Adote um vereador: da petição a indignação, tem de haver participação

 

 

Mesa cheia, gente entusiasmada e ideias a serem levadas a frente marcaram o bate-papo do Adote um Vereador. Como sempre ocorre no segundo sábado do mês, os voluntários sentaram no café do Pátio do Colégio para conversar. Havia pessoas novas o que demonstra que o interesse em saber o que acontece na Câmara Municipal tende a aumentar, apesar das muitas iniciativas de vereadores para impedir o acesso ao Legislativo. São reuniões fechadas, discussões que não podem ser gravadas e, soube agora, vídeos que deixarão de ser armazenados no site da Câmara.

 

O encontro serviu, também, para conhecer a iniciativa de dois cidadãos dispostos a expor os vereadores que temem as investigações contra Aurélio Miguel (PR). A Corregedoria, por iniciativa do vereador Milton Leite (DEM), mais uma vez se negou a cumprir seu papel e deixará que a Justiça procure irregularidades que, por ventura, tenham sido cometidas pelo ex-judoca. Os cidadãos querem denunciar esta farsa, e foram pedir a colaboração do Adote. No Avaaz, abriram petição para colher apoio popular à iniciativa. Esperam que assim alguns vereadores se sensibilizem. Visite o link com a petição eletrônica, e se gostou da ideia assine em baixo. Eu já assinei.

 

Um dos muitos assuntos tratados em diferentes rodas de conversa foi a dificuldade para se mobilizar outros cidadãos a fiscalizar os políticos. Os compromissos pessoais e profissionais se somam as barreiras impostas pelos próprios parlamentares e gestores públicos que tentam restringir ao máximo o acesso à informação, mesmo aquelas que a legislação obriga. E se isto ocorre em São Paulo, imagine nas cidades menores como Cotia, na região metropolitana. Um dos participantes do encontro contou cada coisa que é de arrepiar o cabelo. Vereadores que são despachantes do prefeito, comissões que não se reúnem ou comissões que se reúnem escondidos do público, além dados que não são divulgados fazem parte desta lista.

 

Café, água mineral, quiches, bolo e muita conversa depois, saímos do Pátio do Colégio com a convicção: para cada barreira que um vereador crie, mais um cidadão indignado se somará ao grupo. E na soma desta indignação reforçaremos o controle sobre os políticos.

 

Adote um vereador !

2 comentários sobre “Adote um vereador: da petição a indignação, tem de haver participação

  1. É preciso arregimentar forças para acabar com os segredos que,segundo tudo indica,permitem aos vereadores paulistanos atuarem na contra-mão dos interesses dos cidadãos,para não dizer coisa pior.

  2. Os alunos do Supletivo do Colégio Santa Maria, após brilhante palestra realizada pelos amigos,Sonia,Danilo e Geane,decidiram abraçar a ideia de adotar um vereador.
    Já organizados, estão acompanhando passo a passo cada um dos nossos representantes municipais.
    Gostaram tanto da ideia que formaram um grupo especial objetivando uma visita monitorada à Camara Municipal. Querem saber melhor como se desenvolvem os trabalhos legislativos.
    São alunos com idades variadas de 20 e 81(oitenta e um) anos, dispostos ao engajamento politico.
    Parabens pela iniciativa.
    Todos da Escola gostariam muito que, um dia, você viesse ate aqui para conhecer esse grupo maravilhoso de alunos cidadãos

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