Para fazer amigos

Ao caro e raro leitor,

Nos próximos dias estarei distante de São Paulo, longe do trabalho e afastado das notícias. Desconectado ? Provavelmente. Não posso lhe garantir. É meu objetivo, mas vai depender de coragem e obstinação. Desplugar-se é um desafio para quem tem mantido uma relação tão profunda com as máquinas e redes. E isto não é um privilégio meu – se é que assim pode ser chamado; estamos todos nesta mesma situação. Vi agora há pouco – ainda não me desliguei – que o Governo Dilma lança programa de banda larga para que as pessoas possam navegar na internet. Na televisão, o rapaz entrevistado fala de como é difícil a vida sem acesso a rede: fico sem conversar com os amigos, disse ele, para após citar a necessidade de pesquisar para trabalhos na escola. Por prioridade, dialogar com as pessoas vem em primeiro lugar assim que o cabo chegar até a casa dele.

Será mesmo que precisamos destas traquitanas para nos aproximarmos dos outros? Dia desses, meu filho mais velho, ele tem 14 anos, constatou em seu blog fragmento da realidade virtual na qual para fazer amigo, se iludem muitos, basta um clique no botão, bem mais fácil do que na época em que precisávamos conquistar a confiança de um desconhecido, mostrar-lhe nossas habilidades, desnudar nossos pensamentos para, então, ele entrar no rol de amizade. Ou nós entrarmos no dele. A fama do camarada é medida pelo número de amigos que tem no Facebook – os do Orkut não valem mais – ou de seguidores no Twitter. Se não tiver nenhum clique no curtir é sinal de fracasso. Claro que as coisas não podem ser assim. Não são assim. E as férias são um excelente momento para nos testarmos, identificarmos se ainda somos capazes de construir amizades ou preservá-las.

Estarei fora do ar nas duas próximas semanas, devo voltar antes para o Blog e apenas no dia 18 de julho para o Jornal da CBN. Peço licença aos comentaristas e comentadores que sempre se fazem presente por aqui para desligar a chave e somente renovar textos no meu retorno. Sei que o Carlos Magno Gibrail, a Maria Lucia Solla, a Dora Estevam, o Antonio Augusto Mayer dos Santos e meu pai entenderão minha ausência, mesmo que tenham sido voto vencido. Você que nos lê, aproveite a oportunidade para reler esta turma que me acompanha e agrega valor diversificado ao Blog. Basta clicar na coluna dos artigos do lado direito da tela. Cada clique será como uma batida do coração deste espaço, quanto mais cliques mais ele estará vivo, mesmo com o meu sumiço momentâneo.

Aos amigos que conquistei nestes três anos – o primeiro post, envergonhado, foi em 1º de junho de 2008 – obrigado e voltem sempre. Estarei logo ali tentado fazer novos amigos.

15 comentários sobre “Para fazer amigos

  1. GOETHE NOS DIZ : ” A ALEGRIA NÃO ESTÁ NAS COISAS ESTÁ EM NÓS ” .
    TE DESEJO DIAS ALEGRES COM MUITA PAZ NO CORAÇÃO , ATÉ LOGO.

  2. Bom dia sentirei saudades do Milton pois desde que passeia a ouvir a CBN a 5 anos sinto que todos ai sao como amigos mesmo que nos encontramos cada um em seu horario e me desculpem mas o horario do jornal da cbn e o que mais escuto por isso Milton volta logo em amigao adorei o post boas ferias e Deus te abencoe.

  3. Bom descanso, Milton! Com certeza, suas energias voltarão renovadas p/nos ajudar a fazer de S.Paulo, uma cidade melhor para se viver!
    Obrigada, boas férias e curta de montão sua família!

  4. Milton ouvi alguem dizer certa vez que as redes sociais nos aproxima de quem tá longe e nos afasta de quem tá perto ao nosso lado. Meu amigo tem relacionamento com pessoas da Espanha, Italia, EUA e por ai vai, mas quando pergunto pra ele como está o irmão dele, simplesmente responde: tem uns 4 dias que não converso com meu brother por causa da correria. Bom descanso desplugado Milton. Rsss

  5. Tchau para ti e para a tua família, Milton! Sentiremos a tua falta, mas sabemos da importância que há em tirar uns dias de descanso. Desconecte-se mesmo, tu merece, tchê! Até a volta!

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