quando alguém aprende observando a experiência de outras pessoas ou personagens.

“Eu aprendo com a dor do outro”, explicou. “No cinema, no romance, no teatro, eu vejo o sofrimento do personagem, me identifico com ele e me desenvolvo a partir dessa experiência.”

A música também ocupa espaço central na visão de Bottura sobre saúde emocional. Além de psiquiatra, ele compõe canções e estuda os efeitos da música no comportamento humano. Cantar e dançar são atividades que favorecem vínculos afetivos e bem-estar. “Não precisa cantar bem. Precisa cantar”, afirmou. “Cantar aproxima pessoas.”

O médico ressalta que a música pode ajudar a reduzir o estresse, fortalecer relações sociais e estimular a curiosidade, fator que considera essencial para a vitalidade ao longo da vida. “Quando eu não tenho mais curiosidade, eu morro”, disse.

A importância de ser quem se é

Bottura resumiu sua visão sobre saúde mental e desenvolvimento humano. Para ele, a vida emocional não se resolve apenas com diagnósticos ou medicamentos. O processo envolve também autoconhecimento, expressão e relações afetivas. “A coisa mais importante da nossa vida é saber ser a gente mesmo”, afirmou. “As pessoas precisam se permitir expressar seus sentimentos, suas opiniões, o que vem da sua alma.”

Na avaliação do psiquiatra, atitudes simples — como cultivar vínculos, manter curiosidade e abrir espaço para a arte — podem contribuir de forma significativa para o equilíbrio emocional e a qualidade de vida.

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Por que somos tão duros conosco? A resposta pode surpreender

Muitas vezes, somos os nossos maiores juízes, impondo padrões rígidos e cobrando de nós mesmos uma perfeição inatingível. Mas será que essa postura nos leva a uma vida mais equilibrada? Esse foi o tema central da conversa entre a jornalista e psicóloga Abigail Costa e a psicanalista e pesquisadora de relacionamentos Carol Tilkian no canal “Dez Por Cento Mais”. Durante a entrevista, Carol discutiu como a autocompaixão pode transformar nossa relação com as dificuldades e contribuir para uma vida mais leve e equilibrada.

O início de um novo ano costuma ser marcado por listas de resoluções e metas, muitas vezes carregadas de cobranças e pressão social. Carol destacou que antes de se perguntar “o que eu quero fazer?”, muitas pessoas se questionam “o que eu devo fazer?”. Esse senso de obrigação está diretamente ligado ao superego, uma instância da mente que age como um juiz interno, baseando-se nas expectativas externas e na moral social.

O resultado desse processo pode ser um acúmulo de cobranças que tornam as metas mais angustiante do que motivadoras. “Ao nos perguntarmos ‘por que eu quero isso?’, conseguimos perceber o quanto nossas escolhas podem estar sendo influenciadas por padrões externos e não por nossos reais desejos”, explicou a psicanalista.

Durante a conversa, foi abordado o conceito do “Quitter’s Day” (Dia dos Desistentes), observado nos Estados Unidos na segunda sexta-feira de janeiro. Essa data marca o momento em que um grande número de pessoas abandona as metas traçadas para o ano. Para Carol, essa desistência não deve ser vista como um fracasso, mas como uma oportunidade de reavaliação. “Desistir também pode ser um convite à reflexão: por que ainda quero isso? Essa meta ainda faz sentido para mim?”, questionou.

Um dos pontos centrais da discussão foi a tendência humana de tentar controlar todas as variáveis da vida. Carol explicou que muitas vezes nos culpamos por situações além do nosso controle como uma forma de evitar a angústia da imprevisibilidade. “Nosso desejo de controle é uma ilusão que nos aprisiona em um ciclo de ansiedade e frustração”, afirmou.

Autocompaixão e a relação com a autoestima

Para exercitar a autocompaixão, a psicanalista sugeriu um exercício simples: anotar as autocríticas que fazemos ao longo do dia e imaginar como falaríamos com um amigo que estivesse passando pela mesma situação. “Muitas vezes somos duros conosco de uma forma que jamais seríamos com alguém que amamos”, destacou.

Uma das diferenças fundamentais entre autocompaixão e autoestima está na forma como enxergamos nossas emoções. Enquanto a autoestima se baseia na ideia de “se valorizar”, muitas vezes comparando-se a padrões externos, a autocompaixão convida à “validação” do que sentimos, sem juízo de valor.

“Quando validamos nossas emoções, paramos de pedir permissão para sentir”, afirmou Carol. Isso significa que, em vez de se questionar “eu deveria sentir isso?”, a abordagem mais saudável é reconhecer e investigar a origem desse sentimento.

Ao tratar da influência das redes sociais na forma como nos percebemos, Carol disse que “seguimos pessoas que projetam vidas perfeitas e, sem perceber, nos comparamos e nos sentimos insuficientes”. Uma estratégia sugerida para reduzir essa influência negativa é revisar os perfis seguidos, priorizando conteúdos mais realistas e condizentes com a própria realidade.

Além disso, a psicanalista reforçou a importância de cercar-se de pessoas que compartilhem um olhar mais humano e acolhedor. “A autocompaixão não se desenvolve no isolamento. Precisamos de relações que nos validem e nos ajudem a enxergar nossa própria humanidade”, concluiu.

Pratique a autocompaixão no dia a dia

Para quem deseja exercitar a autocompaixão, Carol Tilkian sugeriu três práticas simples:

  1. Revisar o diálogo interno: Observar como falamos conosco mesmos e substituir autocríticas severas por frases mais acolhedoras.
  2. Aceitar a imperfeição: Compreender que errar e falhar fazem parte da experiência humana e não definem nosso valor.
  3. Buscar apoio: Conversar com amigos e profissionais de saúde mental para compartilhar emoções e reduzir a autocrítica.

Assista ao Dez Por Cento Mais

Esse episódio do “Dez Por Cento Mais” trouxe reflexões valiosas sobre a necessidade de tratarmos a nós mesmos com a mesma gentileza que oferecemos aos outros. Em uma sociedade que frequentemente exige produtividade e perfeição, a autocompaixão se mostra uma ferramenta essencial para lidar com desafios, acolher medos e viver de maneira mais leve e autêntica.

O “Dez Por Cento Mais” é apresentado, ao vivo, quinzenalmente, às quartas-feiras, a partir das 12h, no YouTube.

Dez Por Cento Mais: descobrindo a calma da mente em um mundo acelerado

Ansiedade e estresse dominam a rotina de milhões de pessoas. Diante dessa realidade,  encontrar equilíbrio emocional tornou-se um desafio essencial. Para Léo Simão, essa busca não apenas mudou sua vida, mas também se transformou em um método prático de autodesenvolvimento. Sua experiência pessoal de superação o levou a estudar filosofia, neurociência e espiritualidade para compreender como a mente humana pode ser treinada para viver com mais serenidade. Criador da metodologia “Calma da mente”, Léo compartilhou essa jornada em entrevista ao canal Dez Por Cento Mais, apresentado pela jornalista e psicóloga Abigail Costa.

Léo Simão destaca que um dos aprendizados mais transformadores de sua vida foi a percepção de que não somos nossos pensamentos. “Os pensamentos são como nuvens, eles vêm e vão, mas nós somos o céu, a presença que permanece”, explicou. Esse conceito, presente em diversas tradições filosóficas e espirituais, ajudou-o a desenvolver uma nova perspectiva sobre a mente e o controle das emoções. 

Os dois atos de uma vida e a crise existencial

A jornada de Léo Simão pode ser dividida em dois momentos distintos. No primeiro ato, ele alcançou grande sucesso empresarial, fundando uma empresa que faturava centenas de milhões de reais e recebendo prêmios de empreendedorismo. Apesar de toda a conquista material, sentia-se vazio e ansioso. “O dinheiro e o sucesso não resolveram minha busca interior”, confessou.

O segundo ato começou com uma grande reviravolta: a perda de sua empresa, separação conjugal e um quadro de depressão profunda. Em 2021, ele enfrentou outro desafio ao contrair Covid-19 de forma grave, ficando internado na UTI. Essa experiência o fez confrontar sua própria mortalidade e ressignificar seu propósito de vida.

Em busca de respostas, Léo mergulhou na leitura de textos religiosos, filosóficos e científicos. Explorou desde a Bíblia e os livros de Allan Kardec até obras como Meditações, do imperador romano Marco Aurélio. “Foi como se todas as peças do quebra-cabeça finalmente se encaixassem”, relatou sobre a influência do estoicismo em sua vida.

Ele descobriu que a chave para uma vida mais equilibrada está na prática de valores e virtudes. “A vida não é sobre nós, mas sobre as pessoas que tocamos”, refletiu, destacando a importância do autoconhecimento e da contribuição para o bem-estar coletivo.

A criação do método “Calma da Mente”

A partir de sua experiência, Léo estruturou o programa “Calma da Mente”, um treinamento voltado ao desenvolvimento da inteligência emocional. O método baseia-se em três pilares:

  • Atividade física: Estudos mostram que exercícios aumentam os níveis de dopamina e reduzem o estresse.
  • Fé e gratidão: A crença em algo maior reduz a ansiedade e melhora a resiliência emocional.
  • Reprogramação mental: Técnicas de respiração, escrita e visualização ajudam a mudar estados emocionais negativos.

O sucesso do método levou Léo a ministrar palestras para empresas e até para forças policiais, impactando milhares de pessoas. “O que ensino é sobre sair do caos mental e encontrar um estado de equilíbrio e produtividade”, explicou.

Seu livro, 365 Dias com a Calma da Mente, segue a estrutura de um guia diário, com reflexões baseadas no estoicismo. Cada página apresenta um ensinamento acompanhado de um QR Code que direciona o leitor para um episódio do podcast “Meditação Estoica”, onde ele aprofunda o tema do dia.

A história de Léo Simão é um exemplo de como é possível transformar crises em oportunidades de crescimento. Ao adotar estratégias para treinar a mente e desenvolver a inteligência emocional, ele encontrou um novo propósito e hoje compartilha esse conhecimento para ajudar outras pessoas a alcançarem o equilíbrio e a paz interior.

Assista ao Dez Por Cento Mais

O canal de YouTube Dez Por Cento Mais, apresentado pela jornalista e psicóloga Abigail Costa, traz programas inéditos e ao vivo, quinzenalmente, às quartas-feiras, ao meio-dia. 

Dez Por Cento Mais: o caminho para relações interpessoais e tomada de decisões conscientes

Foto de Pixabay

A tomada de decisões em um mundo marcado pela incerteza é um desafio que se impõe diante de todos nós, seja na vida pessoal seja no âmbito corporativo. Luciano Salamacha, consultor, empresário, mentor de executivos e presidentes, falou ao programa Dez Por Cento Mais, no You Tube, sobre como as emoções desempenham um papel fundamental em nossas escolhas e comportamentos. 

Na entrevista à jornalista Abigail Costa e à psicóloga Simone Domingues, Luciano mergulha na relevância do autoconhecimento e da autogestão. Em sua análise, destaca quatro etapas essenciais para aprimorar nossas interações humanas:

  • Autoconhecimento
  • Autogestão
  • Interrelação
  • Ação.

As seis emoções básicas que precisamos identificar

O consultor ainda detalha as seis emoções básicas – tristeza, raiva, desprezo (ou nojo), medo, surpresa e alegria – e a partir de suas descrições desvenda como essas emoções podem moldar nossa conduta. Por exemplo, ressalta que a tristeza pode nos levar ao isolamento, enquanto outras emoções podem desencadear reações impulsivas.

Além disso, Luciano explora o conceito de controle inibitório e como ele pode facilitar decisões mais ponderadas e sensatas. Ele observa que o autocontrole é uma habilidade valiosa a ser cultivada.

A diferença de decisões instintivas e intuitivas

Na entrevista, com base na experiência que adquiriu orientando grandes executivos nas tomadas de decisão, lembra da importância de discernir entre decisões instintivas e intuitivas. Enfatiza que as decisões instintivas frequentemente estão enraizadas em emoções intensas, resultando em impulsividade, ao passo que as decisões intuitivas buscam um equilíbrio emocional, levando em conta o bem a longo prazo.

No ambiente corporativo, Luciano sublinha a necessidade de manter um equilíbrio entre proximidade nas relações profissionais e a preservação do profissionalismo. O excesso de intimidade, adverte Salamacha, pode comprometer a dinâmica profissional.

Use a razão para promover o bem

Esta entrevista nos oferece uma compreensão profunda da influência das emoções e do autocontrole na tomada de decisões, iluminando o mundo corporativo e as relações pessoais. Luciano Salamacha nos lembra que a razão não deve apenas guiar nossas decisões, mas também ser aplicada de maneira construtiva para promover o bem, tanto em ambientes de trabalho quanto nas esferas pessoais. Ele enfatiza a necessidade de reconhecer e regular nossas emoções ao tomar decisões, impedindo que elas obscureçam nosso discernimento.

Além disso, Salamacha discute a ideia intrigante de que as decisões podem ter diferentes prazos de validade, dependendo das circunstâncias, e ressalta a importância de considerar quem detém o poder de negociação ao determinar o tempo disponível para a tomada de decisão.

Dica 10% Mais

Luciano também compartilha uma valiosa dica: reserve 10% do seu tempo para o silêncio e a reflexão. Ele destaca como o silêncio pode ser uma ferramenta poderosa para encontrar clareza e aprimorar o desempenho, oferecendo um caminho para uma vida mais consciente e relacionamentos mais harmoniosos.

O programa Dez Por Cento Mais apresenta, toda quarta-feira, às 20 horas, uma entrevista inédita com temas como comportamento e saúde mental, no You Tube. 

Assista à entrevista completa com Luciano Salamacha

Americano que é sucesso no You Tube aprende português ouvindo a CBN

 

Erro
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Você fala no rádio e influencia pessoas. Seja pela informação que pode ser transformadora seja pelo que ela aprende ao ouvi-lo: vocabulário rico, palavras pronunciadas corretamente, respeito as regras gramaticais. De onde se percebe que nosso trabalho diário à frente do microfone é pedagógico. E exige enorme cuidado. Precisão. Atenção no que dizemos.

 

Pensei sobre o assunto ao ouvir o youtuber Gavin Roy, americano nativo, apaixonado pela língua portuguesa. Ele mantém o canal Small Advantages no You Tube e tem mais de 980 mil inscritos, onde ensina brasileiros a falar inglês. Dá dicas de pronúncia, sugere livros e conta curiosidades dos Estados Unidos.

 

O que ele tem a ver com a linguagem que usamos no rádio?

 

No trecho da entrevista destacado neste post, que foi ao ar no canal AskJack, também no You Tube, ele conta que ouvia a rádio CBN antes de saber falar português: “queria saber como era o som do português em comparação com o espanhol”, diz com todo sotaque americano que lhe é de direito.

 

Pensar sobre a responsabilidade que temos na formação da língua e na educação das pessoas é fundamental em um momento no qual muita gente confunde informalidade com ignorância. Acredita que falar errado, abrir mão de regras gramaticais, viciar-se em jargões e gírias aproxima você do cidadão. Fazer isso é um desserviço à sociedade.

 

O importante é que se fale de maneira que as pessoa entendam o recado e respeitando a língua portuguesa, que aceita muito bem a forma coloquial, como nosso colega professor Pasquale Ciro Neto sempre reforça em seus comentários no “Nossa língua de todo dia”, no Estúdio CBN.

 

Eu sempre me esforcei em tratar a língua portuguesa com carinho, mesmo que, às vezes, pelo improviso que a fala no rádio nos exige, ocorram tropeços. Identificados, corrigi-se. O ouvinte merece.