Um “público não-alvo” será atendido com os espetáculos programados para a Virada Cultural. Com boa parte da programação oficial voltada para o centro da Capital, moradores de rua acompanham os preparativos para a festa que começa neste sábado, atravessa a madrugada e só termina na tarde de domingo. Devanir Amâncio da ONG Educa SP registrou alguns desses momentos.
Este aqui já vê benefícios com o show, ou o bambu que fará parte do palco principal da Virada. Descansa como se estivesse em uma manjedoura “king-size”.
Saci também encontrou espaço privilegiado diante do Teatro Municipal ainda coberto pelos tapumes que escondem a reforma na casa de espetáculo. Sabe, porém, que com o início da Virada bem possível será deixado para trás, mas isto faz parte de seu cotidiano.


Que triste seu ponto de vista!!
Deveria pensar no que de positivo este evento pode ser na vida dessas pessoas… incluindo a questão cultural…
Você como um comunicador deveria ter no mínimo uma consciencia mais realista da vida!
Os moradores de rua sempre são esquecidos nesta cidade. Não se tornam invisíveis apenas quando reunidos “atrapalham” o passeio do paulistano. A Virada Cultural não tem nada a ver com isso, se é que foi isso que dei a entender. Mas não foi feita pensando nesta gente que sofre na rua. Os shows no centro ao menos permitirão acesso a cultura, mas sabem que a derrubada do palco os levará para o lugar-comum.
Embora seja seu leitor e ouvinte, não havia me manifestado no seu blog, mas gostaria de deixar minha indignação, não com vc., mas com a mídia e a sociedade em geral, que tratra a pessoa que não tem onde morar, ou seja o mendigo, como …morador de rua…, Entendo que essa é uma forma “bonita”, de não tratar a situação nua e crua, colocando “palavras” bonitas, para uma situação cruel. Forte Abraço.
Carlos,
Não vejo diferença em chamá-lo de mendigo, morador de rua ou em situação de rua (como dita a lei do politicamente correto). Fico indignado é com a falta de atenção a estas pessoas e a maneira preconceituosa com que o tema é discutido. São 18 mil somente em São Paulo. O problema não é semântico, é de ser humano.