De enchente

Por Maria Lucia Solla

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E então: até quando?Sempre sonhei em me unir à turma do Greenpeace, seja lá onde fosse. Eles me passam uma imagem de gente que está do lado do respeito, e eu iria longe para lutar por ele. Até uma certa idade, me deixaria amarrar na proa do navio, ou nos trilhos da linha férrea.

Agora, longe dessa possibilidade, faço o que posso. Pelo respeito a tudo e a todos. Indiscriminadamente.

Tem gente que acha babaca falar “dessas coisas” feito respeito, consciência, amor, dor, amizade, disciplina, objetivo, admiração. E por aí vai. Mas todo mundo fala: já notou? Fala, mas fala a boca pequena. Em off. Na surdina, para não dar pinta de Nova-Era, Tiozinho-Paz-e-Amor, ou Natureba.

E a gente vai se disfarçando, se blindando, se moldando, encaixando aqui, encaixando ali, cortando o dedão do pé para caber no sapatinho de Cinderela, e vai perdendo o rumo. Vai perdendo a noção. Desloca a perspectiva e se afasta da própria essência. Da alma.

Num fim de semana, um amigo sugeriu que fizéssemos duas listas. Uma de “in” – na moda- e outra de “out” – fora dela.

Depois de falar bobagem até dizer chega, chegamos à conclusão de que o campeão da lista dos “out” era fazer lista de “in” e “out”.

Assista ao slide show acima e perceba como é fácil. Não é preciso ir longe e nem correr riscos para defender o respeito. Enquanto não o ressuscitarmos, tudo fica invertido. As baleias morrem, os pássaros encaixotados são privados de seu vôo, e a água, cantada em verso e prosa, madrinha da vida, passa de salvadora a vilã.

Por onde começar?

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Ouça “De Enchente” na voz da autora. Música: As Quatro Estações, de Vivaldi

Maria Lucia Solla é terapeuta e professora de língua estrangeira. Aos domingos escreve neste blog, demonstra indignação, reclama, mas sempre com o maior respeito.

20 comentários sobre “De enchente

  1. Ainda bem que existe algo como o GREENPEACE.
    Mas analisemos sua proposta de sustentabilidade a luz da realidade municipal.
    É oportuno pois estivemos as voltas com o PLANO DIRETOR.
    Não lhe parece que ao chegar ao poder os politicos buscam sempre o plano de sustentabilidade pessoal e não sustentabilidade do municipio, do estado ou do país?
    Bem , isto vai ser assunto para quarta feira.

    Grande abraço

    Carlos Magno Gibrail

  2. Oii !! Eu tô aqui!

    Li seu texto e gostei muito! Tentei ver o vídeo mas ele está muito lento, aqui em casa não deu pra ver.

    Um beijo e até mais!

  3. Maria Lucia,
    Bom dia.
    Sempre é e sempre será tempo de aderirmos ao Greenpeace,pois o mundo carece de pessoas com a sua inteligencia ,determinação,cultura e acima de tudo caráter firme.
    Um grande abraço do amigo de sempre,
    Farininha.

  4. Carlos,

    Pois é, essa coisa de sustentabilidade é rica em flexibilidade assim como o é, a própria legalidade. Haja vista a atualidade…

    Contrapondo, tenho dado uma espiada na história de roma antiga e… bem, não quero lançar fagulhas da desesperança na palha ressecada, mas sempre foi assim. O homem perdeu alguns dentes – que passaram a ser desnecessários a partir da mudança nos hábitos alimentares -, durante a sua evolução física, mas reluta em evoluir consciencialmente, perdendo para nunca mais achar, alguns vícios na área da sustentabilidade, inclusive da sua própria..

    Ouço quando se fala em educação porque me interessa o assunto, mas sinto que duas matérias deixam feridas onde inexistem, no programa escolar: CONSCIÊNCIA e AMOR.

    A universidade de monterrey, na california, tem formação em amor, por exemplo.

    Lembra do Leo Buscaglia? O livro dele, Amor, lançado em 1972, era o meu presente padrão, nos aniversários de todos os meus amigos, e principalmente no dos inimigos (brincadeirinha!!). Pois ele dava aula de Amor, na University of Southern California.

    Nos encontramos na quarta, então.
    quero ouvir você.

    Beijo,
    ml

  5. Farina,

    é honra que não acaba mais, ser avaliada por você.

    pois é… venho ensaiando há muito tempo. Mas estou com eles. A linguagem importada da rica periferia já diz tudo. Tamu junto!

    Beijo pra você e pra vivi!
    ml

  6. Oi Malu!
    Não importa se nos encaram como caretas ou não. O que vale são nossos valores, pois se conquistarmos uma legião a nosso favor, o mundo (cheio de caretas como nós) será um pouco melhor. Importante é nos mantermos firmes em nossos propósitos e levar a vida de acordo com o que realmente acreditamos. Um grande beijo
    Sandra

  7. Se o Tempo já passou, sou voluntário para tomar teu lugar na proa do barco ou nos trilhos. O que não pode, é acabar o protesto. Com todo respeito, é claro…
    Enrolado no tapete ou de porrete na mão, temos que “endurecer”, mas sem perder a ternura jamais…

  8. Depois que os politicos “inventaram” a tal da outorga onerosa os planos diretores que vieram e estão apra vir não vão adiantar em absolutamente nada.
    Que adianta pregarem a sustentalibidade, etc e tals se esta “facilidade” a outorga onerosa permite que as construtoras edifiquem em terenos duas, três veses maiores que o terreno?
    Demole-se uma casa onde residem quatro, cinco, seis moroadores localizada num tranquilo bairro se SP, rua idem para depois construirem um horroroso predio (hoje torre) com 15, 20 andares onde passarão a residir quase mil pessoas, mais automoveis, adensamento, zona de calor, mais transito, etc.

  9. Armando Ítalo,

    você vai me obrigar a dar uma navegada na internet para saber o que é “outorga onerosa”!!

    Algo me diz que não deve ser coisa muito boa. Se fosse, não se esconderia numa expressão tão expressionante??? Cerrto?

    Boa semana pra você,
    ml

  10. Armando Ítalo do céu!

    Que horror! Fui até o trecho onde dizia: Clique aqui para ver o mapa. Cliquei, tentei de novo e denovo, e sempre deu erro de página, sugerindo que o endereço poderia estar errado. Era um link deles mesmo.
    Aí pensei: se mesmo com a sua gentileza de me abrir a porta e indicar o caminho eu entendi muito pouco…

    de qualquer modo, vou atrás da expressão que me deixou expressionada demais.

    Ainda bem que tem vocês para ficarem de olho neles…

    tks,
    ml

  11. Ola ML
    É de assustar mesmo!
    Por estas e por outras razões estou de mudança de SP para outra localidade, onde pelo menos o cidadão possa viver “com um pouco mais de dignidade”
    Aqui em SP, me perdoem os que adooooooram São Paulo do jeito que está, na minha opinião, não dá mais “para viver.
    OS INCOMODADOS QUE SE MUDEM!
    E é o que estou fazendo.
    Sou paulistano nato.
    Veja o link sobre o que estamos comentando
    http://www.jt.com.br/editorias/2009/03/30/opi-1.94.8.20090330.2.1.xml
    Abraços
    Armandom Italo

  12. Ola Malu,

    Sou a Luciana, aluna-amiga do Dimitris que hoje esta morando na Grecia (lembra-se que fui ao seu apartamento com meu entao namorado grego? – hoje ele e meu marido..rs…rs).

    Tenho amado receber esse seu recadinho sobre a colocacao de sua coluna no blog do Milton. Pela manha, quando chego ao escritorio e a primeira coisa que faco. Ler seu comentario.

    Sua sensibilidade e espetacular.

    Deixo aqui registrado meu apreco e minha admiracao por ti.

    Um grande e saudoso beijo.

    Lu

  13. Luciana
    Kaliméra, ti kánis?

    A Grécia ficou ainda melhor com você aí!

    Mande notícias, fotos, curiosidades…
    Please!
    Efgaristó pára polí!

    Beijo,
    ml

  14. Sr. Milton: As notícias relativas aos legislativos (Congresso, Assembléis, Câmaras Legislativa e Municipais), causam um misto de indignação, azia e vergonha. Acredito que uma das principais causas desta situação decorre diretamente da existência do voto obrigatório. O Brasil, ao tenho notícia, é um dos 20 países do Mundo que adotam o voto obrigatório. Dever-se-ia adotar, inclusive, o “recall”. Sobre o tema, indico seja consultado Walter Costa Porto, que publicou o livro “O Voto no Brasil”, editora TopBooks. Obrigado

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