Avalanche Tricolor: Tá na hora do carrinho

 

Dinho, não usou a 11 mas sabia dar carrinho como poucos

Dinho, não usou a 11 mas sabia dar carrinho como poucos

Corinthians 2 x 1 Grêmio
Brasileiro – Pacaembu/SP

 

Eram 20 e poucos minutos do segundo tempo. Túlio estava aberto pelo lado direito, na intermediária, pouco antes da linha da área do Corinthians. Se não me falha a memória havia um marcador por perto a atrapalhá-lo o suficiente para fazê-lo perder a bola que rolou sozinha em direção a linha de fundo. O adversário a protegeu para que seguisse seu destino. O bandeirinha se preparava para sinalizar a cobrança de tiro de meta. O locutor da televisão já pensava em chamar o comercial ou um gol qualquer de outras partidas do campeonato. A jogada estava decidida.

Túlio se recusou a aceitar esta ideia e correu com todo seu esforço em direção a bola, talvez para compensar mais um erro cometido na partida, dentre tantos que assistimos nesta tarde, no estádio do Pacaembu. Com um carrinho a alcançou, surpreendeu o marcador, o bandeira, o locutor da TV e este que insiste em acreditar na recuperação do seu time na competição. Prensou a bola nas pernas do adversário e conquistou o direito a cobrança de um escanteio.

Foi este momento que propiciou a Tcheco o cruzamento na área e o gol de cabeça de Réver. O único nestes dois últimos jogos fora de casa.

Longe de mim transformar esta crônica em homenagem a Túlio. Confesso a você que sinto uma dor no coração todas as vezes que o vejo em campo, principalmente como hoje, com a camisa 11. Em toda a história do Imortal Tricolor craques a usaram com talento e orgulho. Jogadores nem sempre maravilhosos ou com futebol para encher os olhos da torcida, forjaram sua imagem de ídolo. Poderia citar muitos, mas seria injusto comigo mesmo se não lembrasse o nome de Loivo que jogou entre 1968 e 1975, época em que a camisa 11 era exclusividade dos ponteiros esquerdos. Trombador e batedor de faltas, é o quinto maior goleador da história do Grêmio. Não por acaso ganhou o apelido de Coração de Leão. Fui apaixonado por ele contra a opinião de parte da torcida gremista.

Decididamente, não estou aqui para tecer elogios a Túlio. Este texto é dedicado ao carrinho, jogada execrada pela imprensa brasileira, amaldiçoada pela Fifa, mas admirada pelos loucos amantes do futebol raça, que fez o Grêmio ser grande, diferente e apaixonante. Naquele instante de Túlio, vi o Grêmio dos meus sonhos no gramado do Pacaembu, Infelizmente, aquele não é o Grêmio do Paulo Autuori.

5 comentários sobre “Avalanche Tricolor: Tá na hora do carrinho

  1. VAAAAIIIIIII CORÍNTHIANS…….

    É NÓIS NA FITA!!!!!!!!!!

    CORINTHIANO MALOQUEIRO E SOFREDOR, GRAÇAS A DEUS!!!!!!!!!!

    AQUI TEM UM BANDO DE LOCO,LOCO POR TI CORÍNTHIANS!!!!!!!!!!!!!!!!

    que túlio, que nada! VAI RONAAAALLLLDO!!!!!!!!!!!!!

    SAUDAÇÕES, MILTON, até segunda!!!!!!

  2. Cátia,

    Calma lá ! Em 2010, ainda estamos ganhando de goleada: Grêmio 4 x 2 Corinthians, e sem precisar daquele gol anulado irregularmente pelo árbitro amigo do Ronaldo, que por sinal não merece a barriga que tem, pois joga muita bola.

  3. O Grêmio de Paulo Autuori será que é este que temos visto,cheio de passes para os lados,que custa a sair para o ataque e que,quando o adversário decide adiantar sua marcação,apela para o chutão,tipo de jogada que,em geral,termina na testa de um zagueiro inimigo? Estariam os dirigentes e os torcedores aceitando este Grêmio porque ainda esperam algo dele e,em especial,do seu técnico?

  4. Sobre toso os carrinhos…

    O carrinho – sinônimo de raça -, realmente é maravilhoso e viril. Faz reagir o adversário mais afundado em seu destino, no contexto da partida. O carrinho – penal, pernal, que reacende discussões sobre o fim da técnica no futebol, não pode ser tratado como tão diferente assim, daquele carrinho que faz qualquer equipe reagir.

    O carrinho que bloqueia um chute, um carrinho que recupera uma bola perdida, ou aquele carrinho limpo, que faz com que leva ao contra-ataque mortal.

    Boa lembrança;;;

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