Trólebus, moderno e secular

A primeira experiência com transporte de passageiro em veículo elétrico no mundo ocorreu em abril de 1882. Foi abril, também, o mês que marcou a estreia do trólebus no Brasil, mas em época bem mais recente, 1949. Na primeira reportagem da série sobre os “60 anos do trólebus”, o jornalista e busólogo Adamo Bazani, nos apresentou imagens que mexeram com a memória dos ouvintes-internautas.

A maioria chamou atenção para os benefícios que este modelo de veículo traz para o ambiente urbano. Iêda de Oliveira alertou, porém, que é preciso ampliar o prazo de concessão para o operador do sistema, executar manutenção adequada e considerar a conta do custo da saúde nas políticas de transporte. Ronaldo, que se identificou apenas com o primeiro nome, sentiu tristeza com a imagem que mostra o sucateamento de um trólebus.

Lembranças de viagens nestes veículos também foram registradas nos comentários do post. Olga Pereira ia para a casa da irmã no “Margarida Maria”. Aproveita para reproduzir uma piada feita na época quando foi lançado o Romiseta, pelo fabricante brasileiro Romi: “O Romiseta passou perto do trólebus e perguntou: não tem vergonha ? Com todo esse tamanho ainda usa suspensórios ?”

Com tantas coisas para nos contar, Adamo volta no tempo e lembra que Werner von Siemens, da Cia Siemens & Halske, experimentou na cidade de alemã de Halensee, uma carruagem equipada com motores elétricos. O rústico veículo era alimentado de energia por uma rede aérea de fios. Chamado de Contaktwagen ou Elektromote, a carruagem é considerada a ancestral do trólebus.

Também na Alemanha, em 1901, surgiu oficialmente o primeiro trólebus conhecido no mundo. É o que você verá na primeira imagem do slideshow a seguir. Acesse a apresentação, amplie a imagem (embaixo à direita) para depois clicar em “mostrar informações” (alto à direita) e embarque em mais esta viagem no tempo:

4 comentários sobre “Trólebus, moderno e secular

  1. Se pensarmos no aspecto ambiental, conforto, e principalmente o ruído reduzido dentro do veículo, o trólebus é sensacional. Por outro lado, se formos considerar o quanto estes veículos atrapalham o trânsito dos demais veículos quando aqueles “chifres” caem no meio das ruas, ou ainda quando há pane na rede elétrica e eles ficam parados em fila, eu acho que o ideal para eles seriam mesmo vias exclusivas.

  2. Eu concordo com o Hilton, de fato, as vias exclusivas seriam ideias para os trólebus.

    O que eu mais queria dizer, porém, é que todos os livros desta biblioteca aqui, no quarto dos fundos de um apartamento capixaba, amam as terças-feitas, por causa dos posts do nosso busólogo.

    Um grande abraço, Adamo.
    Eliane.

  3. Olha se os trolebus operassem em corredores aqui em são paulo como na região do ABC seria ótimo,lembrando que o corredor do ABC em nivel de aceitação tem a segunda melhor aporvação dos usuários da grande são paulo,perde apenas do metrô.
    Lá na europa o sistema dá muito certo por lá,inclusive onde desativaram os trolebus,hoje estão reativando o sistema devido os poblemas do aquecimento global e ETC.

  4. Os trólebus são melhores em corredores, mas nada impede seu uso em vias compartilhadas.

    Tendo uma boa manutenção preventiva na rede aérea e no sistema elétrico em geral, os problemas somem, pois hoje eles são causados em sua maioria por falta de manutenção por parte da empresa responsável, no caso a AES Eletropaulo.

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