Avalanche Tricolor: me permita tocar a corneta

 

Grêmio 1 x 2 Cruzeiro
Gaúcho – Arena Grêmio

 

Nos melhores lances do primeiro tempo, gostei apenas de três jogadas proporcionadas por Zé Roberto, Barcos e Cris. Não por acaso, três carrinhos para roubar a bola do adversário, sendo o terceiro, cometido por nosso zagueiro, o mais importante, pois abortou jogada perigosa de ataque. Por mais que seja fã incondicional deste tipo de lance, em especial quando o adversário sequer é tocado, a ponto de aplaudir alguns desses momentos, não vou dedicar esta Avalanche a exaltar cada um desses instantes como, aliás, já fiz em outras oportunidades. O resultado desta noite, guardada a devida importância e levando em consideração o fato de que pouco influenciará em nossa classificação, tem de nos ajudar a refletir sobre o time que está sendo construído por Vanderlei Luxemburgo para os desafios da temporada.

 

Se você me permite, em raro momento de “corneteada” deste escriba, alguns aspectos a se pensar:

 

– Dida por melhor goleiro que seja é fisicamente frágil, como mostrou a lesão desta noite.
– O banco de reserva faz mal aos reflexos e ritmo de jogo de Marcelo Grohe.
– A defesa tem defeitos que surgem mesmo nas partidas mais fáceis.
– O esquema com três atacantes prejudica Zé Roberto, isolado e sempre em busca de um companheiro para trocar passe.
– Marco Antonio não é este companheiro que Zé Roberto precisa; aliás se alguém tiver boa memória poderia me dizer quando ele entrou no time e mudou o jogo a nosso favor?
– Ter Welliton, titular, e Willian José, no banco, enquanto Marcelo Moreno assiste ao jogo da arquibancada, não faz o menor sentido.

 

Dito isso, corneta tocada e angústias compartilhadas, fique tranquilo, estou pronto para a próxima Avalanche. Que venha o Passo Fundo, o Fluminense, o Gaúcho, a Libertadores, que venha quem quiser, pois já sacudi a poeira e estou preparado para dar a volta por cima.

3 comentários sobre “Avalanche Tricolor: me permita tocar a corneta

  1. Fui um dos que viram com bons olhos o 4-3-3 montado por Luxemburgo para o jogo dessa quinta-feira. Entendi ser uma tentativa visando a aproveitar três atacantes na partida contra o Fluminense. O esquema não funcionou. Teria sido em razão de se tratar de algo novo e que precisa ser aprimorado nos compromissos que antecedem o jogo da Libertadores? É possível. Outra coisa:não atribuo a falha de Marcelo Grohe no primeiro gol do Cruzeiro. A trapalhada tem apenas um culpado – Werley – não dois,como querem alguns.Os oportunistas dirão,porém,que o goleiro falhou. Deixo-os pra lá.

    • O time pode ter três atacantes, mas tem de ter Vargas que se movimenta bem e resolveria a falta de companhia para Zé Roberto. O primeiro gol sinaliza o que temos visto nos jogos anteriores, uma defesa que não está entrosada, está deslocada, a ponto do zagueiro se transformar em inimigo do goleiro.

  2. Mas gostar de futebol e ser torcedor de time é ter estes momentos, vamos dizer, difíceis de entender. Coisas de futebol quando um time como o IMORTAL TRICOLOR, dito e visto como favorito em qualquer campeonato que disputarmos, perder um jogo como este de quinta-feira.

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