Canto da Cátia: Uma árvore no concreto

 

Ponte dos Remédios

A imagem feita pela Cátia Toffoletto pode inspirar poesia, mas demonstra descaso. A árvore que insiste em crescer entre o concreto da Ponte dos Remédios, na Marginal Tietê, zona oeste de São Paulo, sinaliza o que havia sido alertado recentemente pelo arquiteto Gilberto Giuzo, do SInaenco – Sindicato da Arquitetura e da Engenharia: a falta de conservação de alguns viadutos da cidade, entre eles o dos Remédios que teve de ser interditado boa parte dessa quarta-feira devido a queda da passagem de pedestre. Em visita que fez ao local há alguns dias Giuzo identificou plantas nascendo entre os vãos da estrutura, além de um emaranhado de fios e aço expostos – informa o jornal Metro.

Uma curiosidade: a prefeitura de São Paulo que teria de dar explicações ao cidadão não divulgou nenhuma informação sobre o incidente e medidas que serão adotadas na capa de seu site. Poderia usá-lo de forma mais prestativa e transparente.

Pedale em Moema antes que a ciclofaixa acabe

 

Ciclofaixa de Moema em foto do Blog O Bicicreteiro, de André Pasqualini

Uma ação judicial deve ser apresentada para forçar a CET a acabar com a ciclofaixa implantada há menos de uma semana, em Moema, zona sul de São Paulo. São comerciantes e moradores que compartilham da ideia de que o melhor para uma cidade é o carro, e iniciaram coleta de assinatura pedindo o fim da faixa exclusiva de bicicletas. Entendem que o trânsito ficará mais complicado, os amigos e parentes não terão onde estacionar e os clientes vão comprar em outra freguesia. Ganhou destaque a afirmação de uma comerciante assustada com a possibilidade de perder consumidoras, senhoras milionárias que não conseguirão pedalar de salto alto. Conseguem se quiserem, mas não precisam, pois podem estacionar seus carros um quarteirão ao lado e caminhar até a loja como fazem nos shopping centers, por exemplo.

Os ciclistas contra-atacaram e abriram petição pública com o objetivo de mostrar o apoio da população à ciclofaixa de Moema, além disso vão colocar suas roupas mais bacanas e seus sapatos de salto alto e promover uma bicicletada chic, batizada “Milionárias de Bike”, no dia 19 de novembro, sábado, a partir da uma da tarde (atenção para a data, pois o evento foi adiado). Querem mostrar que a bicicleta não afasta, agrega. Não congestiona, faz fluir. Não desvaloriza, ao contrário, pois Moema pode se transformar em referência para todas as cidades brasileiras como “um bairro alinhado com a mobilidade urbana em favor de pessoas”, como ocorre com Londres, Paris e Nova Iorque.


Leia o post completo no Blog Adote São Paulo, da revista Época São Paulo

A foto deste post é da Ciclofaixa de Moema e foi tirada por André Pasqualini do Blog O Bicicreteiro

Parque da Água Branca abre série de reportagem, ao vivo

 

As condições dos parques públicos para receber os visitantes nas férias, na cidade de São Paulo serão avaliadas pelo cidadão, em uma série de reportagens ao vivo que começa, nesta quarta-feira, no CBN SP. A Cátia Toffoletto estará no Parque da Água Branca, zona oeste da capital, e conversará com os frequentadores e administradores do local. A intenção é ouvir deles quais são os principais atrativos para o cidadão e mudanças que poderiam ser implementadas.

O Parque da Água Branca é um dos mais antigos da cidade, foi criado em 1929, e está de frente para a avenida Francisco Matarazzo. Com um terreno privilegiado de cerca 130 mil m2, boa parte tomado por árvores e vegetação, é uma das poucas áreas ainda preservada no distrito da Barra Funda. A administração dele é do Governo do Estado e tem sido alvo de críticas por mudanças que estão sendo implementadas.

Os ouvintes-internautas vão escolher o próximo local a ser visitado pela Cátia Toffoletto. A partir de hoje, envie e-mail para milton@cbn.com.br sugerindo o nome do parque ou praça, aqui na cidade, que você gostaria que a reportagem da rádio CBN fizesse uma reportagem, ao vivo. Não deixe de sugerir atrações e contar o que você mais gosta de fazer nestes lugares.

Foto-ouvinte: Encaixotando Leopoldina

 

Abuso na Vila Leopoldina

“Caixas e lixos na rua, caminhões em fila dupla, pregos que furam pneus e a inexistência de calçadas”. A cena assim descrita pelo ouvinte-internauta Hélio Figueiredo ocorre na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo. Ele disse que está cansado de reclamar para a prefeitura, mas o problema parece não ter solução.

Triturador pode ser solução, escreve Soninha

Reproduzo aqui comentário deixado no Blog pela subprefeita Soninha Francine, sobre o problema das caixas que armazenam produtos transportados para o Ceagesp:

“E o desespero que me dá quando tenho o impulso de dizer “o problema parece não ter solução mesmo”?! Uma operação de apreensão para liberar uma única rua exige cerca de 60 caminhões da prefeitura. E no dia seguinte, a caixaria estará funcionando lá a todo vapor. Como outros tipos de comércio irregular e ilegal, ele é favorecido por circunstâncias locais – a Ceagesp, com seu imenso impacto na vizinhança – e pelo valor econômico. Se ninguém comprasse os tais dos caixotes; se o consumidor exigisse embalagens corretamente rotuladas etc., o comércio morreria de inanição. No ano passado, como cheguei a comentar com o Milton Jung no ar, me animei com a perspectiva de usar um terreno cedido pela Ceagesp e um triturador doado por empresas da região para dar muito mais agilidade às operações de apreensão – e um outro valor econômico para os caixotes. Mas a doação “micou” (não era tão simples qto os empresários tinham dado a entender – “é só a prefeitura querer!”) e a Ceagesp tb não quis mais ceder o terreno, que pretende usar como estacionamento. Estamos, agora, firmando uma parceria com uma cooperativa de catadores para instalar o triturador em uma área municipal – surgem contratempos aqui e ali, mas parece que vai dar certo. Enquanto isso, fazemos operações esporádicas em pontos específicos, mas é uma lástima ver o quanto o resultado mal aparece. A cadeia produtiva é muito mais forte e poderosa do que nosso poder de fiscalização, e isso me dá um desgosto imenso. Não é à toa que tantos defendem que a Ceagesp diminua de tamanho e mude boa parte de suas atividades para outro local, mais moderno e menos favorável ao subemprego e exploração que vicejam no seu entorno”

Protesto e ironia contra a Sabesp

 

Protesto em Osasco por falta de água

Havia ao menos umas dez famílias no corredor do supermercado onde estariam depositadas as garrafas de água mineral. Vi duas mães subindo no primeiro degrau da gôndola para alcançar as garrafas de plástico que estavam mais atrás. Eram pequenas, insuficientes para o banho, mas ao menos matariam a sede da criançada.

Em outro supermercado, a fila de carros do lado de fora se equivalia a de consumidores deixando a loja carregando garrafinhas e garrafões de água dentro de sacos plásticos. Não dava para entrar.

Para comprar água, tive de sair da região afetada pela “seca” imposta pela Sabesp, a cerca de 750 mil pessoas, desde sexta-feira. Sim, ao contrário do que a empresa informa, algumas casas da zona oeste de São Paulo não recebem água desde o fim da semana passada – ou sejam, antes mesmo do estouro da adutora na avenida Roque Petroni Jr, bairro do Brooklin, no domingo de madrugada.

Joildo Santos (@joildo) confirma pelo Twitter o que vários trabalhadores domésticos dos bairros do Morumbi e Butantã haviam contado, nessa segunda pela manhã: @CiaSabesp Eu lhes informo que no sábado faltou agua em Paraisópolis, agora qual foi a razão vocês devem saber. A Sabesp (@CiaSabesp) disse não ter recebido nenhuma queixa anterior e deixa os moradores com uma pulga atrás da orelha ao tuitar: “quando sistema for normalizado, será possível verificar se há outros problemas no local onde rompeu adutora (zona sul)”

“Faz algumas semanas que a própria Sabesp vem escavando onde, agora, dizem ter  rompido a adutora. Acho que estamos diante de mais um episódio de incompetência latente”, reclama por e-mail Maurício Casagrande.

“Depois do apagão, caminhamos para um afogão. Morreremos de sede cercados de água das enchentes”, ironiza Toni Curiati que reclama dos jornalistas que não estariam cobrando do Governo a seriedade necessária para o caso.

Nesta terça-feira, vamos cobrar da companhia, com certeza.

Distante da adutora que estourou, moradores do entorno da rua Sociedade Esportiva Palmeiras, em Osasco, região metropolitana de São Paulo, colocaram fogo em pneus no fim de semana para protestar contra o abastecimento irregular de água. “É impressionante o fato de as represas estarem abarrotadas e o fornecimento de água jamais se normalizar” reclama Josmar Dias. Ele explica que a área não é abastecida pela adutora que apresentou problemas e a falta d’água ocorre diariamente: “ Em regra o serviço só é retomado umas poucas horas no período noturno, entretanto, faz alguns meses que nem mesmo isso, levando as torneiras a ficarem completamente secas”.

Enquanto mais um caminhão pipa chega no condomínio próximo de casa, ouço no rádio que a Sabesp, por nota, ainda não sabe quando o serviço estará normalizado. Avisa que haverá abastecimento parcial em alguns bairros e pede que a população economize água.

O Governo do Estado que se alvoroçou todo para pedir explicações a Eletropaulo, empresa privada que pisa na bola no fornecimento de energia elétrica nestes dias de temporal, poderia usar do mesmo ímpeto para cobrar da Sabesp, de quem é o maior acionista e responsável pelas decisões administrativas.

Sabesp – a vida tratada com respeito – é o que está escrito no site da empresa.