Brasil: bom na produção, mau na distribuição

 

Por Carlos Magno Gibrail

Dim Dim!

Vaidade e humildade são tudo que precisamos neste momento em que passamos a ocupar a sexta posição no ranking mundial do PIB. Estar atrás apenas dos Estados Unidos, China, Japão, Alemanha e França na produção de riquezas é tão importante quanto ter preenchido o lugar do Reino Unido – potência econômica e política mundial que liderou globalmente de 1820 até a primeira Grande Guerra, quando apresentava um PIB 12,4 vezes o brasileiro.

Previsto inicialmente pela EIU Economist Intelligence Unit da revista The Economist e pelo CEBR Centre for Economics and Business de Douglas Mc Williams, o avanço nacional foi ratificado pelo FMI ao informar que o PIB do Brasil atingirá US$ 2,51 trilhões e o britânico US$ 2,48 trilhões.

É um feito inédito que merece ser olhado como tal. O fato da concentração de renda fica mais visível e mais premente à solução. Se levamos 92 anos para tirar uma diferença de mais de 12 vezes, vamos certamente precisar de tempo menor para empatar uma distância de 3,2 vezes. É o que indica os US$ 39 500 de PIB per capita britânico contra US$ 12 500 de PIB per capita brasileiro. Como o aumento per capita não garante a distribuição mais humana, vamos precisar encarar a tarefa com humildade e determinação.

Corrupção, corporativismo, incompetência administrativa, terão que ser combatidas com educação, saúde, habitação. É hora de agir, mesmo porque o ano de 2015 está aí e o FMI sinaliza que até lá seremos a quinta potência econômica do mundo. 2011 fica na história do nosso país quando a economia ocupa o lugar do futebol, ainda que não percebida por Douglas Mc Williams, o CEO do CERB. Ele ainda nos vê derrotando os europeus.


Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve, às quartas-feiras, no Blog do Mílton Jung


A imagem deste post é da Galeria de CRLSE (Carlos Eduardo), no Flickr

9 comentários sobre “Brasil: bom na produção, mau na distribuição

  1. Bom dia Carlos,
    pois veja que o velho ditado popular estava correto. Realmente, conseguimos tudo o que desejamos.
    ‘Nosso’ Brasil continua hoje o que sempre quis que ele fosse, os seus proprietários. “Fazer do rico cada vez mais rico, para que ajude o pobre a ser cada vez menos pobre” já dizia um deles no tempo em que costumavam não ter pudores em mostrar a cara feia. Estava ouvindo sobre uma assalto à residência cuja violência impressionou a um dos policiais. Esse é também o resultado da vontade dos donos perenes do Estado. Nada a ver com a propaganda que está no ar por estes dias.
    Os donos continuam os mesmos e a vontade ainda é a mesmíssima. Só o que mudou foi a cara, mais bonita e mais brilhante. Os ricos? Esses continuam cada vez mais ricos. Simples assim. Abraço.
    abraço.

  2. Sergio, comentário 1
    Na verdade tivemos alguma melhoria se olharmos para as faixas de extrema pobreza, ou mesmo para a taxa de desemprego em torno de 5%. Embora este pleno emprego se dá com uma base salarial baixa.
    Acredito entretanto que o pior cenário é o da corrupção, onde há visível crescimento, talvez pelo próprio desenvolvimento econômico.
    O recente caso dos magistrados é inadmissível.

  3. Armando Italo, comentário 2
    Armando, vejo uma série de vantagens, desde que a vaidade pela posição não fique distante da humildade em perceber que a produção de riqueza precisa ser distribuída.
    Além disso, o aspecto pecuniário não pode ficar divorciado do cultural e do erudito.
    Boas maneiras, como a que li entre tantos e tantos artigos e colunas sobre o tema, quando um dos jornalistas exemplificou que a seguir a notícia de potência mundial flagrou um cidadão atirando lixo na rua da janela de seu potente veículo.
    E perguntou, será que em Londres aconteceria o mesmo?
    De qualquer forma a marca Brasil se valoriza e, convenhamos estar entre o topo da economia mundial precisa ser comemorado. O que temos que fazer é exigir honestidade e competência dos que estão no poder.
    Vamos nessa?

  4. .
    Concordo e discordo, rsrs!!!
    “Do Povo, pelo Povo e para o Povo”

    Realmente é bom para o país, para a Nação,
    porém para o Povo, ainda fica muito a desejar!!!

    Atrevo-me dizer que na verdade as coisas pioraram,
    porém nós cidadãos não conseguimos ver e mensurar tal,
    pois na verdade acabamos nos atendo ao que “teoricamente”
    nossos funcionários governates afirmam ter e estar fazendo,
    porém a verdade e nada + do que a verdade,
    é que a população tem aumentado, é muito, então se colocarmos / analisarmos proporcionalmente, veremos que na verdade piorou, pelo menos na opnião deste que escreve!!!

    Um abraço e que em 2012 sejamos um Povo mais presente e fiscalizadores do nosso dinheiro, pois mesmo que nossas vidas estejam +-, ainda assim, somos responsáveis pela corrupção, que desvia $ público – nosso – do Povo, para alguns, aumentando a miséria, a falta de oportunidades e novos criminosos, que se juntarmos todas as facções criminosas nas cadeias e penitenciárias, ainda assim, estes não somam nem 1% (um por cento) do $ público que roubado por alguns ou muitos do executivo, do legislativo, do judiciário e empresários de peq, médio e grande porte, que só almejam +$, sem ética e respeito a vida do Povo Brasileiro !!!

    Obrigado!!!
    .
    ass: Douglas The Flash
    .
    http://bonsaiearte.wordpress.com
    http://aluxeh.wordpress.com
    .
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    .

  5. Douglas The Flash, comentário 5
    Douglas se analisarmos sob o aspecto do Marketing, há e continuará havendo uma vantagem para a nossa marca Brasil.
    Pela repercussão ficará mais fácil para todos os produtos e serviços brasileiros.
    Apenas um exemplo, quando o Japão começou a ser potência, até os estilistas japoneses obtiveram mais atenção e respeito.
    Não podemos esquecer que o mundo é capitalista.
    Sob o aspecto da corrupção ainda há esperança. Apesar das caretas do filho do politico em Brasilia, exibida nas primeiras paginas dos principais jornais, e talvez por elas mesmo. Como um pai já maduro, usa uma criança de 9 anos?
    O CNJ , hoje atacado violentamente pelos corporativistas que insistem em empregar parentes e achar subsídios salariais, certamente terá o apoio de parte da imprensa. Menos a Veja, que já declarou não defender a posição do CNJ. Entretanto o editorial de hoje do Estadão é magnifico.
    O que anima é ver sua disposição de combate.
    Vamos nessa.

  6. Concordo com o fato da péssima distribuição de renda problema numero um da sociedade brasileira..Mas o necessario é definir “cómo e o qué” implantar num longo processo que abrange todos os setores da sociedade: trabajo,previdencia,educação,saude, lazer,infraestrutura e muito mais. a fim de reduzir a escorchante diferencia entre de aqueles do andar médio e baixo frente aos minoritários dos andares superiores.Qué sociedade queremos? Como e o que ir implantando para mudar a mentalidade submetida à perversa propaganda e formação educacional baseada nas ambições pessoais quase sem limites?. O desafio não é apelar a religiões. Só nosso inteleto e sentimento.sem evasões nem fantasías. com medidas concretas, serias e palpáveis, implantadas de forma paulatina transparente e sempre sobmetidas.a discussão pública. Entrementes por que a Sra. Dilma nunca da entrevista pública com periodistas de qualquer lugar do mundo como numa verdadeira sociedade democrática é feito?. Péssima e hedionda distribuição de renda e soberbia são dois ítens muito acassalados na psiquis comportamental brasileira. Uma alimenta á outra. Na essencia é mais o que recuamos que o qué avanzamos. Em números absolutos somos uma sociedade campeã de assessinatos. Ninguem pensa o que isso significa?.

  7. Orlando Galvez, comentário 7
    Prezado Orlando, além do sexto lugar e do fato da melhoria das classes mais desprotegidas, é inegável que a concentração da riqueza exige toda a atenção possível.
    Entretanto não podemos deixar de considerar que o tamanho do Brasil confere à tarefa de desconcentração um desafio maior.
    Se verificarmos os 10 primeiros países em PIB per capita apenas os Estados Unidos tem uma população do tamanho próxima ao do Brasil.
    Veja no ano de 2010 em mil dólares : Noruega 84, Luxemburgo 77,Suíça 71,Dinamarca 59,Suécia 50,Holanda 49,Finlândia 47,Estados Unidos 47,Bélgica 45.
    Para 2011 a estimativa para o Brasil é de 12.
    Acredito que a nossa prioridade seja educação,saúde e habitação.

  8. O novo presidente do TJ Tribunal de Justiça de São Paulo, Ricardo Sartori, declarou que é justa a prerrogativa de 2 meses de férias para os magistrados, ao mesmo tempo em que uma das justificativas é a quantidade e a intensidade do processo de julgamento e parecer, a que os juízes são submetidos.
    Compara com o operário, mas esquece por exemplo de cirurgiões, de governadores, do presidente da república, etc
    Dá para perguntar como pode um homem com esta parcialidade ser imparcial no julgamento de casos?
    .

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