No pequeno hotel do primeiro dia, no hotel boutique que será estadia até o fim dos dias por aqui e de qualquer outro ponto que você esteja em Cidade do Cabo, impossível não ver a Table Mountain – nome mais do que apropriado para esta formação rochosa que se parece mesmo com uma enorme mesa de onde é servida toda a beleza e elegância da cidade legislativa da África do Sul. Um mesão, diga-se de passagem, a mais de mil metros de altura e para onde se voltam boa parte das máquinas de fotografia penduradas no pescoço dos turistas que começam a chegar em maior número por aqui.
Neste segundo dia, enquanto conversava com Fabíola Cidral no CBN São Paulo, a combinação foi perfeita, pois alguns minutos após a rápida chuva que aparece algumas vezes ao dia, com as nuvens encostadas no topo formando uma espécie de “toalha” da mesa, surgiu um belo arco-íris. Satisfação e corre-corre de estrangeiros para registrar a imagem.
Ainda não fui ao alto da Table Mountain, onde se pode chegar pelo Cable Car, semelhante ao bondinho do Pão de Açúcar no Rio. Há os atrevidos que recomendam fazer a escalada a pé, e monitorada. Coisa de três horas. Outros convidam para descer de rapel. Coisa de louco. Vou no mais confortável, sem dúvida.
Além do visual maravilhoso, a vantagem de estar lá em cima, imagino, é não ter de ouvir a vuvuzela, som que faz parte do cenário de todas as cidades-sede, que se torna mais forte a cada turista que desembarca na região. Comprar uma dessas cornetas se transformou nesta Copa quase tão obrigatório quanto sair do México com sombreros ou de Salvador com um berimbau em mãos. Convenhamos, não há o que fazer depois e o objeto se transformará em incômodo na bagagem de volta.
Quem vive em São Paulo e tem de suportar os motoboys buzinando enquanto cruzam no meio dos carros tem ideia do ‘tamanho’ do barulho.
Aqui embaixo, ainda, além do barulho das cornetas, o cheiro de tinta está em vários pontos, sinal de locais renovados ou recém-construídos. Uma obra aqui outra acolá estão atrasadas, mas nada que esteja no caminho da Copa.
Durante o dia, porém, ouvi lá de Johannesburgo um burburinho diferente, com jornalistas atrapalhados pela falta de energia elétrica em alguns locais e a dificuldade para receber pontos de acessos para transmissão de áudio em outros. A expectativa é que nos próximos dois dias mais confusão apareça, pois os aviões não param de despejar torcedores e jornalistas.
Seja como for está quase tudo pronto.