Crimes ambientais de abril

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

Enchente em Camburiu - SC

 

A Câmara Municipal de Embu das Artes em São Paulo, e o Governo do Estado de São Paulo aprovaram atos futuros que se transformarão em crimes ambientais dignos de “serials killers” dos mais inconsequentes sob a ótica ambientalista. Nas pessoas de personagens nem tanto conhecidas como o presidente da Câmara de Embu, o vereador PT Silvino Bonfim, e onze de seus 12 colegas, ou da figura deveras notória do governador Geraldo Alckmin PSDB SP.

 

E, hoje, a probabilidade de se agregar pelas mãos do deputado PMDB MG Paulo Piau um terceiro crime, pois o nobre membro do poder legislativo federal mudou o texto do Código Florestal vindo do Senado.

 

Os Corredores Industriais de Embu, o Minhocão do Morumbi e a anistia aos desmatadores, infratores de beira de rio, têm em comum, além do crime ambiental, a evidência de que independentemente da autoridade local, estadual ou federal, há sempre o risco de decisões descredenciadas para exercer o poder sobre as riquezas naturais.

 

Assistimos aos governos dos estados da Amazônia preconizando atividades econômicas em áreas preservadas. Governos municipais em áreas urbanas priorizando os que passam em detrimento aos que moram. Quem vive em Embu não pensa no clima de São Paulo. Quem governa São Paulo não pensa nos residentes e privilegia as obras como fim em si mesmo, com orientação pessoal à política futura. Quem legisla em Brasília pensa talvez antes de tudo na equação política, bem traduzida na célebre determinação do “é dando que se recebe”.

 

Enquanto estas interferências predatórias aos biomas naturais estiverem crescentemente acionadas, a solução só virá diante da implosão do sistema. Com variações climáticas insuportáveis. Ou tal como deverá em breve acontecer no trânsito de boa parte das capitais brasileiras: ruas transformadas em gigantescos estacionamentos e sujeitas a monumentais enchentes. Com ou sem “cachoeiras”. Prato cheio para cineastas como Steven Spielberg ou James Cameron.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve, às quartas-feiras, no Blog do Mílton Jung

5 comentários sobre “Crimes ambientais de abril

  1. Prezado Prof. Dr. Magno Gibrail,

    Levy Fidelix, pré-candidato a prefeito de São Paulo pelo PRTB, sempre apresentou propostas viáveis, factíveis e visando o bem do povo. Para combater as enchentes que assolam, repetidamente, o paulistano, a solução é aprofundar a calha dos rios Tietê e Pinheiros, tampá-los e criar novas faixas de rodagem para os veículos e espaço para novas linhas do Aerotrem.

    Com a intervenção nas calhas destes grandes rios, suas águas ganharão maior velocidade, impedindo que, durante chuvas mais fortes, haja o refluxo para afluentes como o rio Aricanduva e tantos outros, o que provoca as enchentes que geram tanto caos e castigam o paulistano, sempre fazendo a cidade parar em centenas de quilômetros de congestionamentos.

    “É um absurdo o que temos em São Paulo em matéria de enchentes sem solução, as calamidades já existem há muito tempo por que o senhor Kassab não tomou providências, aliás, como os governos anteriores também”, afirma Levy Fidelix.

    Levy Fidelix – Varre a Bandalheira http://www.youtube.com/watch?v=A9w6yrt3Ulo

    Abraços de quem o admira e lhe quer muito bem,

    Nelson Valente

  2. Prezado Prof. Nelson Valente
    As enchentes desta vez trazem a sua palavra de volta. Beneficio e tanto.
    Nesta questão da cidade de São Paulo a história se repete e o Aécio Neves já está dizendo que Serra poderá se eleito prefeito candidatar-se a Presidente.
    Quanto ao Código Florestal, como vimos venceu o “toma lá dá cá”. O que indica que a presidenta vai aumentar sua aprovação, pois certamente irá vetar.E, com a ajuda da mídia.Curiosa foi a reação jornalistica, que puseram as manchetes como derrota da Dilma, quando a derrota foi do meio ambiente. Melhor para ela.

  3. Armando Italo, comentário 3
    Agora surgiu mais uma ação predatória, ao lado do Parque Volpi nas imediações do Morumbi.
    Há inicio de construção de torres. Como se não bastasse o que fizeram ao construir prédios ao lado do Hospital São Luis, onde só existiam casas.

  4. Carlos
    Para o bem de todos, parece que o MPSP esta intervindo em mais esta aberração, abuso das construtoras que mandam e desmandam na cidae apoiadas pelo nossos vereadores e prefeitura.
    Outros trinta predios no Morumbi construidos em áreas de preservação ambiental ja estão sendo investigadas também.

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