A espera da Virada Cultural

 

Um “público não-alvo” será atendido com os espetáculos programados para a Virada Cultural. Com boa parte da programação oficial voltada para o centro da Capital, moradores de rua acompanham os preparativos para a festa que começa neste sábado, atravessa a madrugada e só termina na tarde de domingo. Devanir Amâncio da ONG Educa SP registrou alguns desses momentos.

Cama cultural

Este aqui já vê benefícios com o show, ou o bambu que fará parte do palco principal da Virada. Descansa como se estivesse em uma manjedoura “king-size”.

A espera da Virada CUltural

Saci também encontrou espaço privilegiado diante do Teatro Municipal ainda coberto pelos tapumes que escondem a reforma na casa de espetáculo. Sabe, porém, que com o início da Virada bem possível será deixado para trás, mas isto faz parte de seu cotidiano.

4 comentários sobre “A espera da Virada Cultural

  1. Que triste seu ponto de vista!!
    Deveria pensar no que de positivo este evento pode ser na vida dessas pessoas… incluindo a questão cultural…
    Você como um comunicador deveria ter no mínimo uma consciencia mais realista da vida!

    • Os moradores de rua sempre são esquecidos nesta cidade. Não se tornam invisíveis apenas quando reunidos “atrapalham” o passeio do paulistano. A Virada Cultural não tem nada a ver com isso, se é que foi isso que dei a entender. Mas não foi feita pensando nesta gente que sofre na rua. Os shows no centro ao menos permitirão acesso a cultura, mas sabem que a derrubada do palco os levará para o lugar-comum.

  2. Embora seja seu leitor e ouvinte, não havia me manifestado no seu blog, mas gostaria de deixar minha indignação, não com vc., mas com a mídia e a sociedade em geral, que tratra a pessoa que não tem onde morar, ou seja o mendigo, como …morador de rua…, Entendo que essa é uma forma “bonita”, de não tratar a situação nua e crua, colocando “palavras” bonitas, para uma situação cruel. Forte Abraço.

    • Carlos,

      Não vejo diferença em chamá-lo de mendigo, morador de rua ou em situação de rua (como dita a lei do politicamente correto). Fico indignado é com a falta de atenção a estas pessoas e a maneira preconceituosa com que o tema é discutido. São 18 mil somente em São Paulo. O problema não é semântico, é de ser humano.

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