Inferno astral

 

Por Abigail Costa

Meu amigo desfrutava as últimas horas do fumódromo permitido dentro da empresa. Entre uma tragada e outra uma conversa entre virginianos. Como estamos próximos de completar mais um ano de vida, tudo o que não vem dando muito certo é culpa do inferno astral.

– Relaxa! Deixa pra resolver depois. São esses dias!

– Calma! Esse tipo de preocupação vai passar assim que chegar o dia do seu aniversário.

– Sério? Isso existe? De verdade?

Sabe que em determinados momentos é até bom acreditar em horóscopo, meditar nas palavras escritas no adesivo do pára-brisa do carro na sua frente.

“Deus deu a vida para cada um cuidar da sua”.

Essa li outro dia e costumo repetir a frase em tom de brincadeira.

Já pensou se a gente pudesse entregar a nossa vida nas mãos de alguém que durante um tempo zelasse por ela com paciência, amor, carinho, e nos devolvesse com juros, cotação lá nas alturas? Assim como um investidor cuida do nosso dinheiro, vez ou outra? Ações, euro, dólar, imóveis. Não quero nem pensar, faça o melhor por mim.

Acontece isso quando o mundo parece despencar na nossa cabeça. Vem de lá, de cá. Aparecem problemas até no pé da mesa!

Jesus apaga a luz ! Quando acender de novo tudo estará resolvido.

Enquanto ninguém toca na tomada, vou acreditando neste tal Inferno Astral, um jeito malandro que meu amigo me ensinou de ganhar tempo pra pensar melhor. No balanço das contas a gente percebe que alguns problemas não são assim tão urgentes.

Eles aparecem pra testar a nossa fé.

Abigail Costa é jornalista e escreve no Blog do Mílton Jung sem nunca perder a fé

6 comentários sobre “Inferno astral

  1. Tem problema que não testam coisa alguma. Eles vem resolvidos, e o que custa é entender, encontrar força e seguir de preferência com os olhos bem abertos. Sem muito de ouvir demais, os outros é que podem ser um inferno. Basta deixar que te apaguem a luz!
    Não deixe.

  2. A antecipação do remédio Tamiflu para suspeitos de terem contraído a gripe A em Foz do Iguaçu, desde 24 de julho, praticamente eliminou a doença no município, segundo dados da Secretaria de Saúde local. De acordo com os dados divulgados pelo município, quatro dias após modificar o protocolo de distribuição do antiviral, não houve mais nenhuma internação em Foz.

    http://jornale.com.br/content/view/21593/53/

  3. Ola Abgail
    Quem não passa pelos infernos astrais vez por outra, as chamadas “provinhas”?
    E com elas aprendemos muito.
    Como tudo na vida:
    “ISSO TAMBÉM PASSA”
    Obrigado pelo tema
    Armando Italo

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s