9 comentários sobre “Paulista manchada de vermelho

  1. Pois é Milton, a Márcia, a moça do capacete vermelho da bicicletada paulistana, por ironia do destino acabou falecendo na mesma avenida de onde a bicicletada sempre parte em busca de chamar a atenção dos motoristas e autoridades para a questão de respeito no trânsito e compartilhamento das ruas.

    O motorista, que não respeitou a LEI de manter uma distância de 1,5 metros ao se ultrapassar um ciclista, será indiciado por homicídio culposo (sem intenção de matar).

    Agora deixo aqui a pergunta: Não respeitando essa lei e o limite que ela estabelece ele não assumiu esse risco? Não se caracterizou uma intenção ao fazer isso com um ônibus? Veja só a desproporção de força e tamanho.

    Até quando aceitaremos impassíveis o verdadeiro descaso dos governantes e autoridades desse país?

    Meus sentimentos à família da Márcia, e à todos que lutam por uma cidade mais justa, humana e para todos.

  2. Sou um apreciador e frequentador de passeios ciclísticos por nossa São Paulo, e já passei por algo muito parecido com o que aconteceu com a Márcia, porém tive mais sorte…
    Sabe Milton, na minha opinião pessoal, dar cursos de comportamento e respeito por ciclistas (isso deveria incluir pedestres também) é muito bom, porém acho que nada melhor do que vivenciar a prática de passear com a bicicleta para sentir o prazer que ela pode proporcionar ao seu usuário, além de ser uma prática muito saudável para o corpo e a mente.
    Portanto, minha sugestão é que, além da campanha de educação e respeito, fossem realizados passeios (como o da “Bike Tour” no dia 25) e os motoristas de companhias de ônibus, caminhões e motoqueiros ( que tb não nos respeitam) fossem convidados e vivenciassem a magia do pedal.
    Acho que somente a vivencia remeterá estas pessoas ao respeito entre cidadãos.
    Um abraço,
    Marco.

  3. Repito o mesmo comment que fiz no artigo sobre estatísticas de mortes pois acho incrivelmente pertinente: revoltante ver o descaso da cidade com ciclistas… tenho um bike e a algum tempo perdi a coragem em andar com ela pela cidade…. o acidente da Av. Paulista coloca em envidência o descaso da prefeitura. Não consigo entender o porque não foi construída uma ciclovia no canteiro central da Avendida quando da sua reforma, a meses atrás. Por que não foi feito? No lugar colocaram canteiros com flores… pois então que essas flores sirvam ao enterro da ciclista e que a consciência daqueles que não fizeram tal obra pese pelo mesmo.

    Muito triste! Seria uma obra simples, fácil e com retorno imenso. Mas não. O mesmo vale para Outras tantas avenidas, como a Juscelino ou ainda Henrique Schaumann que também não está tendo contemplado uma ciclovia em sua reforma. Lamentável. Adoraria uma satisfação de alguém sobre isso.

  4. A manobra é comum entre os motoristas de ônibus. O motorista Sr. Márcio de Oliveira, certamente, vez essa manobra diversas vezes. Mas dessa vez ele conseguiu o que o seu inconsciente pedia: acerta a ciclista que estava “atrapalhando o tráfego”.

    Mais respeito à vida!

    Motoristas, respeitem a ditância de 1,5m durante as ultrapassagens. Está no código e um bom motorista sabe disso.

  5. O motorista alegou que tirou o ônibus para a esquerda para fazer a ultrapassagem e quando estava voltado para a pista escutou um barulho e parou, tinha assassinado minha amiga. Impossível acreditar que ele não tenha feito de maldade, para assustar, e calculando mal colheu minha querida com as rodas traseiras. Um motorista de ônibus experiente que está ultrapassando um veículo nunca erraria por tanto colhendo alguém no meio do ônibus, até porque na manobra de retorno à faixa ele estaria olhando pelo espelho. Gostaria de saber se algum passageiro dentro do ônibus, próximo ao motorista, não o ouviu com ódio e resmungando na ultrapassagem pela presença dela na via, é bem provável que isso tenha acontecido.
    Um motoqueiro que testemunhou da calçada e que está no B.O., disse que assistiu o motorista jogando a lateral do ônibus sem piedade na direção da Márcia.

    Então, se você que lê esse relato testemunhou o fato, era um passageiro, viu ou ouviu algo importante dentro do ônibus, que venha a público fazer justiça na Terra, estão querendo transformar um assassinato doloso em culposo.

    Márcio Campos

  6. Nesta sexta-feira, iremos conversar com a CET pois a atitude adotada pelo motorista de ônibus não se difere daquele de muitos outros que conduzem seus veículos na cidade. É o motorista que joga seu carro contra o outro porque foi “apertado” minutos antes; e o motorista que não tem paciência para esperar o pedestre atravessar a faixa, afinal o sinal acabou de abrir; é o motoqueiro que passa pela direita e pela esquerda dos carros e espera respeito; é a guerra que se transformou o trânsito na cidade de São Paulo.

  7. Não é apenas em São Paulo que a lei do mais forte impera no trânsito. No mesmo dia em que Márcia foi atropelada e morta por um ônibus,na Avenida Beira-Rio,em Porto Alegre,Tatiane Gurski,21 anos,campeã gaúcha de triatlo,entrou com sua bicicleta de competição na traseira de um Gol,cujo motorista havia estacionado o veículo para falar ao celular,coisa que,nessa movimentada via – sabes disso,Mílton – é proibido. Tatiane bateu a cabeça no vidro da retaguarda do carro e sofreu graves ferimentos.

  8. Milton, realmente um caso como este estristece todos os paulistanos que amam esta cidade. Infelizmente nossas autoridades usam os cargos como trampolim político e deixam de lado, medidas que beneficiaram milhões de moradores, como a construção de ciclovias. Gostaria de saber a posição da Soninha, ex candidata a prefeita, que agora responde pela Sub Prefeitura da Lapa. Será que ela já tomou alguma atitude para a construção de ciclovias na região???? É fácil falar, difícial é fazer.

    Abraços.

  9. Márcia foi minha amiga dos tempos de ginásio e todo final de tarde passava em casa, de bicicleta. Era uma entusiasta do veículo, era idealista. Passar pela Paulista nunca mais será a mesma coisa. Como paulistana, que amava aquela avenida, sei que jamais sentirei algo de bom ao passar por alí. Uma pena. A mais paulista das avenidas fica pra mim agora, como apenas o lugar onde uma das melhores amigas que tive perdeu sua vida.

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