Vereador paulistano custa R$ 115 mil por mês

 

Os vereadores voltam ao trabalho nesta terça-feira sob olhar atento da sociedade incomodada com o reajuste de 61,08% que eleva o salário deles para R$ 15 mil por mês. O gatilho salarial do legislativo foi disparado em Brasília com a decisão da Câmara dos Deputados e põe em questão quanto vale um político.

Antes que você publique qualquer comentário desaforado – e eu compreenderia perfeitamente sua reação – faço aqui as contas de olho nos gastos da maior cidade do País com a sua Câmara Municipal. De dinheiro que vai para sustentar diretamente o vereador e seu gabinete, deve-se por na conta:

Salário R$ 15.013
Verba de gabinete R$ 84.407,60
Verba indenizatória R$ 15.393,75

Puxando o traço, chegamos a R$ 114.814,35 por mês.

Lembro que a verba de gabinete paga o salário dos 18 assessores a que têm direito; e a verba indenizatória será recebida desde que o parlamentar apresente as notas fiscais comprovando seus gastos com material de escritório, telefone, gasolina, viagens para outras cidades, material gráfico, manutenção de site entre outras despesas ligadas ao mandato.

Aqui não está calculado o dinheiro para sustentar toda a Casa e seu corpo de funcionários

Não entrarei na conta rasa se o que desembolsamos para sustentar os vereadores é muito alto ou não. Entendo que é fundamental analisarmos antes o que fazem cada um desses vereadores pela cidade.

Um parlamentar que cumpra seu papel de representante da população e fiscal do prefeito começa bem nesta avaliação. São tarefas difíceis pois exigem enorme esforço para superar interesses partidários e políticos. Imagine um vereador da base governista ao se deparar com uma ação do prefeito que cause prejuízos à cidade. Denuncia e prejudica o trabalho de seu correligionário ou se cala para evitar desgaste do Governo, tentando resolver o problema apenas nos bastidores?

É importante que zele pelo dinheiro público defendendo a aplicação do Orçamento de forma equilibrada e nos programas considerados prioritários para a cidade, alertando sempre que verbas deixem de ser investidas nos setores para as quais foram destinadas.

Em relação ao dinheiro que gastamos para sustentá-lo, o verereador tem de formar um gabinete que atenda mais aos interesses de mandato do que de campanha. É comum as vagas serem distribuídas entre cabos eleitorais em lugar de profissionais capacitados a atuar em áreas ligadas a atuação de parlamentar. Um vereador que atue na comissão de finanças é recomendado que tenha entre seus funcionários especialistas em finanças públicas, por exemplo.

Além disso, deve estar ciente de que a cotratação de pessoal e empresa precisa não apenas ser legal, mas moral. Contratar empresas ligadas a parentes ou que não sejam idôneas é desrespeitar o dinheiro do cidadão. E sai caro para a cidade.

A transparência nas ações, a clareza na defesa de suas ideias e a abertura de canais de comunicação e participação de eleitores com o mandato são outras formas de tornar bem mais barato o peso de um vereador nas contas públicas.

Por tudo isso, é preciso que o cidadão se aproxime do vereador pois somente assim terá noção mais clara sobre quanto ele realmente vale para a cidade. Aproveite a retomada dos trabalhos legislativos na Câmara de São Paulo e adote um vereador. Controle os políticos antes que eles controlem você.

8 comentários sobre “Vereador paulistano custa R$ 115 mil por mês

  1. Quase a mairoia dos vereadores, os que se propõem a falar sobre o reajuste, alegam que o salário é justo se for comparado com empresas privadas. Também concordo com apenas algumas ressalvas, nas empresas privadas seus empregados trabalham no mínimo 5 dias por semana, oito horas por dia e usufrem de apenas um féria por ano.

    Na minha opinião os vereadores deveriam trabalhar como voluntários já declaram tanto amor pela cidade, como ninguém pensa como eu nada mais justo do que a remuneração.

    Quinze mil reais mensal, seria justo se não existissem os penduricalhos. O mais, já foi esclarecido acima e não tenho mais o que falar.

    Agora, só me resta pedir aos ilustres vereadores que façam valer cada centavo gasto com seu mandato. No ano passado chegou a ser ridículo a atuação de vários deles, quase nenhuma. A maioria do tempo foi desperdiçado e não deram atenção aos assuntos da cidade. Façamos justiça a CPI das enchentes que apesar dos esforços fez um trabalho tímido e nada acrescentou a cidade, não evitando assim mais tragédias por ocasião das chuvas que ainda não acabaram.

    Com referência a transparência, cobrei do vereador Netinho de Paula (via Twitter), a ausência de seu site de mandato que desde a época das eleições está fora do ar.

    Minha indagação:

    @netinhoDpaula Quando seu site oficial entrará no ar? Segundo seu contato com a @camigliorini no final do ano passado seria breve. Precisamos acompanhar suas atividades parlamentares e nada melhor do que usar seu site oficial como fonte de pesquisas. Aproveito para desejar-lhe boa sorte na nova função que ocupara neste ano legislativo! – #AdoteumVereador

    Sua resposta:

    @AlecirMacedo @camigliorini o meu mano acho que esta semana o meu pessoal de imprensa resolve, é que houve uma denuncia jurídica no período de campanha mas já ganhamos a causa.

    Explicou mas não justificou nada, o problema que ele se refere é o concurso em seu site de campanha.

    Mais um ano se inícia e nossa vigilância deve continuar…

    “Juntos seremos fortes”

    http://cuidandodacidadania.blogspot.com/search/label/Netinho

  2. Querido Mílton! Sou ator, humorista e comediante, ou seja, eu escrevo e faço os personagens. Como se eu cobrasse escanteio e corresse prá cabecear. Faço STAND-UP COMEDY e agradeço o FARTO material que tem me dado. Se eu pegar alguns de seus textos (sobre os políticos) e falar na íntegra já vai ser uma GRANDE PIADA. Mesmo assim ainda dou uma lapidada prá ficar mais engraçado. Acho que tenho que utilizar do meu talento de humorista prá tentar abrir a cabecinha do povo em relçação aos NOSSOS DIREITOS. Afinal, É CULPA NOSSA!
    Thanks !!!

  3. Está mais que evidente que além dos ilustríssimos veradorers não fazerem absolutamente nada para os seus eleitores / população, com raríiiiiiiiiiiiiissimas excessões, legislam somente em causa propria.
    E quem paga a conta somos nós que não soubemos e não sabemos votar.
    CAdê a ficha limpa dos vereadores de SP?
    Vergonha!

  4. É uma vergonha, o que acontece na Câmara dos Vereadores de São Paulo. Os Vereadores só nos tratam bem até se elegeren, depois não lembram mais. Pagamos caro muito caro, para não termos retorno nenhum. A começar pela arrogância e prepotencia de pelo menos 99% deles. Se esquecem de suas origens, não vão mais aos bairros, não querem mais contato, com o povão que os elegeu. Somente seus assessores tem esse arduo trabalho. Tenho ido algumas seções abertas da Câmara, e vejo cara de NOJO, com que eles nos olham, saem correndo para encontrar com o povão, vai que alguém cobra alguma coisa. Outro fato terrivél, é se você mandar um email, criticando eles não vem resposta, nem mesmo de elogios, eles e seus assessores odeiam responder emails. Concordo plenamente com a colega que falou que os todos eles deveriam ser Voluntários, já que nos amam tanto e nossa cidade, vamos propor ????

  5. Milton/Colegas Blogueiros,

    Esse aumento foi tapa na nossa cara e uma prova que eles legislam em causa propria. É como diz o colega Armando comentario 5: aos amigos do rei tudo. Para o povo a lei e um pé no trazeiro.
    Temos que mudar, não podemos viver esses mesmos sacos e as mesmas farinhas.

    Abr,

    JRS.

  6. http://blogdoadvogadoemidio.blogspot.com/

    Apropriação do Governo, do tesouro nacional, do dinheiro do povo, dos cargos, das benesses, das obras e do patrimônio público pelos Políticos!!!
    O Brasil é um país imenso com muitas riquezas, um povo alegre e feliz, mas cujo excesso de alegria esconde uma amargura triste por um fato que não pode resolver, qual seja: as mazelas políticas que ocorrem debaixo de seus olhos, cujos fatos e impotência vão levando o Brasil a ser constituído por um povo triste e envergonhado.

    Qualquer brasileiro comum sabe, já ouviu falar, tem certeza, já viu, já foi vizinho etc, de algum político e de seus atos. E, certamente, sabe que os políticos e as autoridades usam e abusam de seus cargos públicos em benefício próprio e da sua família.

    Dentre essa gente humilde que já viu e vê todos os dias essas mazelas, quantos não são motoristas de políticos, quantos garçons, jardineiros, cozinheiros, domésticos, auxiliares etc que vêem os desmandos e nada podem fazer e falar, porque é dali que tiram o sustento de suas famílias. Daí a tristeza e a falsa alegria, porque não tem poder nem capacidade para fazer alguma coisa, apenas sabem que estão roubando o dinheiro do povo, a escola do filho, o hospital da família, a estrada da praia e etc, etc, etc

    Essa gente humilde não se engana, mas como sabe que nada pode fazer, entrega a Deus tudo o que não pode resolver e acaba levando sua vida como se nada tivesse acontecendo e, assim, vai tomar sua cerveja, vai a sua praia, vai pagar sua prestação e tocar sua vida, como se levasse uma vida paralela a tudo isso que ocorre ao seu lado, sem saber (ou se enganando), que, na verdade, esses desmandos o atinge diretamente, seja no preço do arroz com feijão, na falta da escola do filho, na falta de hospital, na falta de medicamentos e na falta de tantas outras necessidades básicas.

    Se essa gente humilde fosse respeitada e tivesse acesso a escolaridade, a informação, a cultura, a debates e a todos os demais meios necessários para se informar e ver as contas, cálculos, relatórios e orçamentos públicos, veriam com mais certeza e realismo os desmandos que enxergam com seus olhos e ouvidos no dia a dia.

    Se tivéssemos melhores escolas, melhores meios de difusão cultural e melhores mecanismos de participação social, melhor educação, ou que, pelo menos, fosse dada a oportunidade a estes humildes a prática de reuniões com os diretores e professores das escolas de seus filhos, para discutirem as questões nacionais como o dinheiro que pagamos de impostos, o dinheiro que se aplica em educação, o dinheiro que se aplica em saúde, os desvios, os escândalos, suas causas, os culpados etc. e teríamos, assim, a inclusão de milhares de brasileiros conhecendo a realidade de seu país e discutindo temas importantes para a nossa vida e para os nossos destinos. E seria muito bom para todos nós vermos a alegria do povo simples em tomar conhecimento (por pessoas apartidárias e não corporativistas) da realidade nua e crua da situação do país. Seria apaixonante ver milhares de pessoas saindo do analfabetismo social-político e tomando as rédeas de seus destinos.

    Se isso ocorresse e funcionasse, todos esses milhares de humildes brasileiros veriam quanto dinheiro paga em impostos, veriam quanto dinheiro é desviado, quanto dinheiro é jogado fora, quanto dinheiro é roubado e o quanto esse dinheiro poderia fazer para melhorar as suas vidas diretamente, através de boas escolas, de bons hospitais e bons serviços públicos.

    Veriam que o país arrecada em impostos mais de um trilhão de reais por ano, que o PIB nacional é equivalente a outros dois trilhões de reais por ano e que temos ainda inúmeras outras riquezas, capacidades e possibilidades.

    Veriam também que só de aposentadorias de políticos, marajás, funcionários públicos e amigos, o Governo gasta e joga fora, cerca de 100 bilhões de reais por ano, com o dinheiro que pagamos de impostos. Será que esse povo humilde organizado e alfabetizado politicamente concordaria com isso? Seria esse o destino do dinheiro dos nossos impostos?

    Veriam igualmente que de todas as obras públicas do país, como do PAC, por exemplo, que alçam a cifra do trilhão, ocorrem desvios de cerca de 20% por cento ou mais, com desmandos, maracutaias, desperdícios, etc e que isso resulta em cerca de 200 bilhões de reais por ano. Ou seja: só nos dois exemplos já temos cerca de 300 bi por ano em desvios.

    Veriam, outrossim, que as obras de hoje são feitas de acordo com as prioridades dos políticos e não de acordo com as necessidades reais da população.

    Veriam também que tem possibilidade de descobrir o quanto o Estado do Maranhão ou qualquer outro Estado brasileiro arrecada em impostos e quanto não gasta com o bem estar do povo. Veriam igualmente que tem possibilidade de somar todos os recursos que se desviam no país, seja para o bolso de gente graúda, seja para funcionários públicos, seja para aposentados especiais, seja para sindicalistas e para tantos outros amigos. Veriam que com tanto dinheiro daria para fazer muita coisa boa, bem diferentes e muito melhores que as atuais.

    Veriam ainda que se juntassem todos os mais de 100 milhões de humildes brasileiros e que, se sintonizassem os mesmos anseios e desejos, conseguiriam mudar o destino do país.

    Contudo, veriam também que o sistema político brasileiro não permite que o povo se intrometa em administração pública ou que participe diretamente da elaboração do orçamento nacional ou que opine sobre a aplicação do dinheiro público. Ou seja: descobririam que é melhor continuar analfabetos e confiantes que os Prefeitos, os Vereadores, Deputados, Senadores, Assessores, Políticos, pessoal da CUT, da Força, do Congresso Nacional e Sindicalistas em geral, continuem administrando o seu suado dinheirinho….

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