Canto da Cátia: Reciclagem clandestina

Quando o poder público não faz, o cidadão faz. A falta de espaço apropriado para depósito de material reciclável fez com que coletores tomassem o vão que existe sob uma das pistas da Radial Leste-Oeste, na rua rua Elizeu Teixeira Leite, no Glicério. Cátia Toffoletto conversou com um dos coletores que disse até agora só ter ouvido promessa de que teriam um espaço adequado para fazer o trabalho.

“No fim da conversa, o catador apagou o cigarro jogando a bituca no chão em meio ao lixo”, relatou Cátia. Perigo à vista.

5 comentários sobre “Canto da Cátia: Reciclagem clandestina

  1. Pois é, passo ali quase todo fds.
    E como o carroçeiro disse, realmente faz anos que está assim.
    É estranho ver uma capital que tem projetos como o Beco da Vila Madalena, que tem cooperativas para catadores, e não TEM UMA POLÍTICA pública de incentivo a reciclagem e aos catadores.
    Acredito que deveria ser levada para a camarâ dos vereadores um projeto baseado nisso.
    Porque sinceramente a gestão serra/kassab não pensou nisso.
    Ao contrário da Marta que começou com o projeto de reciclagem. Não estou falando isso como eleitor, afinal não estou convencido a votar em nenhum dos canditados mas justiça deve ser feita.
    Enfim é isso abraços Milton e saudações dos perseguidores do Grêmio no campeonato. O Alviverde imponente.

  2. Também passo ali todos os dias. Impressioante as cenas que vejo nesse lugar. E o mais contraditório é saber que um serviço tão importante como a reciclagem, é feito por pessoas que estão totalmente abandonadas pela sociedade. Espero que a reportagem da Cátia ajude a mexer com essa situação. Parabéns pela percepção, mestra Tofoletto.

  3. O mais triste disso tudo é saber que essas pessoas têem consciência do papel que desempenham e sabem que o poder público e a sociedade simplesmente as ignoram….Muito feliz ficaria se esse espaço prometido deixasse de ser lenda…. Vou continuar acompanhando…..

  4. Essa causa não é só dos coletores e separadores de material reciclável.
    É de TODOS nós.
    A prefeitura tem lidado (desde sempre) com esses espaços como um “canto” onde se juntam carroceiros.
    Tem muito espaço ocioso da prefeitura que tinha que ter uma função produtiva.
    Aqui em Sto Amaro mesmo, tem um “canto” num quarteirão da av Alceu Maynard, num estacionamento de prédio de garagens da prefeitura onde meia dúzia de voluntários se misturam no lixo.
    Não é assim!
    Diante desse endereço, não tem um latão para coleta de lixo reciclável, nesse endereço não tem iniciativa alguma da regional promovendo a conscientização da comunidade prá essa causa.
    O Brasil é recordista mundial em reaproveitamento de embalagens de alumínio.
    Se esse recorde tem se dado sem o menor apoio do poder público, imagine-se do que seríamos capazes de fazer com ele?!
    Vamos cobrar!

  5. Infelizmente, a reciclagem de lixo não é vista com a seriedade necessária em nossa cidade. Baixos de viadutos não são locais ideais nem para moradia, nem para reciclagem de lixo. Se o Glicério é o local escolhido pelos catadores por sua proximidade ao Centro, a Prefeitura poderia desapropriar alguns imóveis próximos e construir um galpão para a atividade.

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