Espanha discute lei mais dura contra menor infrator

De Madri

Quatro anos após o assassinato brutal de Sandra Palo, um dos autores do crime, Rafael Garcia, deixou o centro de internamento de menores. Legalmente, Rafita, como é conhecido, continuará submetido ao regime penitenciário mas permanecerá livre, necessitando atender apenas algumas exigências previstas na lei que trata de crianças e adolescentes infratores.

A notícia por mais brasileira que pareça está nos jornais espanhóis, provocada pela ação dos pais da menina Sandra Palo raptada, violada, atropelada e queimada por seus assassinos em um crime que chocou a Espanha, em 2003. Eles foram para a frente do centro de internamento para assistir à liberação do rapaz em mais uma atitude com o objetivo de chamar atenção da opinião pública para a necessidade de revisão na legislação.

Os pais de Sandra têm sido incansáveis na mobilização da sociedade espanhola para que o debate, jurídico e social, se aprofunde e medidas eficazes sejam adotadas pelo governo.

Aqui, eles também procuram uma fórmula conciliadora entre os que pedem maior rigidez na punição a estes menores de idade e os que alertam para o alcance que deve ter as medidas de reabilitação.

Caminhe para o lado que for, a Espanha, assim como o Brasil, deve rever o código que pune crianças e adolescentes infratores no sentido de não lhes fazer perder a noção da violência cometida e impedi-los de repetir estes atos.

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