13.666 moradores de rua e prefeitura acha que está certa

 

Sem-teto na Ipiranga

São 13.666 pessoas morando nas ruas e abrigos municipais, segundo censo realizado em dezembro de 2009 e apenas divulgado nessa semana. A precisão com que a prefeitura aponta o número de moradores nestas condições não é a mesma de quando avalia o problema e a solução para o caso que tem assustado o paulistano.

Todo dia, ouvintes-internautas relatam situações constrangedoras vividas na porta de suas casas e lojas, principalmente se moram na região mais central da cidade. Constrangimento também é o que enfrentam estas pessoas que pelos mais diversos motivos dormem nas calçadas, se alimentam como podem e tem pouca perspectiva de vida.

Sebastião Nicomedes, escritor e um dos fundadores do Movimento Nacional de População de Rua, entende que o número de pessoas em condição de rua está subestimado. Calcula que sejam cerca de 18 mil, pois o censo foi feito no período de verão quando muitos descem para o litoral em busca de esmola. Ele alerta para a necessidade de a prefeitura criar “portas de saída” dos albergues, pois o morador de rua precisa ter um horizonte: emprego e moradia. Ouça a opinião de Sebastião Nicomedes.

A vice-prefeita e secretária de Ação Social Alda Marco Antônio tenta demonstrar otimismo e entusiasmo com o trabalho realizado pela prefeitura de São Paulo. Não se assusta com o número apresentado pelo censo, “pois Londres tem 90 mil moradores de rua”. Vê como positivo o fato de que parte dos albergados trabalha e a quantidade de crianças nas ruas diminuiu. Fala na abertura de vagas nos centros de atendimento e em cursos de capacitação que estariam preparando este pessoal para o mercado. Seu tom está desconectado com o que vemos no cotidiano de São Paulo. Acompanhe a entrevista com Alda Marco Antônio.

6 comentários sobre “13.666 moradores de rua e prefeitura acha que está certa

  1. Estes assustadores números domonstram qu Realmente, que o brasileiro “está vivendo muito bem”, conforme afirmações dos nossos governantes.
    Li recentemente materia que o governo está estudando dar o bolsa familia para moradores de rua.
    Será que está será a solução certa?
    O que farão com o dinheiro que receberão do bolsa familia os moradores de rua viciados nas drogas, alcool?
    Sendo que estes ao que tudo indica são a maioria.
    Deixemos Londres de lado, pois os problemas, amarguras, sofrimentos, tribulações brasileiras são bem maiores.
    Nota-se o grande número de imigrantes que chegam diariamente na cidade de São Paulo, por estarem vivendo nas suas localidades em precárias condições sub humanas.
    Acreidtam que vindo para São Paulo, considerada por quem ainda não conhece esta selva de pedra, cruel cidade, que aqui será encontrado o pote de ouro no final do arco iris.
    Ledo engano!
    Prova é a foto que ilustra de forma inegável!
    ONGs, pastorais, religiões, entidades filantrópicas, grupos de amigos, reunem-se para dar comida, a famosa sopa, pelas madrugadas afora.
    Seria este procedimento o ideal?
    Paradoxos:
    Não seria tal atitude colaboradora e incentivadorra para a chegada em São Paulo de mais e mais seres humanos, onde estes em suas cidades também não tem o menor apoio das autoridades?
    Realmente este gravissimo problema social atinge todo o territorio e não somente a cidade de São Paulo por ser a maior cidade do país, ainda considerada por muitos retirantes, equivocadamente, como a meca brasileira.
    Como e onde abrigar toda essa gente que vagueia pelas ruas da cidade?
    Qual a formula milagrosa?
    O que fazer com êles?
    Não dar comida, a sopa, deixar que morram de fome a mingua?
    Quem são os reais responsáveis pela qualidade de vida, saude, educação, civismo, por todos?
    Moradores, comerciantes do Bairro de Santa cecilia, estão pretendendo realizar movimento contra moradores de rua.
    Conforme alegações, as portas dos seus comercios, residencias, amanhecem literalmente imporcalhadas, fetidas de urina e fezes, lixo, deixados pelos moradores de rua.
    O que fazer?
    Está com a razão a população da Santa Cecilia?
    Quem gostaria de acordar de manha cedo e ter a frente de seu imovel imundo, conforme afirmações dos moradores do Bairro da Santa Cecilia?
    Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come!
    Êitaaaaaaaa São Paulo NA UTI!

  2. Fui levar meus primos que vieram do Canada para conhecer o mercado municipal de São Paulo, comer aqueles famosos lanches de mortadela pastel de bacalhau, etc.
    Numa certa hora quiseram ir ao banheiro, passei vergonha um cheiro não muito agradável e pior não tinha papel para enxugar as mãos e os dois secadores de mãos estavam quebrados.Saimos com as mãos molhadas e eu com uma baita vergonha,
    Por favor de um recado para os responsáveis que cuide melhor dos lugares turisticos de São Paulo.

  3. Eu ouví a entrevista ontem pela manhã sobre moradores de rua.
    Estou mandando um link de duas fotos que tenho no meu orkut que retrata bem esses moradores de rua.
    Com a superlotação que se diz e por outro lado camas vazias nos albergues que pessoas como esse cidadão achou uma alternativa de se proteger numa noite de frio,se abrigou num caixa eletrônico.E essa foto eu fiz tem 1 mês atráz na Av. Bernardino de Campos, 111 ao lado da paróquia Nossa Senhora do Paraíso
    Se quiser a foto em tamanho maior me passe um email que poderei mandar.

    link da foto:http://www.orkut.com.br/Main#AlbumZoom?gwt=1&uid=16539303467912307040&aid=1275332433&pid=1275357690175

    obrigado pela prestação de serviço que vc nos dá pela manhã

  4. Concordo com o Armando.
    O procedimento ideal não é “dar o sopão” da madrugada. Sou sócio fundadora de uma ONG que trabalha com mães e crianças em situação de vulnerabilidade social. Temos duas creches-modelo para 230 crianças e uma casa de Mães.
    Sei bem o que é tratar de seres humanos esquecidos, abandonados que não lembram sequer de seus nomes. E não lembram mesmo pois ninguém na rua os chama por ele.
    Para que a real “inserção social”, “inserção cidadã” ou seja lá que nome a inclusão social possa apresentar, quatro foram as diretrizes adotadas pelo grupo fundador e que deveriam ser adotadas pelo poder público, lembrando sempre que “gente” não deve ser “tratada” de forma frangmentada (dão comida e voltam para a rua, dão agasalho e voltam para a rua, dão cama para dormir a noite e voltam a ficar à toa na rua durante o dia, e por aí vai) e sim de forma integral:
    Primeira – Nossas mães e seus filhos recebem ainda hoje atendimento médico para tratamento da saúde física (de orientação quanto à higiene a tratamento para desintoxação) e mental (psicológico quando não psiquiátrico – na maior parte das vezes)
    Segunda: Atendimento jurídico pois em quase 100% dos casos existem pendências legais vinculadas a elas ou ao seus familiares. O ministério público não “dá conta do recado” e é inacessível para moradores de rua. Praticamente as crianças não recebem o nome paterno, não recebem pensão alimentícia e por aí vai…
    Terceira: Atendimento Social que orienta e acompanha (pois invariavelmente são analfabetas funcionais) na organização de documentos (RG, carteira de trabalho, etc), na obtenção dos auxílios públicos (vales, bolsa família, etc) a que tem direito mas cuja burocracia simples (para nós “alfabetizados/civilizados” em trâmites burocráticos e administrativos) é incompreensível para elas.
    Quarta: Educação para a empregabilidade ou para a “trabalhabilidade”. Lembrando sempre que após anos de “rua” ou de ausência de rotinas e disciplina para o trabalho, cuidado com o próprio corpo, etc, dificilmente reaprendem a cumprir horários, ordens, hierarquias, etc. O negócio é “trabalhar por conta” por assim dizer.

    O trabalho portanto é o de colaborar na recosntrução de sua humanidade e dignidade. Dar sopão ou deixar na rua com “assistentes sociais” que apenas abordam e enviam para hospitais não basta. Como viabilizar o tratamento integral para a recosntrução do ser humano é obrigação do poder público pois pagamos impostos e muitos. Possível, factível é.

    Fico revoltada ao ver que solução tem e que 13.000 ou 20.000 pessoas não são tantas assim num município de 10 milhões de habitantes.

    Falta vontade política para resolver de vez a situação. Falta postura e caráter aos nossos “homens públicos” ou “mulheres públicas” para o caso em questão para em todas as instâncias. Da federal à municipal.

    Deixo aqui o que li outro dia no twitter do @millorfernandes e que espero seja apenas passageiro. Lá vai:

    “Falta de caráter é apenas a forma pós-moderna do caráter.”
    “De esforço em esforço talvez algum dia cheguem a ser humanos.”
    (nossos políticos, deixo claro)

  5. Esses não são moradores de rua não, mesmo porque rua não é moradia de gente descente coisa nenhuma. São viciados em crack que pedem e roubam e se drogam à noite para dormir largados assim durante o dia. À noitinha acordam para comer a marmita que associações de caridade distribuem na praça pública (um claro incentivo à vagabundagem) e depois tudo começa outra vez – mendicância, roubo e consumo de drogas. Até quando?

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