O teste de paciência do 156

Você já deve ter passado pela experiência de ligar para o 156, telefone de atendimento da prefeitura de São Paulo. A Veja São Paulo testou o serviço, fez 30 ligações e em apenas 9 foi devidamente atendida.

De acordo com a revista, as consultas foram baseadas em questões triviais e previstas na proposta de atendimento do 156. A maioria dizia respeito ao deslocamento pela cidade.
Acompanhe um dos diálogos reproduzidos na reportagem da revista que você lê, de cabo a rabo, no portal da revista:

“Estou na rua dos Pinheiros e preciso chegar à região da Avenida Paulista, perto da estação Brigadeiro. Qual é o caminho mais simples?
Tempo para obter a resposta: 42 minutos?
Tentativas: 4?
É meio dia, horário de grande congestionamento na cidade. Telefonando da Rua dos Pinheiros, o motorista precisa chegar à Avenida Paulista (o percurso básico é seguir o fluxo até a Avenida Rebouças, pegar um trecho da pela Consolação e entrar à direita na Paulista). No 156, foram 42 minutos de espera até conseguir falar com um dos atendentes. Se fosse de fato uma emergência…

Nos primeiros cinco minutos, reina a música padrão do disque. Mais música. Três minutos depois:

O senhor precisa pegar o ônibus Metrô Armênia na rua…?
Mas eu estou de carro!?
Ah… por favor, mais um minuto.

Doze minutos depois, a ligação cai. Após três tentativas, a atendente informa que irá transferir para a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Mas não é no 156 que eu consigo saber o caminho que devo seguir de carro??
É, mas é específico na CET.?
Então eu deveria ter ligado para a CET??
Exatamente, senhor.

Qual o número então, por favor??
O número é o 156.?
Mas aqui não é o 156??
Sim, senhor.?
Então eu estou certo em pedir a informação aqui??
Sim, nos iremos encaminhar o senhor para a CET. O 156 não informa percursos de carro, só a CET.?
Não estou entendo. Eu estou certo ou errado em ligar para o 156??
Um minuto senhor que irei transferir a ligação.

Transferido para um número da CET específico para guiar motoristas perdidos (mas que inexplicavelmente não pode ser divulgado), a atendente explica o simples trajeto e completa:
É bem simples, senhor. Não tem erro

3 comentários sobre “O teste de paciência do 156

  1. Milton,
    Já liguei algumas vezes e por incrível que pareça já consegui a informação na primeira chamada.
    Acredito que é caso de sorte e sorte tb com o atendente que parece ter o humor variado. De 0 a 10, 6.

  2. Eu sempre ligo para 156, mas é um exercício de paciência mesmo. Quando era direto para a CET era bem melhor. Os atendentes do 156 não estão preparados para atendimento sobre questões de trânsito. Outro dia eu percebi que um caminhão estava quebrado, bloqueando um cruzamento na cidade e liquei para avisar a CET. A atendente me disse que a CET só poderia guinchar o caminhão e não consertá-lo. Eu respondi: Tudo bem, é isso o que eu quero. Então ela me fez um monte de perguntas, só faltou perguntar a cor da minha calcinha e quando eu respondi que não sabia o número da ocorrência, pois era no cruzamento das ruas tal e qual, ela, após quase dez minutos de conversa me respondeu que sem o numero ela não poderia enviar a reclamação para o CET. Eu quase morri. Inventei uma numeração e ela me respondeu que iria demorar 72 horas para o atendimento. Meu Deus, eu pensei que estava numa pegadinha. Daí eu disse-lhe: olha, sou uma cidadã e estou fazendo um favor para a prefeitura, pois está uma bagunça aqui. Desisti.

  3. Isso não é exclusividade do 156.
    Alguém já tentou ligar no SAC da tv por assinatura Sky? O pior é que é cobrado na conta telefônica.
    Alguém deveria regulamentar os Call Centers. Assim como as filas no banco, poderia se colocar limite nos tempos de espera.

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