Avalanche Tricolor: Um bom resultado e boas histórias do rádio

 

Atlético MG 0 x 0 Grêmio
Brasileiro – Belo Horizonte (MG)

 

Nesta semana que se inicia, teremos um dia dedicado ao rádio, dia 25, terça-feira, e muitos admiradores do veículo falarão sobre o assunto. Na sexta-feira que passou, gravei programa sobre o tema ao lado de nomes consagrados como Joseval Peixoto, da Jovem Pan, José Paulo de Andrade, da Bandeirantes, e Heródoto Barbeiro, ex-colega da CBN, sob o comando de Haisen Abaki, âncora da rádio Estadão/ESPM, que promoveu o encontro. Na conversa descontraída, me emocionei ao ouvir histórias do passado do rádio e citações feitas ao meu pai, Milton Ferretti Jung, este que você lê às quintas-feiras, aqui no Blog. E das muitas, Joseval contou como eram as transmissões esportivas nos anos de 1960 e 1970. Com histórico muito mais recente no rádio e histórias menos heróicas para levar ao ar uma partida de futebol, recorri às lembranças do Milton pai, que, em junho deste ano, relatou em post a aventura que foi não transmitir partida entre Grêmio e Atlético Mineiro, no estádio Independência, em Belo Horizonte, na década de 60.

 

Os detalhes do feito (ou do não feito) você lê em “Uma boa história do rádio”, publicada no dia seis de junho, mas em resumo o que Milton pai escreveu é que por incapacidade da Radional, operadora nacional responsável por levar as transmissões ao ar, e carência tecnológica, ele e o comentarista Ruy Carlos Ostermann, narraram um jogo inteiro e somente souberam que a partida não estava sendo transmitida para o Rio Grande do Sul, pela Rádio Guaíba de Porto Alegre, minutos antes de se encerrar. Talvez por prudência ou falta de memória, meu pai, tão ou mais gremista do que eu, nunca me disse qual foi o placar daquele jogo, afinal ainda era uma época em que os times gaúchos não eram vistos com o devido respeito pelos clubes do centro do país.

 

Aqueles eram outros tempos, pois hoje as transmissões de rádio e a tecnologia disponível não nos impõem mais este tipo de risco, salvo a falta de energia elétrica nos transmissões e outros quetais. O rádio está, inclusive, na internet. E nós torcedores conseguimos assistir aos jogos pela televisão, ao vivo, com precisão e uma sequência incrível de cenas captadas por câmeras espalhadas em todo o campo. O Grêmio também é outro, foi campeão Mundial uma vez, Brasileiro e da Libertadores, duas, e é visto por seus adversários como um inimigo difícil de superar. É com base nesta imagem que vejo o empate deste domingo contra o mesmo Atlético Mineiro, um dos protagonistas da história radiofônica descrita por meu pai, como um bom resultado para quem ainda tem pretensões de chegar a mais um título brasileiro. Verdade que naquela época, anos 60, também éramos pretensiosos, mas ainda não tínhamos a fama de Imortal Tricolor. E isso conta muito.

6 comentários sobre “Avalanche Tricolor: Um bom resultado e boas histórias do rádio

  1. Aquele Atlético Mineiro x Grêmio ficou na minha memória somente porque narrei 85 minutos daquele jogo e nenhum ouvinte da Rádio Guaíba conseguiu ouvir o meu relato e os comentários do Ruy Carlos Ostermann. Não foi,porém,em razão do meu gremismo que,ao contar a história no blog do Mílton,não especifiquei data e resultado da partida. Na verdade,confesso lisamente,diante do que ocorreu – a falha da Radional – esses detalhes não permaneceram na minha cabeça. Quanto ao jogo desse domingo,resumo-o apenas com esta frase:o zero a zero foi um péssimo resultado para dois times que aspiram o título.

  2. Faltou um pouco de sorte e pontaria, mas não vencemos por detalhes. Um empate realmente não era o que os dois times esperavam. Agora são dois jogos seguidos em casa, para tentar recuperar o prejuízo.

    Abs

    • Bruno e Adilson

      Aquele gol perdido pelo Marcelo Moreno, sem dúvida, foi de mais para o coração. Mas ainda sou muito otimista e quero crer que temos de chegar a cada rodada mais próximo dos adversários, sem querer dar o salto mortal antes da hora.

  3. Brasileiro não vive sem rádio, este era um “bordão” que muito se ouvia. Hoje tantas são as opções de entretenimento que o rádio acabou em minha memória como boas e belas lembranças, não somente como “guaibeiro”, mas como alguém que ficava girando o dial em busca de vozes em OC. E como era bom ouvir jogo em rádio, imaginando o estádio, as jogadas e as emoções que estes narradores nos traziam. E hoje vemos o jogo ao vivo na TV e muitas vezes nos irritamos com os locutores ou comentaristas, que aos nossos ouvidos não nos são simpáticos com nosso IMORTAL TRICOLOR.

    • Gunar,

      E você vem falar em locução de futebol na TV? Vais mexer em um vespeiro, pois conheço companheiros nossos de comentários nesse blog que tem visão bastante crítica em relação ao tema. Mas vale a pena discuti-lo, com certeza. A verdade é que o rádio não é mais essencial, como não o são as demais mídias. Nós não podemos abrir mão é da informação que chega por diversas plataformas. Quem trabalha com rádio tem de estar preparado para este cenário posicionando-se como opção do consumidor de conteúdo.

  4. Temos que lamentar muito este empate, pois o gol perdido pelo MM9 é imperdível para quem quer ser campeão.
    Mas vamos levantar a cabeça que no meio da semana temos outra final, agora pela Sulamiranda, e precisamos trazer pelo menos um empate. Outro jogo dificil.
    Na sequencia pelo Brasileirão temos que fazer os 6 pontos em casa se quisermos ser campeões. Santos e Cruzeiro que nos perdoem mas vamos ter que amassar e vencer.
    Abraços Milton Jung e Milton Ferreti Jung (gol gol gol)

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