Ambientalista pede taxa para inspeção veicular

O cidadão que anda de metrô é obrigado a pagar a taxa de inspeção veicular ambiental. O passageiro de ônibus e o ciclista, também, apesar deles não usarem carro na cidade de São Paulo. O pagamento se dá através dos impostos públicos já que a prefeitura decidiu bancar o programa com recursos próprios em vez de cobrar dos proprietários de veículos. A tarifa cobrada para que o carro passe pelo centro de inspeção da Controlar é devolvida no mês seguinte pela prefeitura.

É com base nesta lógica que o integrante do Grupo de Meio Ambiente do Movimento Nossa São Paulo Eric Ferreira defende a ideia de que o causador da poluição financie o programa de inspeção veicular. Ele pretende levar a proposta para o seminário que se realiza, amanhã, na Assembleia Legislativa de São Paulo (leia mais aqui)

Ouça a entrevista de Eric Ferreira, do Nossa São Paulo, na CBN

7 comentários sobre “Ambientalista pede taxa para inspeção veicular

  1. Moro em São Paulo fazem muintos anos, mas sou Carioca e mantenho lá vínculos familiares e de amigos, portanto sou frequentador assíduo da cidade do Rio de Janeiro.
    A inspeção veicular foi implantada no Rio de Janeiro fazem tambem muintos anos (já perdi a conta) e ocorreu o seguinte; A poluição continua cada vez maior, a frota de veículos é uma das piores do país com veículos rodando em péssimo estado de conservação, surgiu um grande esquema de corrupção onde se licencia quaisquer veículo independente do estado de conservação e de emissão de poluentes, etc, etc… portanto, no caso da cidade do Rio de Janeiro, a inspeção veicular que em princípio tinha méritos antipoluição e de segurança virou apenas mais uma taxa a pagar (lá não há ressarcimento do valor pago) sem nenhum benefício para os Cariocas, é simplesmente um custo anual a mais, bem como, um transtorno a mais para atrapalhar os cidadãos já que o agendamento é sempre complicado e se não houver propina o veículo mesmo em perfeito estado tem sempre que voltar( é aquela velha estória de criar a dificuldade para vender a facilidade)…. Pelo tempo que moro nesta cidade e pelo carinho que tenho por ela, faço este alerta visando tentar evitar que aqui não ocorra a mesma situação do meu querido Rio; Por fim, faço a sugestão de reportagem da CBN Rio sobre o tema, com certeza eles sabem que minhas afirmações são verdadadeiras, para os Cariocas é um imposto e um transtorno a mais, redução da poluição e da insegurança dos veículos nem pensar…

  2. Sou ciclista e pago meus impostos para prefeitura como todo contribuinte, entretanto não poluo o ar de São Paulo pois meu veículo não emite poluentes.

    Por que será que tenho que pagar a inspeção aos motoristas que poluem o ar que respiro?

    Não se pode punir a pessoa que pode comprar uma bicicleta!

    Além do mais muita gente anda de ônibus e metro e tem um veículo não poluente.

  3. Alias a grande maioria da população não tem carro!
    Se a pessoa pode comprar o carro, que esteja ciente e arque com todo o se custo anual, além de pagar pelo prejuízo causado a todo o resto da população com a poluição e todo o atraso causado pelo transito.
    Alias onde foi parar a historia do pedágio urbano? E nem vem falar que já paga o IPVA, pois: IPVA é imposto por ter (Propriedade) de veiculo automotor (carro no caso) e não licença para ocupar, destruir e matar nas ruas!
    Milton, a mídia tem que ficar em cima sim, tem que mudar essa coisa perversa de o servente de obras que atravessa a cidade de “barra forte” pagar pelo bonitão que trava o transito na paulista com seu carrinho particular!
    E não vem me falar que o transporte público não funciona também, afinal os ônibus só ficam lotados, porque não conseguem circular nesse mar de carros de “passeio” que atrapalham nossas vidas! Afinal a maior parte da população anda de transporte público e consegue fazer tudo que precisa com ele, claro que seria muito melhor se o ônibus não perdesse 45 minutos para atravessar a faria lima, mas já sabemos por que ele perde tanto tempo não?

  4. Imagine que alguém manobrando um caminhão derruba o portão de uma casa. Ele tem que pagar o prejuízo, certo? Ou é a prefeitura quem deve pagar, mesmo o caminhão sendo particular? Imagine alguém que vira uma lata de tinta no capô de um carro e manda o dono do carro se virar com a prefeitura. Não é justo, não é?

    Agora pense num cidadão que sai na rua com uma Hummer soltando sozinho mais fumaça que uma frota de ônibus (coisa que já vi). Não é justo que eu e você paguemos pelos males que isso vai causar, concorda? Não é justo que o cara que mora no Capão Redondo e toma três conduções pra chegar no trabalho tenha um filho com bronquite causada pela poluição do cara dessa Hummer.

    Mas é o que tem acontecido.Só que como o dinheiro usado para resolver as consequências dessa fumaça e impedir sua liberação em excesso é o dinheiro “da prefeitura”, fica pouco evidente que é dinheiro *nosso*, meu e seu.

    Eu quero que o meu e o seu dinheiro pagos como impostos sejam usados da melhor maneira possível (até porque, se não sobrar dinheiro, vão nos cobrar mais, em forma de mais impostos ou aumento nos existentes). Não quero que você, que tem um ou dois carros, pague a inspeção veicular do cara que tem oito carros na garagem, assim como não quero pagar a sua e a de mais ninguém. Se eu não poluo, não é justo que eu pague pela poluição dos outros.

    Nossa sociedade está alicerçada no automóvel, basta ver quantas das lojas e serviços nas ruas têm relação direta ou indireta com automóveis e motocicletas. São lojas de peças, de som e acessórios, estacionamentos, mecânicas, seguradoras e muitas outras. Por isso essa discussão submerge frente aos interesses econômicos e, quando é levada ao público, quem o faz é taxado de maluco, já que em São Paulo “não dá pra viver sem o carro”.

    Nessa sociedade do automóvel, o carro é considerado “um mal necessário” e todas as consequências do seu uso são aceitas sem questionamento. As mortes por acidente, os problemas respiratórios e vasculares, a necessidade de um carro para se afirmar social e economicamente, a falta de espaço para as pessoas nas ruas, a individualidade potencializada pelo isolamento do carro e tantos outros efeitos absurdos, principalmente quando devidamente quantificados e qualificados, são aceitos como normais, mesmo porque crescemos com esses efeitos como sendo parte sempre presente em nosso ambiente e com o automóvel sendo nossa aspiração, nosso objetivo de adolescente, nosso marco de entrada na vida adulta e tudo o mais.

    Por essas questões sociais e por motivos econômicos, essa relação de causa e efeito (uso do carro = problemas de saúde) é muito pouco discutida, muito pouco evidenciada e até escondida pela mídia, que não pode malhar abertamente o uso do automóvel já que as empresas automobilísticas (e todas as demais que trabalham em função do automóvel) respondem por uns 90% dos anúncios.

    Há um interesse econômico forte em que esse estilo de vida, esse status quo, seja mantido aqui e ampliado para todas as regiões do país. Vende-se um estilo de vida. Ou você tem estilo, ou você não tem. Quem quer ser inferior aos demais? Está nos nossos instintos superar a concorrência… Não é à toa que muitas propagandas associam abertamente o carro (e a cerveja, e antigamente o cigarro) ao sucesso com mulheres. Isso ativa nossos instintos básicos que fazem com que tentemos nos diferenciar dos demais. Exibimos nossos belos carros, brilhando depois da lavagem com cera e o pretinho nas rodas, como o pavão que abre as penas em leque. Acabamos caindo na armadilha e aceitando pagar o dízimo à montadora por 50 meses, renovado por outro de valor mais alto depois de uns 2 ou 3 anos, sustentando essa sociedade distorcida até o fim de nossas vidas.

    O carro deveria ter muito mais taxas do que já tem, que deveriam ser utilizadas para combater os males que ele causa, entre eles principalmente os problemas respiratórios. Pergunte ao Prof. Paulo Saldiva, do Laboratório de Poluição Atmosférica da USP, o que ele pensa do assunto. Aposto que ele será da mesma opinião.

    E, na próxima vez que você der alguns espirros em seqüência, pense que pode ser culpa do ar que você está respirando, que seu vizinho do lado ajudou a sujar. E reflita se é justo que quem não o suja pague para controlar os sujões. Quem faz a sujeira que pague pelo seu papel higiênico.

  5. Sr. Oto, se a inspeção veicular não deu certo na sua cidade, a culpa não é da Inspeção e sim da Prefeitura. tem duas coisas a se considerar. Primeiro que as exigencias ambientais de emissões dos carros brasileiros, são ridiculas, apenas os veículos mais novos tem fortes restrições. Portanto se a frota é antiga, esquece, a inspeção não vai adiantar muita coisa. Veja a tabela das emissões aqui e tirem suas próprias conclusões.

    http://www.ibama.gov.br/qualidade-ambiental/areas-tematicas/controle-de-emissoes/programa-proconvepromot/

    Segundo, além da inspeção de emissões, há uma inspeção nos itens de segurança, o que é mais que necessário. Carros velhos e com manutenção precária colocam em risco a vida de outras pessoas. Portanto é mais do que justo que a prefeitura inspecione isso também.

    Finalizando, paga quem usa. Não acho correto sair do meu bolso, o dinheiro para manter uma rodovia que não uso. Essa taxa é a mesma coisa, se não tenho carro porque vou pagar para quem tem? Nossos motoristas já são subsidiados até demais pelo estado. São vias, pontes, viadutos, vias expressas só para eles, locais onde nem pedestre, ciclista ou ônibus tem acessos, que são pagos com o dinheiro de todos. Inclusive de quem jamais irá usar o “benefício”.

    As pessoas tem todo o direito de ter um carro. Mas tem que se responsabilizar pelos malefícios que eles trazem a toda cidade. Já que não dá para cobrar dos motoristas apenas, as contas dos gastos das 12 pessoas que morrem diariamente devido a poluição, que cobrem essa taxa ridicula pelo menos.

  6. Milton, algo não esta claro para mim, a controlar, empresa responsável pela inspeção veicular é uma prestadora de serviço? foi aprovada através de licitação? quem é o dono desta empresa? Por que, como sempre, sobra para nós contribuintes o ônus desta iniciativa.

    Quem realmente está se beneficiando?

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