Avalanche Tricolor: Futebol de quinta, emoção de primeira

 

León (PERU) 1 X 1 Grêmio
Libertadores – Huánuco

A bola que rolou no sofrido gramado de Huánuco não foi redonda como muitos gostariam. Nem passou de pé em pé como nos acostumamos. Menos ainda foi tratada com a precisão que os chutes a gol exigem. Mas foi a suficiente para abrir caminho à próxima fase da Libertadores – a vaga está em nossas mãos. E, convenhamos, é o que buscamos, neste momento.

O jogo modorrento de quinta (-feira), porém, me levou à emoção. Não porque assisti ao primeiro gol de Carlos “Manzembe” Alberto em um raro momento de futebol bem jogado. Até poderia ser pela brincadeira na comemoração, apesar de confessar a você que esperava tal festa em partida mais oportuna. Mas também não foi este o motivo.

Minha satisfação se deu no intervalo da partida, momento em que a SporTV re-lembrou a participação de Renato Gaúcho no título da Libertadores de 1983 quando, espremido por dois marcadores do Penarol na lateral do campo, com um “passe” incrível fez a bola subir mais alto do que o próprio Olímpico Monumental e encontrar dentro da área seu colega de ataque César Maluco que fez o gol do título. Todas estas lembranças narradas na voz de Milton Ferretti Jung, profissional que não preciso mais apresentar a você, caro e raro leitor deste blog.

Que se danem o futebol mal jogado, as caduquices do técnico-ídolo e os jogadores em dívida com sua própria história. A voz emocionada do narrador daquele gol histórico não apenas soou familiar como foi a coisa mais legal que poderia me acontecer nesta quinta-feira de Libertadores.

5 comentários sobre “Avalanche Tricolor: Futebol de quinta, emoção de primeira

  1. Bem lembrado,Mílton. Se não foi um passe de mágica,tratou-se,no mínimo,de um passe mágico produzido por Renato,naquela época em que suas teimosias de hoje não atrapalhavam jogadas como a que resultou no gol de César,num teipe narrado por seu pai.

  2. Nossa, e que jogo de quinta.. Me deu até sono!
    Até o camera dormiu! Você viu que diversas vezes ele não filmava a bola? Tem coisas que só a Libertadores faz por você!

    A matéria do intervalo foi bem emocionante mesmo! Que passe! Que narração incrível! Acabei de achar o vídeo no Youtube, mas a qualidade é tão ruim..

    Sugestão: coloca um vídeo legal desse lance no seu blog! Vou acessar sempre!

  3. Milton,
    Renato será ídolo sempre, mas está na hora de repensar o time. Se não, seremos obrigados a agir como o time do aterro, dispensando nosso ídolo.

    • Fabiano,

      O que mais me incomoda são algumas insistências. No entanto, Renato não deve ser julgado isoladamente, pois a diretoria não lhe deu um atacante a altura do Jonas. O time até consegue tocar a bola, mas ninguém aparece para jogá-la para dentro do gol com precisão. Ficamos dependentes dos chutões para dentro da área a espera de um cabeceio.

  4. Realmente não foi um espetacular, teve momentos que deu até raiva mas o que importa é que não perdemos e mantivemos a segunda colocação rumo a classificação.Concordo com o Fabiano, e também concordo com o Milton muitas vezes criticamos os treinadores mas nem sempre a culpa é deles.

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