Avalanche Tricolor: pelo direito de sermos felizes

 

Grêmio 4 x 0 Figueirense
Brasileiro – Olímpico Monumental

 

 

Tomo a liberdade de começar esta Avalanche escrevendo sobre notícia publicada na semana que antecedeu a vitória deste domingo em lugar de iniciá-la exaltando a equipe pelo excelente resultado. Sei que são raras as oportunidades em que conseguimos marcar quatro gols em uma só partida, em especial contra um time que havia se transformado em calo no sapato tricolor há nove anos – para não fazer nenhum drama, há cinco partidas -, tempo no qual não havíamos conseguido uma vitória sequer em cima deles, jogando em casa. Também seria excitante bater palma para a equipe que se mantém firme e forte no privilegiado G4 há dez rodadas, se não me engano (e é bem possível que me engane) demonstrando um amadurecimento que pode nos dar fôlego para disputar a liderança a partir da virada do turno. Mas como disse, dedico estas primeiras linhas para o que  foi dito e não para o que se fez. Li que Luxemburgo reclamou da postura festiva dos jogadores gremistas após superarem de virada e nos minutos extras o São Paulo, no Morumbi. “Foi uma comemoração como se tivéssemos ganho um título”, criticou o técnico e teria assim encontrado o motivo para a improvável derrota no jogo seguinte contra Portuguesa.

 

Vou discordar do treinador. Se perdemos no meio da semana, que se encontre outra desculpa, pois a festa ao fim da partida com o São Paulo, assim como nas demais vitórias que obtivermos, se justifica e me gratifica. Sabe bem o técnico pela experiência em conquistas no passado que os pontos corridos nos obrigam a entrar sempre com espírito de decisão e cada vitória nos aproxima de nossos objetivos, enquanto os empates e derrotas nos exige esforço redobrado na rodada seguinte. Quero ver sempre nossos jogadores comemorando cada gol como o gol do título. Quero todos anulando o adversário com marcação forte e segura. Quero nossa equipe com a bola no pé, trocando passes com velocidade, driblando quando necessário, chutando sempre que a chance surgir e atuando com a inteligência de quem sabe que aquela partida pode ser definitiva para nossos destinos.

 

De certa maneira foi um pouco o que assistimos hoje à tarde no Olímpico quando atropelamos o adversário, não perdoamos nenhuma falha e vencemos com direito a comemoração de título. Não de título antecipado, mesmo porque este ainda está distante, mas de um título que é construído a cada semana com paciência, raça e criatividade. É o que esperamos no Gre-Nal do próximo domingo, oportunidade de mostrar que temos capacidade para alcançarmos nossos objetivos, neste Campeonato Brasileiro. E de comemorarmos como vitoriosos que somos. De preferência com volta olímpica no estádio do adversário. Prefiro este time faceiro pelas vitórias às caras fechadas e desculpas esfarrapadas das derrotas.

 

9 comentários sobre “Avalanche Tricolor: pelo direito de sermos felizes

  1. O pensamento está se confirmando. Assim que terminou o jogo fatídico do Olímpico, quando perdeu para a Portuguesa, eu havia pensado: “Pobre Figueirense e Inter, vão sofrer as consequências”. Bom, o primeiro já foi, o outro é questão de dias. E ainda temos uma Sul-Americana no meio da semana, a qual me preocupa mais do que o GREnal.

    Foi o dia de estrear camisa nova (aliás, que bela camisa preta), dia em que o artilheiro virou garçom com três assistências, e dia de ver o Grêmio retomar o caminho das vitórias, o qual às vezes resolve desviar de maneira equivocada. Foco (e uma dose de secadas nos líderes) serão fundamentais para o Imortal alcançar seus objetivos.

    Abs

    • Bruno,

      Soma-se a tudo isso, o fato de estarmos descobrindo elenco, também, importante para um campeonato que exige fôlego. Anderson Pico, Leandro, Bertoglio e até mesmo Marquinhos que melhorou em suas participações.

  2. Quebrar um tabu,seja de que tipo for,é sempre saudável. Logo,não importa se o rompimento de uma escrita se deu em jogo contra o Figueirense. Estamos cansados de saber,por outro lado, que,se o adversário é fraco,bom é o golear,como se viu neste domingo. Além desta vitória,devemos ficar felizes porque o Grêmio terá força máxima no jogo da Sul-Americana contra o Coritiba. Não se brinca em serviço. No Olímpico,só se pensarsá em Gre-Nal depois de quarta-feira.

  3. Queridos torcedores tricolores, o que vimos no Olímpico este domingo foi a vitória de um time que está unido. Em outros jogos não se via um jogador dar uma asssitência, pois ele preferia chutar e tentar o gol, e ficar bem com a torcida.
    Neste jogo o Marcelo Moreno deu 3 assistências para os gols do Elano e os dois do Leandro.
    Quando isto acontece é porque eles querem o bem do TIME e não individualmente. É o primeiro passo para uma equipe se tornar campeã. Se vai conseguir alcançar o galo é outro papo, mas estamos no caminho.
    Ninguem da imprensa comentou isto, e votaram o Pico como melhor jogador, espera um pouco seus isentos. O que vocês querem ?????

    PS: O Fernando precisa treinar mais passes, pois ele erra mais de 80 % do passes com mais de 2 metros.

    • Adílson,

      Moreno foi excepcional, o mérito do Pico foi demonstrar recuperação. O lançamento, o pique e o passe que deram no primeiro gol foram, aliás, outra demonstração do que você está chamando de espírito de equipe.

  4. A lamentar apenas o Figueirense, que time ruim, por favor. O Grêmio, que não tem nada com isso, fez sua parte, mas não sei como estes moços decairam tanto de um ano para cá. Enfim, agora Luxa terá que pensar na Sul-Americana, onde o Facundo Bertoglio estará à disposição novamente. Agora, que o Grêmio já pensa no Gre-Nal e que é favorito ao clássico, ah isso é.

  5. As vezes um jogo contra adversário relativamente “fraco” torna-se difícil (Portuguesa). Outras vezes (Figueirense), torna-se incrivelmente fácil. De cara, dava para ver que os gols era questão de minutos.
    Podemos e devemos continuar a pensar alto neste campeonato longo. Banco, como o Milton escreveu no comentário, temos.

    • Gunar,

      E pensar alto é pensar no título. A Libertadores é sempre nosso sonho mas disputá-la como campeão brasileiro nos dá personalidade para mais uma conquista da América.

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