Foto-ouvinte: A morte da árvore

 

Morte da árvore

Decepada, cortada, assassinada. Assim ficou esta árvore após a ação violenta de trabalhadores contratados não se sabe por quem para ‘aparar’ os galhos que deveriam estar incomodando alguém. A foto do colaborador do Blog Marcos Paulo Dias foi feita na rua Padre Adelino, próximo do Shopping Metrô Tatuapé, no bairro da zona leste de São Paulo.

6 comentários sobre “Foto-ouvinte: A morte da árvore

  1. Olá!!
    Milton, Maria Lucia e André Pasqualini,me comprometo a passar por lá, para ver o que foi feito ou construído no local e registrar.
    André é lamentável o que fazem com nossas árvores, ainda mais na calada da noite como observei no site indicado por você.
    abraços!!!
    Marcos Paulo Dias.

  2. Diante desta foto, fico muito triste, quanta falta de respeito não só com a natureza . Essa foto é de chocar qualquer pessoa que tenha o mínimo de conciência. Não gostaria mesmo de ver novas fotos desse jeito , é triste demais.
    Parabéns ,Marcos Paulo ótimo trabalho, quem sabe as pessoas vendo essa foto começam a mudar suas atitudes.

  3. Jânio Quadros em verso e prosa

    (*) Nelson Valente

    Um sábado úmido e frio, amanhece nas bancas de jornais “O Diário Oficial”. Sob o título “Del Rey, amassado por uma árvore” – Uma notícia: Del Rey viveu seu último natal. Com a vinda de Jânio, tudo se resolveu: Excelentíssimo Senhor Eu digo, com muita dor: Jânio da Silva Quadros exercer a Medicina Prefeito do Município na função de Professor É uma dor que desatina Minha história de Natal, profissional de valor. A começar do princípio Vem dum fato trivial: Em qualquer país distante, Uma árvore morreu se ensina só Medicina; Nas ruas da Capital. Mas não cabe numa estante Aquilo que aqui se ensina. Só que o carro era o meu Pois num país como o nosso (o que se vê no postal) cada médico precisa Foi isso que aconteceu lembrar-se, Ter a certeza, Na véspera do meu natal. Que ao lado da doença Há também que combater Não ventava, nem chovia, miséria, atraso e pobreza. Era um dia bem normal; E meu carro, junto à guia, Se assim escrevo ao senhor Parado, em lugar legal. É prá pedir um conselho E me diga, por favor Quem vive da Medicina como fosse caso alheio. Não pode – como direi – Se uma árvore cai em cima Como devo proceder Substituir um Del Rey. Para ser indenizado? Ou o Destino assim quis, Não era novo, era usado, sou eu que sou azarado? Dos anos oitenta e um; Eu já estava acostumado Sou homem de estimação Não trocava por nenhum. Educado com ternura; Deverei mover ação Agora está na oficina, importunar a Prefeitura? Com os carros remendados. E o orçamento, imagine, Espero que sua resposta São setenta mil cruzados. Influa na vida minha. Ou a vida é sem resposta Junto vai meu olerite e sem rumo é que caminha? Pra mostrar a situação De quem cura apendicite Na barriga do povão. Marcelo Toledo

    A RESPOSTA DE JÂNIO QUADROS
    O bom médico Toledo Pediu indenização E requereu-a sem medo De receber o meu “não”. A árvore caiu por cima Do carro de estimação E ele menciona a sina Que parece maldição O vegetal era nosso Como o prova a petição Devo pagar, e eu posso A pobre indenização. O remédio, pois, eu acho É saldar o prejuízo Assim decido e despacho Ao Manhaes que tem juízo.
    J.Quadros, Prefeito

    (*) é professor universitário,jornalista e escritor

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