Café com cidadania: gente nova e velhos guerreiros presentes no Adote

 

 

Caras novas se juntaram à mesa do café do Pateo do Colégio, no centro de São Paulo, nesse sábado, no encontro mensal do Adote um Vereador. Uma delas, Dona Dolores, que chegou cedo, antes do encontro começar. Veio do Ipiranga e disse que há algum tempo pretendia participar de maneira mais ativa na política. Sentia falta de seguir o exemplo do pai dela que lutou pela democracia durante o Regime Militar. Parecia entusiasmada ao saber que pode ajudar a cidade não apenas controlando o trabalho dos vereadores na Câmara Municipal, mas atuando nos conselhos dos bairros e subprefeituras. Ou, simplesmente, reivindicando melhorias diante dos problemas na estrutura e nos serviços prestados. Deu a entender que o tema cidadania vai passar a fazer parte do conteúdo de sua página no Facebook.

 

Olívia Regina chegou da zona Leste e mesmo atribulada com a escrita do seu Trabalho de Conclusão de Curso da Faculdade de Administração, na Uninove, está disposta a acompanhar mais de perto a política da cidade. Os primeiros cafés ainda chegavam à mesa e ela já estava com o celular nas mãos em busca do nome de algum vereador para fiscalizar. Foi na lista dos 55 parlamentares que representam os paulistanos e no dedo (não a dedo) que chegou ao nome de Claudinho de Souza, do PSDB, a quem se comprometeu controlar a partir de agora. Logo foi assessorado pelo veterano de rede (só de rede) Alecir Macedo, responsável por manter o site e ter criado o aplicativo do Adote um Vereador (aliás, você já baixou nosso aplicativo – clique aqui). Além da experiência com o tema, Alecir conhece bem Claudinho, a quem acompanha de perto nas investidas do parlamentar em alguns bairros da zona norte de São Paulo. Contou, inclusive, que Claudinho costumava bloquear os críticos que aparecem na página dele do Facebook. Quero crer que tenha mudado este hábito. A conferir.

 

As cobranças indevidas do presidente da Câmara Municipal de São Paulo, vereador José Américo, do PT, em função da ausência de cidadãos em reuniões abertas ao público, posições contraditórias de parlamentares em votações em plenário e o aumento do IPTU foram alguns dos assuntos que estiveram no cardápio da nossa conversa. Maria Cláudia Paiva, que divide seu tempo entre o Adote e o Movimento Voto Consciente, confirmou que enviou carta para reclamar do presidente da Casa por considerar a postura dele incompatível com o cargo: Américo fez críticas públicas à diretoria do Voto Consciente que não esteve na reunião de líderes, semana passada, como se a ONG tivesse obrigação de estar presente em todos os encontros da Câmara. Quem é pago para trabalhar na Câmara é ele, se não me engano.

 

Rafael Carvalho contou que pediu explicações ao vereador Ricardo Young, do PPS, pelo voto à favor do projeto que autoriza a Operação Urbana Água Branca, na zona oeste da cidade. Antes de aprová-lo, Young havia apontado defeitos no texto que estava em discussão. Carvalho, depois de trocar e-mail com assessores do socialista, ligou para o celular de Young e ouviu a seguinte justificativa: “conseguimos chegar a um consenso para votar emendas que melhoravam e reparavam as piores partes do texto do Executivo. Assim, acredito que prevaleceu o esforço suprapartidário e democrático construído ao longo do ano”.

 

Pelo celular, por e-mail, por carta e nas redes sociais. Nas reuniões da Câmara, nas audiências públicas, nos encontros de bairros e nas sedes da subprefeitura. Todos os caminhos que o cidadão tiver condições de explorar para acompanhar, monitorar e fiscalizar a política da nossa cidade são bem-vindos neste trabalho que realizamos no Adote um Vereador. Por isso, é tão estimulante ver sempre alguém novo se aproximar da gente, assim como assistir ao retorno de outros e à presença da velha turma que está nesta batalha desde os primeiros dias. O café na mesa fica muito mais saboroso, mesmo em um dia de calor intenso como foi esse sábado.

 

Em tempo: Cláudio Vieira estava em Minas Gerais e participou por alguns minutos da convera através do Facetime. Deliberamos que não será registrada falta ao nosso colega (espero que o vereador José Américo não recorra da decisão).

2 comentários sobre “Café com cidadania: gente nova e velhos guerreiros presentes no Adote

  1. 1) Obrigado aos amigos pelo abono da falta.

    2) Quanto ao vereador que HOJE está presidente: precisa brincar menos, falar menos, não querer “APARECER” pois não tem capacidade para isso e tem a obrigação de trabalhar mais

    Vou desenhar na lousa:

    Povo = Patrão
    Vereador = empregado

    Fui claro?

  2. Claríssimo Cláudio!

    Ontem na reunião de líderes, o digníssimo estava sério. Chegou atrasado como sempre e logo foi anunciando que sairia por volta das 14,50 h para uma audiência na justiça juntamente com o Prefeito. Lógico que foram dar entrada no recurso em favor do aumento do IPTU.
    As duas únicas brincadeiras foram quando chamou o “Liro Alf” (ver. Alfredinho) e R.N. (ver. Ricardo Nunes).
    O que mais me chamou atenção foi a intervenção do ver. Orlando Silva, vice-líder do governo, pedindo aos demais líderes moderação nos comunicados de lideranças evitando bate-bocas partidários. Em respeito ao falecimento do pai do ver. Calvo, no sábado, a sessão foi suspensa e segundo o vereador o momento não era oportuno para debates mais acalorados.
    Mais tarde, surgiu a notícia da demissão do Secretário Donato…

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