Enquanto não ligo meu carro na tomada

 

Por Rosana Jatobá

carro

O telefone toca na redação. É o Jô Soares, interessado em saber sobre o risco de chuva forte naquela tarde quente de verão em São Paulo.

Consulto o último boletim da meteorologia e vou ao encontro do meu amigo, no estacionamento da emissora.

Ele está vestindo uma camiseta com emblema do SuperHomem, pilotando um jipe conversível, réplica do modelo usado pelo exército americano na segunda guerra mundial para a invasão da Normandia. A intenção é dar umas voltas pela zona sul da capital paulista no brinquedo recém-comprado.

-Vá tranquilo, Jô; o radar meteorólogico indica chuva forte só no início da noite. Você ainda tem pelo menos três horas de passeio.

Ele aproveita para perguntar sobre meus projetos na área de sustentabilidade, comenta a última entrevista que dei para o programa dele, e provoca:

– Outro dia, eu te vi saindo da TV. Como uma pessoa tão envolvida com as questões ambientais pode ter um carrão daqueles, um utilitário beberrão?

E agora? Pensei. Que saia justa…
No mês anterior, tinha ido ao programa do Jô divulgar o meu programa ambiental no GNT – “Um mundo pra chamar de seu”. Na ocasião, falei pra todo o país da importância de minimizar a sobrecarga sobre o planeta e dei dicas de como adotar medidas pra reduzir a “pegada de carbono”. Agora, minha coerência estava sendo posta à prova…

– Este é o meu calo, Jô. Incomoda minha consciência, mas não consigo me livrar dele. Sempre tive carros utilitários, robustos, que me fazer sentir poderosa no trânsito de São Paulo.

E o argumento cabal:

– Só veiculos desta envergadura conseguem suportar uma blindagem, sem perder a potência. Confesso que o medo da violência é maior do que o meu desapego.

Ele pareceu convencido, o que não diminuiu meu constrangimento.

Em casa, desabafei com meu marido:

-Amor, vou trocar o carro. Não posso levantar as bandeiras ambientalistas e acelerar um motor que só roda seis quilômetros e meio a cada litro de gasolina e emite 348 gr de dióxido de carbono por quilômetro. Preciso de um carro flex, movido a etanol, o nosso combustível verde!

-O etanol tem rendimento inferior ao da gasolina. Você vai precisar de mais álcool para percorrer a mesma distância. No cano de descarga , o volume de emissão de CO2 será praticamente o mesmo entre os dois combustíveis.

– Mas se a gente considerar a cadeia produtiva , o etanol é mais eficiente no combate ao aquecimento global. Todo o gás carbônico emitido pelos veículos movidos a álcool é reabsorvido pelas plantações de cana-de-açúcar. Isso reduz em até 70% as emissões do gás. Além disso, o etanol usa o gás carbônico retirado da atmosfera pelas plantas. O petróleo joga na atmosfera o gás carbônico armazenado no solo e não o reabsorve.

– Mas você acabou de comprar este carro. Já perdeu 30% do valor original. Vai jogar mais dinheiro pela janela?

-Então vou converter o motor.

-Aí você perde a garantia. Seja racional. Você já faz a coleta seletiva do lixo aqui em casa, reduziu o consumo de sacolas plásticas, compra alimentos orgânicos e já não come carne vermelha há quase 2 anos; trocou as lâmpadas incandescentes, comprou móveis de madeira certificada e aparelhos elétricos eficientes….não seja radical, porque ninguém aguenta uma ECOCHATA!

– Ecochata, eu? Quer dizer que lutar por uma atmosfera mais limpa é ser ecochata?

O termo ecoou dentro de mim pelos dias seguintes. E me despertou para o risco de cair na armadilha mais comum na vida dos ambientalistas: seguir à risca o manual ecologicamente correto, o que nem sempre resulta em consumo consciente. É preciso bom senso para fazer as escolhas.

Para mitigar a culpa por ter um vilão na garagem, reformei a velha bicicleta, com a qual faço os percursos mais curtos no bairro, como ir à academia, à banca de frutas ou ao parque.

Mas a minha redenção está a caminho. Estou de olho no carro elétrico. Ele tem zero de emissão direta e aproveita as fontes alternativas de geração elétrica. É mais eficiente em termos energéticos, pois se reabastece na frenagem, na descida e não gasta energia em ponto morto. É mais barato, pois não requer sistemas de transmissão e refrigeração sofisticados e dispendiosos. E simplesmente não tem sistema de injeção de combustível, de lubrificação do motor, de escapamento, motor de arranque, catalisador e abafamento de ruído. O motor elétrico custa uma fração de um motor à combustão e seus acessórios. Resolvido o problema da bateria, o carro elétrico custará menos do que os carros convencionais, terá custo de abastecimento muito inferior, desempenho superior em torque e nenhuma emissão de barulho e gases poluentes.

Até parece que sou “expert” na parafernália automobilística, não é? Que nada! Toda esta propriedade ao comentar as vantagens do carro elético vem do trabalho “Carro elétrico, a revolução geopolítica e econômica do século XXI e o desenvolvimento do Brasil”, de Gustavo Antônio Galvão dos Santos, Bruno Galvão dos Santos, Rodrigo Loureiro Medeiros e Roberto Pereira D’Araújo – os dois primeiros, economistas do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social); o terceiro, professor de engenharia da Universidade Federal do Espírito Santo; e o quarto, engenheiro eletricista.

Com um veículo superpoderoso como este – quem sabe?- eu possa vestir uma fantasia de Mulher Maravilha e, a exemplo do que fez o Super Jô Soares com seu jipe retrô, eu consiga pilotar o carro dos meus sonhos, sem culpas, e sem o medo das ameaças que vêm dos céus e da terra!!


Rosana Jatobá é jornalista da TV Globo, advogada e mestranda em gestão e tecnologias ambientais da USP. Toda sexta, conversa com os leitores do Blog do Mílton Jung sobre sustentabilidade.

19 comentários sobre “Enquanto não ligo meu carro na tomada

  1. Rosana, há uma maneira simples e prática de ser ecologista sem ser ecochata: deixe de andar de carro e vá para todos os cantos de metrô ou trem ou ônibus – o que for mais conveniente.

    Aos poucos você vai percebendo que morar perto de vias de fácil acesso é melhor do que achar maneiras de mitigar seu sofrimento, e que não depender do carro é mais importante do que pensar se vamos usar carros elétricos (de pouca autonomia) ou carros flex (que não funcionam perfeitamente nem com gasolina nem com etanol).

    Mudança de princípios, mais do que de hábitos: é por aí que a gente melhora o planeta e a nossa vida.

  2. Li em uma pesquisa que, homens com “jipões” fazem mais sucesso com as mulheres. Pois, lhes dão a impressão de poderosos e viris. Qualquer Don Juan sabe que, a qualidade de seu automóvel é um dos adereços que pode ser determinante para o sucesso de uma conquista. Portanto, as donzelas podem contribuir muito com a sustentabilidade, dando preferência a quem usa automóveis menos poluidores.

  3. Oi Rosana, a 3 meses também passei pelo mesmo dilema, e tomei uma decisão mais drástica…
    Como já andava de bicicleta durante a semana e aos finais de semana, resolvi deixar o carro na garagem, não utilizar transporte público e me locomover apenas de bicicleta para o trabalho, natação, futebol, casa da namorada…
    São aproximadamente 40 Km por dia, distância que se torna menos cansativa e mais prática após as primeiras semanas.
    E como resultado, obtive uma maior disposição, mais qualidade de vida e já emagreci 6 Kg, sem alterar muito a quantidade de comida!
    Vá de Bike!

  4. Rosana, em vista do descaso com que nossos Governantes tratam nossas florestas, onde filas de caminhões saem com madeiras ilegais e cruzam nosso País de um lugar a outro, passando inclusive por fiscalizações ditas sérias e a cada dia que acordamos mais e mais florestas são devastadas ilegalmete, vc andar com seu carro na cidade de SP no meio de enormes carretas e Ônibus soltando aquela fumaça preta por todo trajeto e tbém passando por viaturas da CET e nada acontece, não se sinta culpada por andar com seu carro. Afinal se ele passou pela inspeção veicular e foi aprovado tá tudo certo. Não vou nem falar do nosso combustível que eu acredito é o pior do mundo. Como mostrou o Jornal Nacional, tem posto abastecendo misturando Étanol no combustível que pode levar a pessoa à morte se tiver contato com o produto. Por tanto Rosana, continue lutando e defendendo o meio ambiente, mas não se sinta culpada e nem Ecochata afinal hj em dia quase tudo atinge e prejudica o meio ambiente. Mas cada um tem que fazer a sua parte na medida do possível, e como diz o Beto Guedes, “Vamos Recriar o Paraíso Agora, para merecer quem vem depois”.

    Conto Da Lua Vaga (Beto Guedes/Márcio Borges)

    Esperança viva
    Que o sangue amansa
    Vem lá do espaço aberto
    E faz do nosso braço
    Um abrigo
    Que possa guardar
    A vitória do sentimento claro
    Vencendo todo medo
    Mãos dadas pela rua
    Num destino de luz e amor
    Vem agora
    Quase não há mais tempo
    Vem com teu passo firme
    E rosto de criança
    A maldade já vimos demais
    Olha
    Sempre poderemos viver em paz
    Em tempo
    Tanto a fazer pelo nosso bem
    Iremos passar
    Mas não podemos nunca esquecer
    De mais alguém
    Que vem
    Simples inocentes a nos julgar
    Perdidos
    As iluminadas crianças
    Herdeiras do chão

    Solo plantado
    Não as ruínas de um caos
    Diamantes e cristais
    Não valem tal poder
    Contos de luar
    Ou a história dos homens
    Lua vaga vem brincar
    E manda teus sinais
    Que será de nós
    Se estivermos cansados
    Da verdade
    Do amor
    Esperança viva
    Que a mão alcança
    Vem com teu passo firme
    O rosto de criança
    A maldade já vimos demais

  5. Ola Rosana

    Antes mesmo da cidade de São Paulo se tornar insuportável, caótica como é atualmente, a mais de cinco anos, eu e a "patroa" deletamos definitivamente de nossas vidas os automoveis.
    Antes porém, aspectos e conceitos, pessoais, familiares, profissionais tiveram que ser criteriosamente estudados e reavaliados.
    E assim concluimos que a melhor saida, para suavisar parte dos os nossos inforturios, sofrimentos, provações, stress, seria realmente em primeiro lugar nos desfazer dos dois custosos automoveis.
    Realmente!
    Apesar da notoria precariedade existente no transporte publico em geral, excluindo os taxis a nossa qualidade de vida sobre vários aspectos melhorou e muito!
    LIBERDADE!
    Nem renovar a nossa habilitação fizemos mais.
    Veja bem:
    Residimos em local da cidade de São Paulo onde nos são permitidas tais opções.
    Por exemplo:
    Com ajuda da internet, informatica, celular, pela proximidade do aeroporto de Congonhas e Marte, residindo proximo a ruas e avenidas, corredores de onibus, realmente concluimos que possuir automovel em São Paulo, para nós dexou de ser ítem, para muitos, os ainda que não procuraram reavaliar as suas vidas, rotinas diárias, um bem absolutamente desnecessário, alem de nos livrar do pesado custo operacional mensal, aborrecimentos com legislação, impostos, multas, taxcas, pedagios, manutenção preventiva e imediata, de ter que permanecer horas a fio em conjestionamentos, alagamentos, etc.
    Qual o segrêdo?
    Ao nosso ver:
    Usar os principios básicos inicialmente antes de decidir abolir o automovel das nossas vidas.

    "PROPOSIÇÃO, DELIBERAÇÃO, DECISÃO E AÇÃO!"

    Seguindo ainda os íntens

    1-Bom senso
    2-Desapego
    3-Seja você mesmo
    4-Não deixar se levar e se influenciar psicologicamente pela midia, pela força da publicidade enganosa, encantadora.
    5-Procurar racionalizar a vida e respeitar limites.
    6-Ser feliz.

    Abraços e um carnaval com céu Cavok, ventos calmos
    Sem carros.
    Armando Italo

  6. Querida Rosana

    Esta manhã, lá pelas onze horas, vindo para casa, chamou minha atenção, um automóvel à minha frente. Era um Monza dos anos 80 , caindo aos pedaços, soltando um fumaceira danada, com uma escada de pintor amarrada ao teto, saindo mais de um metro além do carro, com um pedaço de camiseta enrolado na ponta.
    Quantos veículos nesta condição circulam nesta cidade? 20% da frota? mais que isto? e os caminhões a Diesel? e os ônibus? Como fazer para diminuir esta poluição? Será que aquele Monza passaria pelo teste, agora obrigatório para todos os veículos? E o pior: se o tal carro não conseguir passar, quem tem o direito de impedir o tal pintor de trabalhar?

  7. Rosana, com certeza o teu carro polui menos que a frota velha que circula principalmente na periferia da cidade de São Paulo,Evidente que é exagero o tamanho destes utilitários, tão queridos pelas mulheres abastadas.Por isso um acentuado pedágio urbano contribuiria para um fundo de construção de mais linhas de metrô.
    Aproveito para comentar que não tenho visto nas matérias sobre sustentabilidade nada a respeito da INTELLECTUAL VENTURES, empresa fundada e dirigida pelo homem mais inteligente segundo Bill Gates. Esta empresa pretende resolver a questão do aquecimento global.Vale a pena conferir.

  8. Acho que avançamos na discussão do uso do carro, o que me deixa muito satisfeita. Todas estas questões relacionadas ao trânsito merecem mais atenção. Vamos explorar os temas nos próximos artigos. Estamos juntos! Beijo grande .

  9. Querido Carlos Magno,
    Sobre o pedágio urbano para taxar os SUV´s, lembro o exemplo adotado pelo Ken Livingstone, ex-prefeito de Londres. Quem tem o chamado “chelsea tractor” tem que pagar 25 libras por dia para rodar no centro da capital inglesa, em vez das oito libras pagas pelos carros comuns.
    Vou dar uma olhada na sua sugestão sobre a intellectual ventures. Obrigada. Grande beijo.

  10. “Sempre tive carros utilitários, robustos, que me fazer sentir poderosa no trânsito de São Paulo.”

    Infelizmente muitas pessoas pensam assim quando compram um utilitário e quem paga o pato é quem está fora dele. Sugiro que você e todas as pessoas que compram um Utilitário pela “sensação de poder” vejam esse artigo abaixo e principalmente o vídeo de um Hummer trafegando pelas ruas de Bagda.

    http://www.apocalipsemotorizado.net/2010/02/03/aqui-pra-voce/

    A dependência do automóvel é a praga que assola nossas cidades, seja a alcool, gasolina ou elétrico, vai resolver apenas um dos milhares de problemas que temos.

    Carros elétricos podem melhorar o ar, mas vão continuar necessitando de mais vias, mais impermeabilização do solo e nos trazer problemas nas épocas de chuva. Também vão continuar matando 1500 pessoas por ano no trânsito da cidade, vão continuar congestionando as ruas e matando aos poucos os seus motoristas devido ao stress.

    Carro só traz soluções imediatas para quem compra, mas manda a conta para quem está fora dele. Há tecnologias para que os carros emitam praticamente zero de poluição mas os motoristas querem isso?

    André Pasqualini

  11. Rosana,

    Coerência é essencial! Além da questão ambiental que vc até relativizou no post, os SUV beberrões depõem contra a cidadania, ocupam mais espaço no trânsito caótico, mal cabem nas vagas de estacionamento e ao provocar esta sensação de “poder” nos motoristas, tbm tende a tornar o estilo de direção mais agressivo. Convido vc a prestar atenção nestes pontos e tirar suas próprias conclusões. De qualquer forma, valeu pela reflexão! Um abraço.

  12. Rosana,
    Como dizia um amigo ainda nos anos 80 “o tamanho do cérebro do motorista é INVERSAMENTE proporcional ao tamanho do veículo que ele conduz”. Por favor, não considere isso uma ofensa, pois a tua reflexão mostra que a regra tem exceção.
    Cordiais abraços,
    Roberto

  13. Se ser mais sustentavel é: “fazer a coleta seletiva do lixo em casa, reduzir o consumo de sacolas plásticas, comprar alimentos orgânicos e não comer carne vermelha; trocar as lâmpadas incandescentes, comprar móveis de madeira certificada e aparelhos elétricos eficientes….” Nos estamos indo mal, muito mal, reparou que todos essas mudanças sao relativas ao consumo? Que tal consumir menos?

  14. Terrível mesmo, é, pensar que hoje seu”carrão” é super bem cuidado, e assim mesmo já preocupa pela poluição, agora, imagine que vc. o venda e ele vá pra “mãos não tão cuidadosas”, a poluição que ele poderá causar será maior que permanecer em suas mãos. Conclusão: CURTA O CARRÃO com responsabilidade de deixa-lo sempre bem regulado, pois, “A Emenda é sempre pior que o Soneto”. Forte Abraço.

  15. Olá Rosana,
    parabéns pela disponibilidade de nos deixar mais bem informados sobre assuntos tão relevantes e muito obrigada por nos fazer refletir na carona de tuas próprias reflexões.
    Realmente essa questão que nos faz pensar, o bom é que o próximo passo depois de tanto pensar é agir.
    Falo isso fazendo mea-culpa.
    Pela qualidade dos textos, é uma coluna que não dá pra deixar de acomapanhar.
    Grande beijo
    Patrícia T.

  16. É claro que vc como jornalista do tempo – que transmite a previsão dos meteorologistas e com pretensões maiores ainda na área ambiental não pode de jeito nenhum estar num carrão por pura vaidade. Isto é óbvio! O problema da ecologia hj em dia é que as pessoas só pensam em si.

  17. Lucia,
    Obrigada pela sua participação.
    Aproveito pra dizer que a verdade liberta e a hipocrisia envergonha.
    Antes de ser jornalista, que repercute as questões climáticas e ambientais, sou uma cidadã comum, que , como você, tem preocupações, dilemas e vaidades. Espero que ao expor esta característica humana, muitas vezes vista como “fragilidade” , as pessoas se identifiquem e sintam-se à vontade pra discutir temas polêmicos. Este é um importante passo em direção à tão almejada coerência.
    O importante é ser autêntico, sem medo de ser julgado. Afinal, a máxima sobrevive: “quem nunca pecou, que atire a primeira pedra.
    Faça as sua trilhas em paz….
    Beijo
    Rosana

  18. Bem Rosana o que eu acho é que a ecologia não sai do papel. Quando falam em as grandes potências mundiais em reduzirem as emissões de CO2, ninguém quer pagar o preço de uma possível desaceleração da industria. Veja a China que não quer fazê-lo.
    Quanto a nós, pequeninos poluidores, nada podemos fazer a não ser ter pequenas atitudes e sermos ECOCHATOS sim, seja para reuirmos as forças ou para darmos exemplos aos outros. Obrigada pela resposta.

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