ONG denuncia ‘piratas urbanos’ em São Paulo

 

Carta da ONG Educa São Paulo ao prefeito de São Gilberto Kassab denuncia a ação de ‘piratas urbanos’ que estariam atacando prestadores de serviços na capital paulista:

“Entendemos que a ação de ladrões – denominados pela ONG Educa São Paulo de ‘piratas urbanos’ – contra humildes trabalhadores à serviço da Prefeitura, merece uma atenção especial do poder público municipal. Em nossas andanças sociais pela cidade, em visita às subprefeituras, constatamos a deficiência na estrutura física e logística de um órgão criado para ser extensão forte do poder central. A situação estaria mais crítica se dedicados subprefeitos, funcionários e chefes de departamentos não praticassem um fantástico exercício de inteligência e criatividade administrativa para atender as enormes demandas dos munícipes. Os constantes roubos de ferramentas e equipamentos pelos ‘piratas urbanos’ agravam ainda mais a funcionalidade da administração municipal. A ousadia dos ‘piratas’ é surpreendente. Eles cruzam a cidade e agem em grupos. Nada escapa: roçadeiras elétricas, motos-serra, caminhões, kombis, enxadas, marretas e picaretas.

O episódio mais recente se deu no Capão Redondo, rua Integrada, 150 , zona sul, num ex-telecentro, há duas semanas, onde uma empresa terceirizada da Subprefeitura do Campo Limpo teve as suas máquinas roubadas, e em curto espaço de tempo uma Kombi. A Subprefeitura do Itaim Paulista há anos é vítima dos ‘piratas urbanos’, carros e equipamentos foram levados. “No M’Boi Mirim foi pensado uma estratégia pela supervisão de obras. Alguns serviços são executados somente das 07 às 10:30 hs”, assegura uma abnegada servidora que faz questão de dizer que cumpre período integral de trabalho. Os agentes municipais vivem em apreensão e, a qualquer momento podem ser atacados pelos piratas, principalmente nas entranhas do Jardim São Luiz e Santo Antonio, proximidades do cemitério, bem como às margens da Represa Guarapiranga, no Jardim Nakamura, extremo sul. Na Vila Mariana, bairro que num passado não muito distante ocorreu um inusitado seqüestro de um gerador de energia (a subprefeitura por não dispor de meios legais desistiu de pagar o resgate) continua a sofrer baixas em seu patrimônio. “A Subprefeitura de Itaquera já adotou a proteção policial em algumas regiões de risco. “São incontáveis as vezes que a Unileste Engenharia e Florestana (empresas terceirizadas) tiveram suas máquinas e até veículos roubados. Isso não deveria ser tratado como ‘segredo de estado’. A população tem o direito de ficar sabendo, afinal é dinheiro público. Providências urgentes de segurança precisam ser tomadas em toda a Zona Leste”, esclarece uma funcionária com mais de quinze anos de subprefeitura.

A ação violenta desses piratas, quase sempre moradores do próprio bairro, tem acontecido na maioria das trinta e uma subprefeituras, e deveria ter uma resposta em caráter de urgência urgentíssima da Prefeitura de São Paulo. Permita-nos, Senhor Prefeito, sugerir a criação da ‘Ronda Anti-Piratas Urbanos’.

Devanir Amâncio
Presidente da ONG Educa São Paulo”

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