Avalanche Tricolor: Que venha a Libertadores !

Grêmio 3 x 0 Brasil-PE

Gaúcho – Olímpico Monumental

Herrera marca mais um gol
Herrera está em campo. Jonas, também. A bola vem dos pés de Jadilson. Vem pelo alto, girando sobre ela mesma. No momento em que começa a descer vai em direção a pequena área. É lá que o Grêmio tem seus dois atacantes. Estão prontos para concluir. Tem sede de gol. Aquele desejo que está no coração dos matadores. Eles já haviam tentado marcar de outras maneiras. Chutaram de fora da área, de dentro da área, de lado, de frente, de tudo que foi jeito.

A bola havia batido no poste, na trave, no zagueiro, havia parado nas mãos do goleiro Danrlei, que teve seu nome gritado pela torcida várias vezes durante o jogo, mesmo estando com a camisa do adversário, afinal poucos sabem valorizar seus ídolos como nós. A bola já tinha ido para fora, afastada pela defesa, em direção a linha de fundo, para lugar nenhum.

Naquele momento, porém, o Grêmio tinha Herrera e Jonas dentro da área. Tinha Vitor, o melhor goleiro do Campeonato Brasileiro de 2008. Tinha Leo, Makelele, Douglas Costa, e uns meninos de quem ainda não havia ouvido falar em campo. Tinha Orteman no banco, um daqueles jogadores que parecem fazer parte do plantel apenas para impor medo no adversário. Que está lá apenas para que ninguém esqueça o significado da palavra raça.

O Grêmio também tinha Maxi Lopez assistindo ao jogo das arquibancadas. Tcheco e companhia fora de campo a espera da Libertadores. E uma torcida que canta, pula e vibra sem parar.

Tudo isso e mais uma história de mais de 100 anos marcada pelo heroísmo estavam ali na entrada da pequena área, vestindo a camisa de número 9 com o nome Herrera nas costas, para recepcionar a chegada daquela bola lançada por Jadilson, lá no segundo parágrafo.

Gol do Grêmio.

Foi apenas o primeiro. Makelele e Orteman, que entrou no segundo tempo, fizeram mais dois. E o adversário era o esfacelado Brasil de Pelotas que ganhou espaço no noticiário devido ao trágico acidente no início do ano.  Sei disso, e talvez o texto acima seja lido por você apenas como resultado do exagero de um torcedor que não tem oportunidade de estar no estádio de futebol e se vê obrigado aos caprichos da sua operadora de TV a cabo para vibrar com seu time de coração.

Não é não. Estou apenas ensaiando, me preparando para o que realmente importa, a Libertadores da América. A Avalanche Tricolor está pronta. Que venha o Universidad do Chile.

Deixe um comentário