Conheça ônibus para corredor Diadema-Morumbi

 

A implantação da via segregada, esperada há mais de 20 anos pela população, ganha mais um passo com a aprovação dos veículos adaptados com porta esquerda para embarque e desembarque dos usuários

Por Adamo Bazani

A ligação por corredor de ônibus exclusivo e segregado entre Diadema, na Grande São Paulo, e a região do Brooklin e Morumbi, zona sudoeste da Capital, é esperada pela população há mais de 20 anos. O tempo se passou, promessas e mais promessas foram feitas. E, no entanto, nada de corredor. Parece, porém, que o projeto deixará o campo das expectativas.

Além do anúncio pelo Governo do Estado de início das operações para este primeiro semestre, o “Ponto de ônibus” soube, em primeira mão, que a EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos – já aprovou a adaptação feita pela empresa operadora Metra de portas à esquerda nos veículos que operarão os cerca de 12 quilômetros do corredor. Tivemos acesso ao trabalho de adaptação e registramos imagens dos veículos.

Buscar Urbanuss Pluss adaptado

Trata-se de um Buscar Urbanuss Pluss, Mercedes Benz O 500 M. Todo o serviço foi idealizado e feito pelo setor de funilaria da Metra – Sistema Metropolitano de Transportes Ltda. E seguiu os padrões de conforto, segurança e qualidade exigidos pela EMTU. Com a aprovação dos padrões do carro, outros veículos também serão submetidos à mesma mudança.

O objetivo é atender o corredor que, a exemplo dos sistemas mais modernos em operação, terá parte do trajeto com embarque e desembarque feitos pelo lado esquerdo do ônibus. Isso agiliza as operações dos ônibus e adapta o novo corredor às vias que serão servidas, sem a necessidade de grandes intervenções viárias.

Buscar Urbanuss Pluss adaptado

Entramos no veículo que teve alterações internas como o posicionamento de alguns assentos. O ônibus também terá duas catracas, uma bem na frente, ao lado do motorista, para embarques do lado direito, e outra quase na metade do veículo para os acessos à esquerda.

Está prevista, num segundo momento, a entrada de veículos novos nas operações.

O corredor deve facilitar a locomoção dos usuários do ABC Paulista e das zona Sul e Oeste de São Paulo.

A EMTU atualizou para o blog as informações sobre o andamento das obras. De acordo com a Empresa, 90% do serviço já foram concluídos, dentro do prazo contratual previsto. E garantiu que após a conclusão da Estação de Transferência Morumbi será possível a conexão dos usuários com os trens da linha 9 Esmeralda da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.

O serviço de ônibus em corredor exclusivo, que terá embarque em paradas especiais no mesmo nível do assoalho do ônibus, pretende ser mais uma opção para os moradores das áreas atendidas, inclusive, para que muitos deixem o carro em casa, com um transporte mais rápido na via segregada. O trajeto engloba importantes avenidas, como Avenida Pres. Kennedy, em Diadema, além das Avenidas Cupecê, Vereador João de Luca, Professor Vicente Rao e Roque Petroni Júnior, na Capital.

A acessibilidade é uma das prioridades do novo serviço, segundo a EMTU.

“ Estão sendo instalados 18 pontos de paradas duplas, plataformas elevadas de embarque, rampas de acesso, comunicação visual, sinalização de alerta, paisagismo, bancos e lixeiras. Também estão sendo construídas as Estações de Transferência Jardim Miriam, Washington Luiz, Vereador José Diniz, Santo Amaro e Morumbi, além de intervenções no Terminal Metropolitano Diadema para adequação do acesso de entrada e saída dos veículos e preparação da plataforma de embarque.  As obras envolvem, ainda, o pavimento rígido no trecho próximo ao Shopping Morumbi, complementando a faixa exclusiva à esquerda de aproximadamente 12 km, além da execução da sinalização viária horizontal, vertical, semafórica e dutos, travessias de pedestres, recapeamento das faixas adjacentes e paisagismo” – conforme informações oficiais da EMTU.

O custo para a implantação do corredor de 12 quilômetros chega a R$ 22,9 mi, inferior ao custo de qualquer modal ferroviário, se fosse instalado no mesmo percurso, tanto pelas menores intervenções civis como pelo preço mais elevado dos materiais necessários para a implementação de trens e metrô. Importante: com resultados bem semelhantes.

Quanto ao ônibus adaptado, o veículo segue as determinações da NBR 15570 e da Resolução 316 do Conselho Nacional de Trânsito sobre acessibilidade, segurança e conforto. O espaçamento entre os assentos evita apertos semelhantes às de classes econômicas de aviões. As dimensões do corredor do ônibus permitem fácil movimentação interna dos passageiros. Há assentos preferenciais demarcados para idosos e pessoas com deficiência.

Andamos no veículo, fabricado originalmente em 2006. Mesmo sendo adaptado, o ônibus parecia ter saído de fábrica. As portas novas não bateram e o conjunto de assentos também ofereceu um bom nível de conforto para transporte urbano.

Adamo Bazani, busólogo, repórter da rádio CBN e escreve no Blog do Mílton Jung

14 comentários sobre “Conheça ônibus para corredor Diadema-Morumbi

  1. Duas catracas??!!!

    Sei não, acho que esses corredores de ônibus deveriam se aproximar ao máximo do sistema de metrô, com cobrança da passagem nas estações.

    Outra coisa: se até as companhias aéreas estudam transportar passageiros em pé, por que os ônibus insistem em instalar tantos assentos? Uma vez que tais ônibus visam diminuir o tempo de viagem, por que não utilizam somente barras para apoio? Os poucos assentos seriam destinados somente a pessoas com limitações, deficiências e idosos, aumentando a capacidade. Reparem que, no metrô, o número de assentos é mínimo.

  2. Este corredor será muito bom para quem mora na região do ABCD. Mas a pergunta é: Nesse corredor poderão trafegar onibus comuns??? Pergunto isso, porque caso não possa só ajudará mesmo o pessoal do ABCD, já que os passageiros do corredor Cupece – Roque Petroni continuarão presos no transito diario dessa via e ainda perderão a faixa do corredor (uma a menos, mais transito). E não adianta falar para usar os onibus da EMTU, pois não aceitam BIlhete Unico e os empregadores não vão querer pagar mais aos trabalhadores.
    Esse corredor deveria atender todos os onibus, EMTU e comuns.

  3. Acho importante registrar que o Corredor de Ônibus da Cupecê está sendo concluído, depois de mais de 20 anos da obra ter sido iniciada, por pressão do Ministério Público. Foi o MP, inclusive, que estabeleceu o prazo de 31 de julho deste ano para a EMTU entregar a obra. Pelo menos é esta a informação que chegou aos moradores da Cidade Ademar, região por onde passará o novo corredor de ônibus.
    Aliás, os moradores da Cidade Ademar estão há meses solicitando ao poder público a realização de em encontro para que a EMTU e a CET informem à população as mudanças que serão feitas na Av. Cupecê, com a implantação do corredor. A comunidade acionou o subprefeito José Rubens para que ajudasse a viabilizar o comparecimento destas autoridades na região. Ele, entretanto, não deu nenhuma resposta até o momento.
    Uma das preocupações dos moradores é saber se as vans e os ônibus municipais que já circulam na Cupecê continuarão a parar nos pontos de ônibus do lado direito da via. Se isto acontecer, avaliam que o trânsito poderá ficar pior do que já está, pois haverá veículos de transporte público parando dos dois lados da Avenida. Ou seja, o mesmo problema existente na Estrada do M’Boi Mirim.
    Outra preocupação é saber se haverá alterações nas linhas de ônibus e vans que servem a região e, em caso afirmativo, quais seriam. A falta de informação por parte do poder público tem estimulado boatos e deixado a população insegura sobre as eventuais vantagens do corredor.

    Airton Goes
    Fórum Social da Cidade Ademar e Pedreira

  4. Ola Adamo
    Aproveitando, “a deixa”;
    Este novo modelo, design de onibus está circulando pelo corredor nove de julho
    O que me chamou a atenção é a existencia, deste “ascessrio”, parte sobre o teto do onibus da foto, um bi articulado
    qual a finalidade e para que serve?

    Abraços

  5. Caro Edson. Só posso acreditar que você não faça uso de transporte coletivo. Segurança, qualidade, preço justo e conforto são direitos fundamentais de uma população que trabalha para gerar as riquezas de uma Nação. O transporte individual (poluidor) só será substituído pelos cidadãos na medida em que o transporte coletivo ofereça dignidade e tratamento humano aos seus usuários.

    Defender a precarização do conforto é um retrocesso inconcebível. Outro absurdo é fazer os motoristas dos coletivos exercerem dupla função (cobrar, fazer troco e conduzir, simultaneamente) num trânsito caótico como o de São Paulo.

    A legislação de trânsito proíbe motoristas de falar ao celular enquanto dirigem por colocar em risco a segurança de pedestres e dos demais motoristas. Não é muito mais perigoso um motorista de coletivo, com mais de 50 passageiros a bordo, dirigir e cobrar ao mesmo tempo?

    Sejamos coerentes! Lutemos por melhorias na qualidade do transporte, não pela sua precarização!

  6. ONG – RESPIRA SÃO PAULO

    CORREDOR NA CONTRA-MÃO DA HISTÓRIA

    A necessidade da obra é inquestionável em todos os aspectos, tanto que a promessa de sua execução se arrasta desde 1986, administração do então governador Mário Covas. O que temos a lamentar é que a promessa original, quase ¼ de século depois, tenha sido modificada de “corredor de trólebus” para mais um “corredor de fumaça”.

    A região servida pelos 12 km do novo corredor está inserida na zona com a pior qualidade de ar da Grande São Paulo. Segundo dados da CETESB de 2009 em apenas 26,18% dos dias daquele ano o ar apresentou qualidade satisfatória. Acreditamos que o custo benefício, no tocante à saúde da população, mereceria um investimento, tendência mundial, em requalificação do modelo de transporte público urbano.

    Os “trólebus”, conhecidos de longa data dos paulistanos, são a alternativa única de transporte sobre rodas com emissão “ZERO” de poluentes. Fica, portanto, muito difícil encontrar qualquer justificativa razoável para que a EMTU tenha feito, depois de 24 anos, a opção pelo modelo mais poluente. A segunda alternativa, a dos ônibus elétrico/híbrido, bem menos nociva que os veículos convencionais à óleo diesel, também não foi considerada na hora da escolha da frota.

    Estes fatos nos levam a crer que esta é mais uma obra urbana que segue na contra-mão da história, pelas contradições que carrega sobre suas rodas, também de matéria prima não renovável, como o combustível “fóssil” que a movimenta.

    Sabemos que no projeto original estava prevista a utilização dos trólebus neste corredor.
    Temos que torcer para que a eletrificação deste trecho seja implantada a partir do ano que vêm, assim que novo governo tome posse.

  7. Interessante como as administrações de São Paulo caminham na contramão.
    Em sentido totalmente oposto a lógica, a matemática, a física.
    Lembro-me bem quando o Eng Getulio Hanashiro em uma entrevista a imprensa, quando apresentou o corredor Nove de Julho, enalteceu o onibus elétrico que nele circulou por algum tempo, depois, como num passe de mágica, sem explicações convincentes, foram abolidos, retirados de circulação e agora estão apodrecendo em páteos sabe-se lá onde.
    Recentemente questionei a um “especialista’ em transporte urbano sobre o poruê a retirada dos onibus do corredor Nove de Julho.
    E a resposta, foi simples e “objetiva”:

    -“Os troelibus foram tirados de circulação porquê apresentavam muitos problemas”, escapavam com frequencia dos fios eletricos, quando faltava energia eletrica eles paravam de circular.”

    Como se os onibus a diesel não sofressem problemas tecnicos!
    Vale lembrar que o corredor nove de julho é também um dos mais barulhentos, poluidos, perigoso, caotico, principalmente no trecho entre o itaim bibi e a avenida dos bandeirates que ate agora, esta inacabado.
    a anos!

    Mas o que interessa é o consumo de petroleo, montadoras de veiculos leves e pesados.

    Assim vive-se na cidade de São Paulo

    Descobre-se um santo para cobrir outro.
    E ninguem sabe explicar absolutamente nada a opulação
    Ou não querem dar expliccações.

  8. Parabens Adamo pela excelente cobertura e a exclusividade no fato , fico legal o Buscar Urbanuss Pluss, Mercedes Benz O 500 M com portas laterais vamos aguardar os novos carros que virão para o corredor se juntar a ele e prestar serviços ao corredor e a região.
    E com relação ao assunto sobre a METRA e o corredor e os onibus da região se vão ou não andar ou se vai dividir o corredor isso veremos quando tudo estiver finalizado e pronto, e a respostas terão que vir e atender as espectativas da população que tanto esperou por isso , e esperou por meros 20 e poucos anos , espero que as pessoas que são encarregadas e responsáveis pelo transporte que trabalhão para quem manda pintar os ônibus com novo logo escrever em e letras bem grandes GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO lembre -se que antigamente tinha uma frase escrita que dizia a ssim CUIDANDO DE GENTE , que ela possa ser cumprida mesmo que demore ou esteja atrasa uns meros 20 anos ou mais.

  9. Prezado Bob, concordo com você quando diz que devemos lutar por melhorias no sistema de transporte e é isso o que estamos fazendo aqui ao debater e propôr ideias.

    Entendo que os corredores de ônibus devam ser vias de transporte RÁPIDO e de grande demanda, alimentado por linhas auxiliares. Não acho concebível que os ônibus permaneçam nela mais do que 20 ou 30 minutos.

    Prefiro ter 120 pessoas viajando em pé com algum conforto (espaço) num ônibus bi-articulado por 30 minutos, do que 40 sentadas e 80 se espremendo num corredor apertado por 1 hora e meia. Os bancos deveriam ser retráteis e destinados prefencialmente àqueles que realmente necessitam.

    Acho que a dúvida sobre a cobrança de passagens deve-se ao conceito que EU tenho sobre os corredores de ônibus. Na minha concepção, eles deveriam somente comportar ônibus com grande capacidade, com embarque e desembarque rápidos. Os motoristas nem poderiam receber as passagens.

    Os usuários pagariam as passagens nas estações ou nos ônibus alimentadores.

    Infelizmente, o que vemos hoje é uma sobreposição de linhas, com ônibus circulando vazios em alguns horários e super-lotados em outros.

    Corredores de ônibus deveriam, na minha opinião, se aproximar do modelo do metrô e do Transmilênio, de Bogotá.

    Tenho 50 anos e sou um usuário frequente do transporte público, por isso acho muito interessante e proveitoso o debate.

  10. Não entendi uma coisa: na reportagem fala em “plataformas elevadas de embarque”, o que deveria significar plataformas a 90 cm de altura, no mesmo nivel do piso do ônibus, mas este teve adaptadas portas convencionais, com degraus internos.

  11. Sugestão:
    Tendo em vista o texto de Adamo Bazani e os comentários que ele provocou sobre o corredor de ônibus da Av. Cupecê, penso que seria interessante que a CBN entrevistasse os representantes do poder público responsáveis pela obra, para que dessem explicações sobre os diversos questionamentos apontados pelos ouvintes do programa e leitores do blog, entre os quais: por que mudaram a proposta original, de ônibus elétrico? as vans e ônibus que já circulam na avenida continuarão a parar no lado direito da via? Em caso afirmativo, isto não tornará o trânsito da região ainda mais caótico? Haverá mudanças nos itinerários das linhas de ônibus que servem a região? Por que a EMTU ou a CET não dialogam com os moradores da região, que sofrerão as consequências das mudanças, para explicar o que pretentem fazer?
    Já que os responsáveis pela implantação do corredor não respondem estas questões para a população, talvez façam isso para a imprensa. A entrevista seria um grande serviço de utilidade pública para quem circula pelas avenidas Cupecê e Roque Petroni Jr. ou mora nos bairros do entorno, pois, repito, a falta de informação por parte do poder público tem estimulado boatos e deixado a população insegura sobre as eventuais vantagens do corredor.

    Airton Goes
    Fórum Social da Cidade Ademar e Pedreira

  12. Olá Régulo e a todos os amigos. É que haverá inicilamente dois tipos de embarque, alguns com estações elevadas, dispondo de espécies de rampas, e ainda por degraus do ônibus. Por isso que este primeiro modelo contempla degraus no lado esquerdo. Futuramente serão iguais aos de Curitiba e os do corredor de Vila Luzita, de Santo André. abraços e obrigado pela observação.

  13. Será que esse novo onibus tem na linha do bairro santa fé? Garanto que só vai circular em bairro de riquinho ñ precisa ter medo só reze pra que não assltem esse novo onibus

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