Canto da Cátia: Superpopulação de rua

 

Morador de Rua, foto Cátia ToffolettoA população de rua aumentou 88% em sete anos, na cidade de São Paulo. Hoje seria 15 mil pessoas vivendo nesta situação, de acordo com o Movimento Nacional da População de Rua. A Associação Viva o Centro calcula que dois mil moradores estejam na região central da capital. A repórter Cátia Toffoletto não precisou andar muito pela região para encontrar estas pessoas e ouvir a reclamação de comerciantes.

Ouça a reportagem da Cátia Toffoletto

Prefeitura nega fechamento de vagas

Conversei com a secretária municipal de Assistência Social Alda Marco Antonio, também vice-prefeita, que nega o fechamento de 700 vagas par atendimento dos moradores de rua. Ela explica que houve uma transferência de vagas para outras regiões. Quanto ao número de pessoas que vivem nestas condições, Alda Marco Antônio disse que nos próximos dias terá em mãos um estudo encomendado para a FIPE. No entanto, ela já identificou mudanças no perfil dos moradores de rua, muitos dos quais não aceitam seguir para os albergues da prefeitura, afirmou.

Ouça o que disse a secretária Alda Marco Antônio


Ex-secretário de Kassab nega fechamento de albergues na gestão dele

(publicado às 19:30)

O vereador Floriano Pesaro (PSDB) nega, através de comentário deixado neste post, que na gestão dele diante da Secretaria Municipal de Assistência Social, na primeira gestão do governo Serra/Kassab, tenha sido fechado algum albergue para atendimeto de moradores de rua. A informação contradiz o que disse a atual secretária Alda Marco Antônio em entrevista ao CBN SP que você ouve no link acima.

Reproduzo aqui a mensagem do vereador tucano, Floriano Pesaro:

Milton,

De 2005 a início de 2008 a Secretaria Municipal de Assistência Social da Prefeitura de São Paulo reformou 5 albergues e a abriu outros 6 totalmente novos, numa expansão de cerca de 2 mil vagas. A rede de proteção social para população de rua na cidade contava com 40 albergues, 7 núcleos de serviços e convivência, 9 repúblicas, 4 hotéis sociais, 1 restaurante comunitário, 6 núcleos de inserção produtiva e 1 bagageiro. Nenhum albergue foi fechado durante esse período. Muito pelo contrário: ampliamos e modernizamos a rede. São Paulo recebe, historicamente, 1000 novos moradores de rua por ano, e, sabemos que este trabalho requer persistência. Pautamos a gestão da assistência social pelo respeito e diálogo com as organizações sociais e movimentos organizados da população em situação de rua.

Floriano Pesaro

4 comentários sobre “Canto da Cátia: Superpopulação de rua

  1. É inacreditável quando governantes negam o óbvio ou quando responsabilizam um único servidor pela falta de política de governo. No caso a Secretária Alda fez as duas coisas: negou o aumento da população de rua nos logradouros da cidade, fato visível; negou a reportagem do fechamento dos albergues e, quanto ao corte da refeição aos abrigos das crianças, ela responsabilizou uma simples servidora.
    Sem comentários….

  2. Milton,

    De 2005 a início de 2008 a Secretaria Municipal de Assistência Social da Prefeitura de São Paulo reformou 5 albergues e a abriu outros 6 totalmente novos, numa expansão de cerca de 2 mil vagas. A rede de proteção social para população de rua na cidade contava com 40 albergues, 7 núcleos de serviços e convivência, 9 repúblicas, 4 hotéis sociais, 1 restaurante comunitário, 6 núcleos de inserção produtiva e 1 bagageiro. Nenhum albergue foi fechado durante esse período. Muito pelo contrário: ampliamos e modernizamos a rede. São Paulo recebe, historicamente, 1000 novos moradores de rua por ano, e, sabemos que este trabalho requer persistência. Pautamos a gestão da assistência social pelo respeito e diálogo com as organizações sociais e movimentos organizados da população em situação de rua.

    Floriano Pesaro
    http://www.florianopesaro.com.br/

  3. Tenho uma amiga que trabalhou durante muito tempo na região Central tentando conscientizar moradores de ruas a deixar o local tentando de toda forma explicar que nos albergues têm lugar para dormir, banho, comida e assistência médica. Segundo essa minha amiga, o dia-a-dia dela não era uma tarefa fácil assim como muita gente imagina. Eu mesmo sempre imaginei que esses moradores eram abandonados pelo Poder Público.É claro que muitos são. Só percebi que a realidade era outra. Minha amiga em várias situações tomou chute, bronca, arranhões, todo tipo de palavrão simplesmente porque tem morador de rua que não quer sair da da região Central. Muitos estão embriagados, drogados e nessa situação a resistência para ir a um albergue é mais difícil. Segundo essa minha amiga é uma verdadeira briga tentar convercer uma pessoa que não quer deixar a rua a ser levado para um abrigo. Essa minha amiga trabalhou por mais de 10 anos nessa jornada. E ela não tem motivos de mentir porque nunca quis ingressar na carreira política e tbém não gostava dos governantes da época. Mas uma coisa ela admitia: "Nessa área onde eu atuo, sei que muitos moradores de rua não vão a um albergue porque não querem. Existe toda uma infra-estrutura, só que levar alguém à força não dá. Sugestão: que tal uma repórter da CBN acompanhar esse pessoal que sai ás ruas tentando convercer moradores de rua a procurar um albergue. Assim saberemos quem está com a verdade. Como diz o Fagner em uma de suas canções: E sem o seu trabalho, o homem não tem honra, e sem a sua honra se mata se fere… Que tal cada empresário oferecer trabalho a esses moradores de rua. Que tal cada escola particular oferecer estudo e reciclagem a esses moradores. Que tal cada vereador, deputado, senador oferecer trabalho a um morador de rua. Afinal, eles colocam toda a parentada nos cargos, que tal reservar um cargo para um morador de rua. O cidadão que vive em Sampa, que tal chamar um morador de rua para cuidar do jardim de sua casa, pintar sua casa, fazer serviço doméstico que tal. Só que é mais fácil ignorar esse pessoal e jogar a culpa no Poder Público. Conheci um morador de rua na Praça da Sé que tinha uma voz invejável de locutor de rádio e ele disse que procurou várias emissoras e ninguém deu oportunidade a ele, pois ele já tinha experiências no ramo de locução. Mas é melhor dar espaço a ex-BBBs e pessoas que se tornaram famosas da noite para o dia sem que tenha talento nenhum para tal atividade.

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