Chocolate vira peça de luxo em loja conceito da Kopenhagen

 

Por Ricardo Ojeda Marins

A marca Kopenhagen abriu a primeira loja conceito – flagship store – no Brasil há cerca de três semanas, comemorando seus 85 anos. O novo espaço fica na esquina das ruas Oscar Freire e Bela Cintra, nos Jardins, em São Paulo, onde funcionou durante anos a sorveteria Häagen-Dazs. A escolha da Oscar Freire foi estratégica para a marca, não apenas por ser um dos endereços mais badalados da cidade e vizinha de grifes como Antonio Bernardo, Schutz e Bang & Olufsen, mas, principalmente, porque sua primeira fábrica funcionou nesta rua.

 

Por ser uma loja conceito, ali os consumidores podem encontrar todos os produtos da marca, além de presentes e itens especiais. A Linha Gifts Luxo Kopenhagen, por exemplo, foi criada com exclusividade para esse novo espaço, e traz uma coleção de produtos como baleiros, vasos, porta-objetos, bomboniéres e porta jóia. A Kopenhagen fez ainda parcerias com marcas Premium para formar sua carta de bebidas, combinação perfeita para acompanhar a degustação de chocolates. Para os apaixonados pela confeitaria francesa, ali pode-se deliciar macarons de sabores como Nha Benta e Lajotinha. Esta é a única loja da marca onde seus clientes encontram frutinhas de marzipan, um dos primeiros doces comercializados por Anna e David Kopenhagen, fundadores da empresa que nasceu em 1928.

 

 

Com projeto da LLAD Arquitetura, a loja possui inovações tecnológicas como um painel de LED interno e com visualização externa para toda a esquina, exibindo imagens de produtos e campanhas da Kopenhagen. Além da preocupação com a arquitetura diferenciada, a marca escolheu a dedo inclusive a vestimenta da equipe, cujos uniformes foram assinados pelo estilista Lorenzo Merlino.

 

Apesar de não ser considerada marca de luxo, a Kopenhagen tem em seu DNA atributos como tradição, história e alta qualidade na fabricação dos produtos, além de política de distribuição, precificação e comunicação seletivas, podendo ser considerada uma marca Premium brasileira que atende ao consumidor de produtos de luxo, tanto quanto outros consumidores, também. A abertura de sua flagship dá mais ênfase à estratégia da marca, que não é somente comercializar chocolates, mas, sim, tratar chocolates como presentes e proporcionar aos clientes experiências e sensações no ponto de venda. A marca investiu também em estratégias de Marketing Sensorial, com aromatizador de ambiente com cheiro de chocolate e sistema de som que interage com os clientes instigando-os a provar suas criações tentadoras.

 

Difícil será resistir!

 

Ricardo Ojeda Marins é Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Atualmente cursa MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

6 comentários sobre “Chocolate vira peça de luxo em loja conceito da Kopenhagen

    • Ricardo,

      A ação da Copenhagen pode servir de referência para produtos que não são considerados de luxo, talvez sequer se encaixem no que você chama de categoria Premium, e costumam estar a disposição dos mais diferentes públicos – e esta marca de chocolate é assim -, mas podem explorar o segmento associando-se a produtos de luxo, ou oferecendo-se dentro de uma perspectiva de luxo (entendendo isso da forma que achar melhor)

  1. Ricardo, muito oportuna a sua exposição, dando informações bastantes interessantes sobre esta realização da Kopenhagen.
    É uma raridade em nosso meio a conservação da tradição e muito mais ainda o resgate da memória de empresas, produtos e serviços.
    Parabéns à Kopenhagen pela história, pelo resgate e pela competência em executá-la.
    Parabéns a você pela forma, pelo conteúdo e pela pertinência de sua tarefa acadêmica e profissional.

  2. Milton,
    Concordo com você! A verdade é que a marca, nesses 85 anos de existência, nunca perdeu qualidade (o que já ocorreu em outras por conta de CUSTOS…), o que inevitavelmente vai atingir consumidores de diversas classes. Ela faz parte da história de nosso país e com essa estratégia vai atingir ainda mais o cliente consumidor do luxo, que na verdade nem sempre consome “apenas” luxo..
    Abração e ótima semana!

  3. Olá Carlos Magno,

    Muito obrigado por seus feedbacks – sempre gentis por sinal!
    Eu achei muito interessante a estratégia da Kopenhagen com a loja conceito. É exatamente o que você comentou: um resgate! Admiro a gestão deles e a competência em nesses 85 anos nunca terem perdido qualidade em seus produtos e em seu atendimento – um desafio pra qualquer marca, mas no Brasil talvez um desafio maior, até por questões de mão de obra qualificada.

    Um forte abraço e ótimo Domingo!

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