Ônibus e bicicleta podem dividir espaço

Campanha de convivência ônibus e bicicleta realizada na Nova Zelândia (Foto: Vitor L. Pinheiro)

Vitor Leal Pinheiro ainda sente dores no ombro direito. Sente mais ainda indignação pelo desrespeito do qual foi vítima, que por pouco não lhe tirou a vida. No dia 7 de maio, ele estava de bicicleta quando foi atingido por um ônibus, em uma rua do bairro da Aclimação. Na mensagem que escreveu ao CBN SP, ele descreve a maneira como o motorista se comportou até derrubar-lhe no chão. Assim como faz sugestões à Prefeitura para que recicle os transportadores de passageiros na capital e invista em obras como “as ciclovias da Faria Lima e da Marginal, e o plano cicloviário do Butantã”.

“Recentemente um colega fez um cálculo simples, avaliando a quantidade de viagens por bicicleta na cidade (300 mil) e dividindo pela capacidade dos ônibus (74 passageiros). Seriam necessários mais de 5 mil ônibus extras para levar toda essa gente. Cidades como Londres, Nova York, São Francisco e Paris investem pesado em melhoramentos cicloviários. E eles não se baseiam em ciclovias, mas em ciclofaixas – demarcações simples no chão que legitimam e protegem o ciclista”, escreveu.

André Pasqualini, cicloativista, em outra mensagem, informa que será responsável pelo curso “Motoristas convivendo com bicicletas”, para funcionários de empresas de ônibus na capital, domingo 07.06, no Parque do Ibirapuera. A ideia é mostrar como é possível uma convivência pacífica no trânsito e reduzir o número de acidentes. Interessante é que após a palestra que começa às nove da manhã todos os participantes – a maioria trabalhadores das empresas – serão convidados a pedalar em um passeio no entorno do Ibirapuera e sentir na pele aquilo que os ciclistas sentem diariamente pela cidade de São Paulo

Leia o texto completo de Vitor Leal Pinheiro publicado no Blog Quintal

5 comentários sobre “Ônibus e bicicleta podem dividir espaço

  1. Vejam bem, sou apoiador do uso de bicicleta, porém, devido a eventos recentes, afirmo com toda convicção, a bicicleta é um dos modus operandi de bandidos na cidade, pois se utilizam deste meio de transporte para ver dentro dos veiculos parados no transito congestionado e em seguida rouba-los.

    Antes de fazer todo esse alarde quanto a bicicletas, precisamos primeiro melhorar a segurança

  2. Mílton,
    obrigado pela divulgação. Tem uma cópia da carta aberta no meu blog, se alguém quiser ler na íntegra.

    Mario,
    Não dá pra esperar melhorar a segurança pra investir nas bicicletas. Imagina se usássemos esse mesmo raciocínio para motos e carros? Quantos assaltos são realizados por pessoas em automóveis e quantos por pessoas de bicicleta? E se pegarmos os assaltantes que roubam quem está caminhando na rua, devemos parar de caminhar tb? Ab.

  3. e de se ficar chateado com a adm municipal de sp , na zona leste desde a estacao tatuape ate itaquera tem um ciclo via quase pronta . Agora a prefeitura parou ali no metro penha , so falata um pedaço de300metros para completar , sera , qual o motivo

  4. Estamos avançando na educação para uso das bicicletas em São Paulo, isto é maravilhoso, finalmente os olhos se abrem e esta possibilidade incrível de mobilidade sustentável.
    Aplausos aos cicloativistas como o Pasqualini que não esperam acontecer. Somos muitos ciclistas andando diariamente, chega de sermos invisíveis! Merecemos respeito!
    Abraços!

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