Santos proíbe manifestação religiosa

 

Futebol e religião são dos assuntos que mais causam discussões apaixonadas. Quando os dois se misturam, a situação fica insuportável. Juca Kfouri que o diga: ano passado, foi alvo de um batalhão de críticas apenas porque decidiu dar sua opinião no tema. Neste início de ano, a diretoria do Santos é a responsável por colocá-los (futebol e religião) na mesma pauta. Um manual entregue aos jogadores proíbe manifestações religiosas, seja em campo ou entrevistas. Pode ser irônico que o fato seja provocado por um time com este nome, mas também pode proporcionar um espaço interessante para que os exageros sejam impedidos.

O presidente do Santos, Luiz Álvaro Ribeiro, disse que o clube é laico para justificar a medida e citou os interesses comerciais:

Ouça o que disse o presidente Luiz Álvaro Ribeiro

O advogado especializado em legislação do esporte Marcílio Krieger lembrou que nenhum código pode impedir a livre manifestação de pensamento, mas também fez ressalvas:

Ouça o que pensa Marcílio Krieger

No CBN São Paulo, fomos saber o que pensa o filósofo Mário Sérgio Cortella que, por coincidência, é torcedor do Santos (não leve isto em consideração na hora de avaliar a opinião dele):

Ouça a opinião de Cortella

E você o que pensa do assunto ?

2 comentários sobre “Santos proíbe manifestação religiosa

  1. Realmente, muitos jogadores, por alguma razão, não sei explicar, não sou psicologo, se apegam a religiões, denominações.
    E quando se apegam, fazem questão de mostrar as suas crenças.
    Seria, talvez, porque, depois de ganharem muito dinheiro em curto espaço de tempo, quantias estas muito distantes da maioria da populaçao, trabalhadores em outras áreas, restam a estes jogadores se apegarem a algo nvisível?
    Fuga?
    Se perderam totalmente noTer fácil?
    As suas mentes, personalidades, não estavamn ainda não estão preparadas para uma ascenção social e economica, sendo assim, perderam o controle da situação e agora o jeito é se apegarem a uma religião, crença, dogma?
    Creio que possa existir alguma explicação plausível.

  2. Milton, o presidente do Santos começou com o pé direito. No sentido objetivo e talvez até no mistico, na medida em que do alto da “autoridade” do nome SANTOS, venha propor uma regulamentação ao uso dos “Santos” e da sua “Chefia”.
    Inegável o erro em usar no momento mais importante do futebol a propaganda de outras marcas que não a do patrocinador e principalmente a do clube que remunera o atleta. Mesmo que estas outras marcas sejam as mais “santas” possiveis.

    Gostaria de combinar com o filósofo simplificar a questão das palavras, pois “publicitação” é complicado. Quem sabe pegar da lingua de Shakespeare ADVERTISING e PUBLICITY , como PROPAGANDA e PUBLICIDADE. Propaganda é a que se paga e Publicidade é a que não se paga.
    Ou, precisamos também falar com os russos?

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