Demanda reprimida, muito prazer !

 

Por Carlos Magno Gibrail

Ponte das Bandeiras

Se ainda não conhece, em março quando o trecho sul do Rodoanel, novas pistas da marginal Tietê, a extensão da Avenida Jacu-Pêssego, primeira fase da linha 4 amarela do metrô, extensão da linha 2 verde do metrô Vila Prudente e a ampliação das restrições aos caminhões forem implantadas, você certamente irá conhecer. Enquanto a Prefeitura de São Paulo e o governo do Estado esperam o maior impacto positivo no trânsito da cidade desde 1997, eis que a demanda reprimida poderá desapontar o “pacote de março”. E todos provarão este fenômeno tão conhecido dos economistas e muitas vezes intencionalmente desprezado por alguns engenheiros de tráfego.

Surpreendendo ou não, a demanda reprimida poderá reverter a expectativa deste conjunto de intervenções, cujo gasto chegará a 9,8 bilhões de reais. Enquanto se espera que caminhões sejam retirados das ruas, que a velocidade do tráfego aumente em vias importantes e melhoras na estrutura do transporte coletivo sejam  efetivadas , o volume de carros particulares em circulação certamente aumentará.

Flamínio Fichmann, consultor de tráfego, ex-técnico CET: “A frota registrada no DETRAN não caberia nas ruas nem a pau. Mas há uma demanda reprimida. Sempre pode piorar. É por isso que, em dia de greve no transporte coletivo, os congestionamentos aumentam tanto”.

Segundo Carlos Eduardo P. Cardoso, engenheiro da CET, mestre em engenharia de transporte apenas 1,5 milhão de veículos particulares da frota de 4,5 milhões vai para as ruas.

A estimativa do engenheiro Carlos Cardoso está concentrada nos automóveis particulares e não abrange, por exemplo, táxis, motocicletas, veículos de empresas prestadoras de serviços ou aqueles de fora da Grande São Paulo. Não é à toa que, oficialmente, a companhia divulga um cálculo médio de 3,5 milhões de frota circulante na capital paulista – o número representa 53% do total registrado no Detran.

Outro especialista, Horácio Augusto Figueira, consultor em engenharia de tráfego e transportes, em entrevista ao jornalista Vagner Magalhães no portal Terra, acredita  que o sufoco que o paulistano vai viver até fevereiro do próximo ano, após o fechamento de cinco pontes da Marginal Tietê  para obras, trará uma recompensa pequena quando estiverem prontas. Para ele a obra de ampliação da Marginal Tietê, que ganhará três novas faixas de rolamento em cada sentido, estará saturada rapidamente.

“É uma política equivocada. Se você tem uma moto, vou te dar uma faixa exclusiva. Se você comprar um carro, vou te dar novas faixas. E para o transporte coletivo, nem um metro está sendo feito”, afirma. Segundo Figueira, com o aumento do espaço para os carros, veículos que hoje não trafegam pela Marginal vão passar a fazê-lo. “A demanda reprimida é muito grande. Quando começar a andar um pouco, muita gente vai passar a usar o veículo e fica de novo tudo parado”, afirma.

“De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a ocupação média dos veículos em São Paulo é de 1,4 passageiros por veículo. A capacidade de cada uma dessas faixas, por hora, é de mais menos 1,5 mil veículos. Ou seja, se passarem nove mil veículos nas seis faixas por hora, eles vão transportar cerca de 12,6 mil pessoas nesse intervalo. Uma hora de pico corresponde a cerca de 10, 12% dos que passam ali o dia todo. Vamos usar 10 para a conta ficar mais simples. Serão pelo menos 126 mil usuários transportados diariamente pelas novas faixas. Se dividirmos o valor da obra pelo número de beneficiados, serão cerca de R$ 10 mil por cliente atendido diariamente nesse sistema. Qualquer corredor em um sistema nos padrões da marginal, sem semáforos, com ônibus bi articulado, utilizando paradas com ultrapassagem, seria capaz de transportar 21 mil pessoas por sentido a cada hora, no pico. Isso utilizando apenas uma faixa. Um corredor desse tipo poderia ser implantado a um custo de até R$ 400 milhões. Vamos imaginar o seguinte, em setembro, tudo operando. Os caminhões não rodam na marginal. Estou sendo utópico. As dez faixas – incluindo as que já estão em operação – vão transportar no máximo 21 mil pessoas por hora. Ou seja, custa 10 vezes mais por passageiro atendido e ocupa 10 vezes mais espaço para transportar a mesma quantidade de seres humanos. A pergunta que eu faço é: Que cidade a gente quer?”

O “pacote de março” evidentemente tem o objetivo de coincidir com a data para a decisão de Serra de se apresentar candidato.

O que a cidade quer é uma política liberta dos lobbies e para isso precisamos de eleições com voto facultativo e com patrocínio público. Sem obrigatoriedade do voto e com divórcio das forças que hoje dominam a Câmara Municipal, onde mais da metade dos eleitos receberam dinheiro das construtoras e incorporadoras.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda, escreve no Blog do Mílton Jung.

26 comentários sobre “Demanda reprimida, muito prazer !

  1. Um transporte público eficiente é imbatível. Quando morei em Nova York não precisei de carro para nada. Tudo caminhando (as ruas de Manhattan não tem declives), de metrô (que tem uma estação a praticamente cada 2 ou 3 quadras) e poucas vezes de ônibus. Para visitar cidades próximas era só pegar um trem. E nas ruas, praticamente só taxi… para turistas. Sensacional. Abs

  2. Ola Andre
    New York, Buenos Aires, Madrid, Roma, Paris, Londres e outras grande metropoles, muito ao contrário do que acontece nas cidades brasileiras, evidenciando incluindo este inferno e caotica qeu acabou se tornando a cidade que vivemos, São Paulo, a quantos anos eles tem os seus metrôs e um transporte publico de fazer inveja?
    Além obviamente uma qualidade de vida muito além das nossas vãs divagações e imaginações.
    Problemas obviamente toda grnade cidade tem
    Mas São Paulo e Rio de Janeiro são our concur.
    Sinceramente:
    Felizmente, praticamente não moro em São Paulo.
    Vou a SP somente em casos de extrema necessidade.
    Sou Paulistano nato.
    E mesmo assim evito o máximo possivel de ir a SP.
    Comentei aqui no blog, face a o inferno, caos, descaso politico, lobbys das construtoras, incoporadoras, montadora que assim que possivel mudaria de cidade ou até de estado.
    Sem comentar que além da carência de um tranporte publico digno, saude, educação, segurança, lazer existe somente para quem pode, tem grana para gastar nos famosos restaurante, em cinemas, teatros, frequentar um clube, morar em mega condominios cheios de recursos e atrativos.
    Vale lembrar um fato este mutos parece que ainda não consideram e tentam a todo custo tapar o sol com a peneira.
    -O paulistano hoje se observarmos com atenção vive confinado.
    Além de São Paulo, estado e cidade ter um custo de vida e tributação extremamente alto.
    Muito mais que nas cidades acima citadas proporcionalmente.
    Uma cidade como dizemos extremamente carente em transporte publico, e a cada dia novos lançamentos acontecem em São Paulo, como consequencia mais automoveis nas ruas, e mesmo assim mais são comercializados.
    Sabe quanto São Paulo terá um transporte publico a altura do qeu almejamos, ou que possa pelos menos chegar perto?
    Nunca diante da desproporcionalidade que existe na cidade.
    Se os politicos estão realizando alguma “melhora” no transporte publico é tãop somente ppor causa da pressão que o paulistano esta fazendo atraves da midia.
    E os governantes adoram publicar os seus feitos na TV mostrando ao povo o que estão realizando!!!!!!!
    E assim o dinheiro publico vai indo.
    Não precisam ficar mostrando que estao construindo novas linhas de metro, gastando uma baita grana em anuncios.
    Basta somente fazer e pronto!
    Conforme slogan que existia.
    “Transporte publico, um dever do estado, direito do cidadão”
    Os governantes ao incrementar o transporte publico, melhorar a qualidade de nossas ruas, estradas, avenidas, melhorar os serviços publicos em geral, nos propoircionar qualidade de vida não estão fazendo mais nada do que as suas obrigaçoes.
    Para que agora ficarem se auto promovendo na midia?
    Só se for para as proximas eleições e o povo certamente vai falar
    Ahhhhh
    Como raciocnamos politicos em geral
    Se fzermos algumas coisas, colocarmos na midia o povo vai dizer:
    -Olha como os politicos fazem as coisas para o povo!
    Nada mais que suas obrigações, pois para isso votamos neles.
    O seguro morreu de velho, pois não acredito em politico!
    Graças a Deus sou totalmente apartidario, apolitico, porme não alienado.

  3. O problema é que há uma série de fatores conspirando contra o que seriam as boas práticas em transporte coletivo em SP: governo com mentalidade míope, jogando tudo em cima do metrô; classe média que despreza o transporte como fator de qualidade de vida (pode ver que se muda de SP para usar o carro, nunca para deixá-lo em casa); e prefeitura que não direciona investimentos para melhorar os ônibus e gerar alternativas de transporte e trânsito eficientes.

    Com esse tipo de pensamento, quem sobreviverá ao caos do “pacote de março”?

  4. Olá, Carlos:

    Que tal citar a fonte de onde você tirou as entrevistas. A entrevista que fiz com o Horácio está praticamente toda aí no seu texto, assinado por você. Assim fica fácil.

  5. Ótimas as considerações do Horácio Augusto Figueira. E olha que os cálculos dele foram otimistas.

    Recomendo a leitura dessa entrevista com o Enrique Peñalosa, Consultor Internacional do ITDP (Institute for Transportation & Development Policy) e ex-prefeito de Bogotá:
    http://twurl.nl/otperm

    Segundo ele, “não priorizar o transporte público indica que o governante não pensa na maioria”.

  6. DIRETORA DE ESCOLA PÚBLICA, ILUMINADA? MENOS PERCIVAL DE SOUZA, MENOS…A diretora apresentada no Jornal da Record como vítima da agressão de um aluno foi mais uma fraude….Ela apresentava apenas a ponta da unha do dedinho mindinho quebrada e enrolado em esparadrapo transparente. O aluno “agressor perigoso” foi levado pela polícia militar, que no Rio Grande do Sul é chamado Brigada Militar.
    A diretora com um discurso artificial falava de amor e que opressão e repressão não resolve o problema da violência…Claro que não. Se ela sabe então como se justifica ter mandado prender um aluno por ter lascado a unha do seu dedinho mindinho?
    A escola apresenta ainda vários documentos da escola, onde registra ocorrência onde o aluno figura como vândalo inclusive.
    Todo mundo sabe que quando a escola resolve perseguir um aluno, tudo que acontece fica registrado na conta dele.
    O apresentador Persival de Souza, depois de ofender a família e responsabiliza-la pelo fracasso da escola, como se professor não tivesse família e ela não estivesse inserida nesse contexto…
    Do jeito que o Percival de Souza fala, parece que professor de escola pública é um ser extra terrestre que aterriza no páteo da escola para acudir os pobres mortais.
    Empolgado com o discurso da diretora que acabara de mandar prender o aluno ele dispara.
    que a diretora é uma pessoa “ILUMINADA”
    Como assim, que amor estranho esse hein? Ela fala de amor e de não repressão e manda prender aluno por ter parte da unha de seu dedo mindinho quebrada ???
    Bem, o apresentador Percival de Souza já defendeu a expulsão de alunos de oito anos que brigam na escola. agora chama a Santinha do Pau Oco de ILUMINADA
    MENOS PERCIVAL DE SOUZA, MENOS VAI, MENOS…

  7. Carlos

    Onde vc comenta e e estou de pelno acordo:

    “etc há sinais inteligentes, pedágio urbano,mudanças de horários de trabalho, mudanças de enderêço de residência e também a criação de escritórios extras(Vide Ricardo Semler)”

    realmente os itens acima por você mencionados “poderiam” solucionar em parte muitos do infotrunios que o paulistano tem que viver a suportar

    Mas acontece, meu cariisimo, notoriamente que os politicos não tem interesse em realizar e muito menos fazer algo realmente efetivo para a população.

    O que lhes interessam são somente os lobbys exaustivamente comentados aqui no blog.

    Obviamente né?

    Por isso que “não moro mais em São Paulo”, infelizmente porque amo a minha cidade

    Do jeito que São Paulo ficou, caótica infernal, horrorosa, não é mais possivel viver nesta cidade com um mínimo de dignidade e respeito por parte dos politicos que administram o monstro que êles mesmo criaram, visando somente seus proprios interesses, apoiados e “ajudados” por empresas, (IAB, por exemplo)a exemplo das cidadas acima.

    Só vou a São Paulo nos finais de semana quando não tem trâansito, barulho, confusão,

    E olhe lá.

    Mesmo assim, atualmente evito o maximo possivel.

  8. Uma dúvida que não quer calar, alguém já fez o cálculo de quanto se tem investido no metro e nos corredores de ônibus e quanto cada um transporta? Será que não seria dinheiro melhor usado fazer corredores de ônibus bem feitos (os brt que não tem nada haver com essas gambiarras da Marta) do que metro?

  9. Armando Italo,com.4, Como normalmente acontece na vida sempre há prós e contras. Temos uma cidade inigualável em termos de serviços e produtos . Ao mesmo tempo com problemas crônicos.
    Há que saber usar a cidade.
    Quanto á publicidade governamental não tenho dúvidas quanto ao seu abuso e a necessidade de proibição dos gastos públicos com propaganda.

  10. Fabio Peres,com. 5. Acredito que há alternativas para tirar a classe média e média alta do uso do automóvel.
    Uma hipótese é colocar ônibus com ar condicionado.
    Outra é incentivar mudanças de horários de trabalho e incentivar a programação das saidas de casa e do trabalho.
    Enfim, dar um basta ao lobby da industria automobilistica e da construção civil.

  11. Vagner Magalhães,com.6
    Prezado Vagner Magalhães, você tem razão quanto a falta de indicação da fonte neste caso da entrevista com o Eng. Horacio. .
    Conforme pode observar em todos os textos anteriores sempre tenho citado as fontes, da midia e do jornalista quando este é indicado.
    Mesmo porque não há nenhuma vantagem ou facilidade em não citar a fonte, pois a identificação da midia e do jornalista enriquece o texto e valoriza a pesquisa.
    Vamos corrigir a falha,observando então que o texto é do portal Terra em entrevista realizada pelo jornalista Vagner Magalhães.

    Obrigado pela participação e contribuição e parabéns pela entrevista.

  12. Willian Cruz,com. 7
    Obrigado pela indicação do texto, que é muito bom.
    Apenas aproveito para uma consideração sobre a comparação que algumas vezes se faz em relação a países outros ou cidades outras.
    Brasil e São Paulo não podem ser comparados com demais países e cidades da América Latina, tal a diferença de tamanho.
    É comum citar o Chile como exemplo de problemas que foram resolvidos e que o Brasil não solucionou. O Chile não é comparável nem ao estado de São Paulo, quanto mais ao Brasil.
    Neste caso de Bogotá, realmente o trânsito lá é caótico , com a colaboração dos motoristas que não respeitam as leis e as normas, o que atribui aos governantes experiência significativa na luta pela melhoria do caos.

  13. Armando Italo, com.12
    Prezado Armando Italo, é por isso que a sugestão definitiva é o eleição com voto facultativo e o finaciamento de campanha politica pelo Estado.
    Votará quem estiver informado e os politicos não terão obrigação de corresponder aos seu patrocinadores privados.

  14. Fernando, com. 13
    Sim, o metro é o transporte público mais caro.
    Entretanto como sempre acontece, a solução mais indicada não vem dos extremos e sim do equilibrio.
    Ou seja , a otimização vem do uso misto, pois cada um dos tipos de transporte público tem vantagens e desvantagens. O automóvel, como sabemos é a maneira mais dispendiosa .
    Enquanto a barreira era o preço dos carros o problema era diminuto, com aumento do poder aquisitivo o preço do carro deixou de ser entrave. Nesta época ninguém se revoltou como hoje se revoltam quando se fala em pedágio urbano.Do alto preço do carro ao pedágio urbano de hoje, a diferença é apenas de forma.Os mais ricos serão sempre os beneficiados. Afinal estamos ou não em um regime capitalista?

  15. Vem aí a DEMANDA DEPRIMIDA
    O Vice reitor da ESCOLA POLITÉCNICA da USP, Eng.José Roberto Cardoso, em entrevista a Daniel Bergamasco na FOLHA diz :
    "Grandes construções , como a do Rodoanel, precisam de engenheiros experientes, e isso está em falta no Brasil. Há falta de engenheiros realmente bons e experimentados para a execução das obras, para antecipar os problemas que estão acontecendo e agir rápido".
    Eu tenho a impressão que o Eng. Cardoso sabe que estes seniors estão desempregados e á disposição do mercado. Ou não? Foram provávelmente demitidos por "excdesso" de idade e, talvez de experiência também.
    É a demanda deprimida. Experiente e no estaleiro.

  16. Carlos,

    Imaginei que seu próximo artigo, fosse especificamente sobre este assunto: obras que desabam em Sampa.

    Conversando com um desses engenheiros jurássicos, o mesmo me disse:

    “Beto, como engenheiro aposentado me entristece a má formação de profissionais, a má qualidade de formulação, execução e finalização de projetos. Os engenheiros viraram burocratas em que, seus projetos precisam estar afinados com interesses. No porta malas de meu carro, tinha um capacete e botas sujas de barro “vermeio“; eu usava camisa jeans com bolsos grandes para carregar minha HP. Isso não existe mais. Engenheiro anda de SUV(veículos utilitário esporte) limpinho e terno Armani. Afinal o maior projeto, é o bônus financeiro de fim de ano. “

    Como diz o Dimenstein: É isso aí!

    Abraços

  17. carlos magno gibrail, com 15 e Fábio, com. 5:

    Quanto a incentivar o transporte público para classes média e alta, para que larguem o carro: claro, muita melhoria pode ser feita. Por outro lado, há muita frescura nisso tudo.

    A verdade é que os bairros mais ricos são exatamente os melhores atendidos pelo transporte público (vide, ao reverso, a opção do Governo de SP pelo monotrilho no lugar de metrô para a Vila Prudente/Cid. Tiradentes).

    Moro na Zona Oeste e trabalho no Centro. Larguei o carro há pouco tempo enfeitando minha garagem, e passei a ir ao trabalho de metro (depois de um pequeno trecho de onibus, que pretendo substituir por bike).

    Qualidade de vida. Muita qualidade de vida foi o que ganhei ao deixar pra trás o transito caotico, cortadas e buzinadas. E raramente passo aperto pegando a linha vermelha no contrafluxo.

    Quer dizer: a classe média e alta não larga o carro principalmente por uma questão cultural, e não devido à qualidade do transporte público. Um exemplo é um colega aqui do escritório que mora a 3 quadras, mas vem com seu carrão mesmo no dia do rodízio, tendo que esperar até as 20:00 pra ir embora.

  18. Carlos, seria bem propício abordar este assunto:

    Itaipú e Rodoanel
    Dilma x Serra
    PT x PSDB

    Meses antes da crise mundial, empresas brasileiras estavam resgatando SENIORS. Parece que este caminho terá continuidade ou então teremos que comprar veículos com “sto.Antonio” de aço (risos)

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