Pedágio urbano e metrô municipal, quem tem coragem ?

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Concluir os estudos sobre o plano de transporte urbano e executá-lo conforme prevê as regras de ocupação do solo e zoneamento. Esta é a sugestão do urbanista Cândido Malta para o novo secretário municipal dos Transportes Alexandre de Moraes. Para o professor da FAU a prefeitura deve à cidade este programa que organizaria o transporte do cidadão, seja de ônibus, metrô ou carro.

Malta é ainda mais ousado e pede a instalação do pedágio urbano para financiar a ampliação do metrô paulista. Com isso, o metrô, hoje responsabilidade do Estado, passaria para a prefeitura que teria dinheiro para a expansão das linhas.

Quanto ao peso político que uma medida destas teria, Malta alerta os candidatos que estariam contrariando os interesses de menos de 1/3 da população paulista que anda de carro. Portanto, haveria votos de sobra para uma eleição ou, dependendo o caso, uma reeleição.

Ouça a entrevista com o arquiteto Cândido Malta ao CBN SP e dê sua opinião:

6 comentários sobre “Pedágio urbano e metrô municipal, quem tem coragem ?

  1. Caro Jornalista Milton Jung,

    Lembro-me de uma das histórias de seu conterrâneo Luís Fernando Veríssimo, no livro “Ed Mort e outras Histórias”, em que ele descreve um caos tamanho em que os carros de uma grande cidade pararam todos ao mesmo tempo. A solução foi abandonar os carros e construir um viaduto por cima da antiga avenida.
    🙂

    Acho que do jeito a que nosso trânsito está aumentando, essa ficção ainda vai se tornar realidade!

    Um Abraço!

  2. O pedágio urbano será mais uma CPMF, que nasce com um objetivo nobre, apenas para que o cidadão a aceite mais facilmente, e torna-se outro imposto de uso obscuro, dentro de uma máquina de governo comprovadamente corrupta, aversa a investigações, de funcionamento complicado, onde, depois do dinheiro recolhido, perde-se o controle.
    Não concordo com o pedágio urbano, não pela sua ideologia, mas pela sua aplicação prática, como acabei de expor. E não concordo principalmente neste país, onde já temos impostos demais, e cada vez que há uma falha do próprio governo, inventam outro para cobrí-la.
    É como uma caixa d’água, que tentamos encher, mas ela, cheia de furos, vive vazia. Ao invés de chamar mais gente para tentar enchê-la, devemos tapar os furos, e eliminar os vagabundos que vivem deitados sob a caixa, bebendo nossa água, e rindo do nosso suor.
    É ridículo este imposto, assim como a CPMF. Temos uma das maiores cargas tributárias do mundo, cobrada de um povo do 3º mundo.

  3. Gostaria de saber a opinião das montadoras de automóveis (que se preocupam basicamente pelo lucro, injetam centenas de carros novos todos os dias na cidade de São Paulo e, portanto, não se preocupam com o “estrangulamento” da malha viária urbana ) sobre o caos do trânsito.
    Outro problema é a falta de incentivo à carona. A maioria dos automóveis circulam apenas com o motorista. Eis uma sugestão. Quando era estudante, a escola relacionava uma lista com todos os alunos não em ordem alfabética, mas sim em ordem de semelhança do número do CEP. Assim, poderíamos saber quem mora por perto e combinar dias da semana para dar e receber carona. Isso poderia ser empregado não só em escolas, mas em qualquer estabelecimento, seja empresas, instituições, etc…

  4. Sou a favor do pedágio urbano, pois com ele, aqueles que se utilizam do carro andando sozinho e sem carga pensariam duas vezes antes de sair de carro. O pedágio evitaria diversas viagens feitas sem a necessidade de um carro, o que faria com as pessoas descobrissem novas formas de se deslocar na cidade: utilizando mais o ônibus, o metrô, suas bicicletas e suas pernas como aquele ouvinte que vai ao trabalho a pé. Essa medida traria grande benefício a poluição e ao trânsito de São Paulo. Quer poluir? Quer andar sozinho ocupando o espaço de 20 bicicletas? Quer congestionar a cidade? Quer impactar as ruas com seu barulho não deixando as pessoas dormirem? VOCÊ TEM QUE PAGAR POR ISSO ! PEDÁGIO URBANO SIM!

  5. Eu inverteria a ordem das coisas, primeiro oferecer um transporte público que atenda à população e depois cobrar o pedágio de quem quiser usar o automóvel. Hoje não há opção. O dinheiro viria do uso do transporte público, de preferência sobre trilhos (trem, metrô, tram etc), e do pedágio de quem quiser usar o carro e de financiamento com bancos internacionais, BNDES etc.

  6. Um urbanista achar que ter um imóvel próprio não é negócio e que pagar aluguel seria ideal para quem sabe uma mudança de endereço de emprego, é triste, me desculpe, tive a impressão que ouvi do Sr. Cândido Malta em uma entrevista a Você milton dizendo isto, tentei achar, mas não consegui a na íntegra. é isso mesmo? abraços luis

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