Avalanche Tricolor: um jogo de paciência e tolerância

 

Grêmio 1 x 0 Veranópolis
Campeonato Gaúcho – Arena do Grêmio

 

 

Há uma certa impaciência no ar. Das arquibancadas têm-se ouvido bochichos desde cedo como se ninguém estivesse disposto a esperar pelo período de adaptação que os times passam no início de temporada. Veja que, apesar deste espaço ser dedicado ao Grêmio, escrevi na frase anterior times (assim mesmo, no plural), pois é o que tenho percebido em muitos Estados. A mais absurda das cenas foi o que aconteceu no Centro de Treinamento Joaquim Grava, do Corinthians, quando gente criminosa invadiu o local e colocou em risco a vida de profissionais do clube. Bem antes disso, porém, o técnico Osvaldo de Oliveira, do Santos, por duas vezes, durante as partidas, teve de brigar com torcedores que o chamavam de burro já nas primeiras rodadas do Campeonato Paulista, apesar de seu time estar sendo reconstruído com jovens talentos que, aliás, têm feito belas partidas e goleado adversários, inclusive em clássico como ocorreu contra o Corinthians. Ontem foi Paulo Autuori o alvo das críticas dos torcedores do Atlético Mineiro devido ao desempenho frágil de sua equipe no começo do Campeonato Mineiro.

 

Na Arena, as reclamações também surgiram diante de uma performance sofrível no primeiro tempo, quando se repetiram muitos dos erros da partida anterior (e do ano passado). Já disse na Avalanche publicada domingo que também andava com um pé atrás em relação às nossas pretensões, mas que a recomendação de amigos e colegas logo mudaram minha disposição e estou pronto para a temporada. É preciso mais paciência com jogadores que estão sendo submetidos a regime especial de treinamento visando não as partidas do Campeonato Gaúcho, mas a longa temporada de competições importantes como a Libertadores, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro. Neste momento, a musculatura ainda se adapta ao ritmo do jogo, a perna está presa e não acompanha o pensamento, o drible sai truncado e o chute perde a precisão. Alguns conseguem melhor resultado do que outros e não por acaso são os mais jovens os que estão tendo mais destaque. Ontem mais uma vez, assistimos ao talento de Jean Deretti, à presença de Luan e às chegadas de Wendell no ataque. Soma-se a garotada o fato de Barcos ter marcado o gol da vitória, o que sempre nos oferece a esperança de que o goleador está de volta. Tudo isso foi mais do que suficiente para nos manter na liderança do grupo e no caminho da decisão do título estadual. No próximo domingo temos o clássico que se antecipa a estreia na Libertadores (fico pensando quem é capaz de fazer um calendário como este) e tudo que peço é que se tenha um pouco mais de paciência com nosso time. E tolerância uns com os outros. No futebol e, principalmente, na vida.

Jantar no Eleven sai caro

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

Há uma semana, a Comissão de Ética da Presidência decidiu arquivar por unanimidade o pedido de investigação feito pelo PSDB contra a presidente Dilma, por ter incorrido em gastos sem agenda oficial. A Comissão, por norma estabelecida no governo FHC, não tem poder para investigar presidente e vice-presidente da república.

 

A escala em Lisboa da comitiva presidencial, como se viu, rendeu para a mídia espaços e tempo dignos de grandes eventos, o que seria um exagero não fosse o pitoresco das reações dos envolvidos. Menos mal para repórteres e colunistas que puderam preencher suas obrigações, trazendo à pauta política um pouco do luxo do Ritz e do sabor do Eleven.

 

A presidente entrou na discussão e declarou que ela pagou a própria conta do restaurante Eleven, assim como os seus ministros. Valorizando um assunto que apenas beneficiou o chef alemão Joachim Koerper. Entrevistado pelo jornalista Rafael Moraes Moura do Estado, Joachim informou que serviu a Dilma cavala defumada, uma pequena porção de robalo e porco preto alentejano. De sobremesa queijo português. O vinho foi cortesia da casa para todos da equipe da presidente, que foi presenteada no final com duas garrafas de Red por J.Koerper. Além de assegurar que no seu cardápio os preços variam de 32 a 89 Euros, e, portanto mais barato do que os restaurantes de São Paulo e Rio, Joachim ressaltou que já atendeu Nicolas Sarkozy, Alberto de Mônaco, Caroline de Mônaco, José Sócrates primeiro ministro de Portugal, e muitos outros.

 

Pela divulgação orquestrada pela oposição brasileira, Koerper pode estar certo que o merchandising a custa de garrafas de vinho vai render muito ao seu restaurante. Um barato que saiu barato.

 

O PSDB além de não usar devidamente FHC, seu ícone maior, ainda desconhece sua obra. Um barato que saiu caro.

 

Dilma com tantos flancos a serem questionados, ficou como apreciadora do luxo. Um caro que saiu barato.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Conte Sua História de SP: fiz uma música para as caras da cidade

 

Maricéa Martins Zwarg
Ouvinte-internauta da rádio CBN

 

 

Nasci na Maternidade São Paulo, e minha mãe contou-me a história de meu nascimento, e fui lá, eu mesma, conferir o fato há 20 anos, pois meu pai registrou-me falsamente como nascida em Itanhaém, onde moravam, e constatei a verdade: a entrada de minha mãe na maternidade, à Rua Frei Caneca, no bairro da Bela Vista, em São Paulo, Capital, até a hora de meu nascimento e nossa saída. Mas a Maternidade São Paulo fechou as portas, o Banco Safra comprou seu prédio e os arquivos de milhares de nascimentos estão no Fórum da Barra Funda aguardando seu destino. Mas São Paulo, onde nasci, onde morei, trabalhei e vivi por mais tempo, 22 anos, e onde vivo atualmente, é muito mais que uma grande mãe acolhedora amorosa, muito mais que um grande pai provedor material de muitas almas e seres. São Paulo, ou Sampa, é “como o mundo todo”, como bem compôs e cantou Caetano, uma grande fraternidade que abriga uma enorme variedade de tipos humanos de todas as raças, cores, credos, tribos, culturas e expressões. O que Sampa dá-nos diariamente é isso: cultura, conhecimento, variedade de experiências e informação sob à luz da fraternidade, de sabermos que aqui todo mundo é bem-vindo, e o ser incomum, singular, “diferente”, aqui é só mais um, tantas as caras e tipos. Por isso, nessa grande fraternidade, sinto-me , mais que em qualquer lugar, em liberdade, necessidade básica de minha natureza, mais uma em meio a tantas “Caras urbanas”, título de uma letra que compus e que Moacyr Filho musicou, sem aqui perder a naturalidade jamais, e sim, frente à concretude, autenticá-la , e mais, transformá-la, minha natureza, em arte! À São Paulo, à Paulicéia Desvairada dos modernistas, à Sampa de Caetano, terra de todas e todos nós, caras urbanas, minha gratidão, carinho, afetividade, fraternidade devolvida em canção.

 

CARAS URBANAS
Letra de Marycéa
Música Moacyr Filho

 

Caras de São Paulo são todas as caras do mundo
São faces londrinas, nova iorquinas, são tão nordestinas,
mineiras, sulinas, caras do Japão
Caras tão urbanas, são todas as caras humanas
Tão várias as cores, tão densas as dores
Tão raras histórias, profundas memórias, seladas no chão
Cenas de São Paulo são tantas as raças, 
são traços e máscaras nuas nas ruas
Sedentas de espaços, famintas de abraços, carentes de pão
Caras paulistanas são caras sem nome
Das bocas caladas, cansadas, febris
Dos olhos ardentes de fé e de fome, caras de um país,
Caras de um país, caras do Brasil…

 

Maricéa Martins Zwarg é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Você também pode contar mais um capítulo da nossa cidade. Envie seu texto para milton@cbn.com.br ou marque uma entrevista no Museu da Pessoa: contesuahistoria@museudapessoa.net. Mais histórias de São Paulo você encontra no meu Blog, o Blog do Milton Jung, que você acessa pelo site da rádio CBN.

A Avalanche Tricolor está de volta

 

Juventude 1 x 1 Grêmio
Gaúcho – Alfredo Jaconi (Caxias do Sul)

 

 

Faz algumas semanas tenho ensaiado retomar a Avalanche Tricolor, esta coluna que escrevo desde 2007, iniciada praticamente junto com o Blog, com a intenção de revelar meus sentimentos pelo Grêmio, time pelo qual sou torcedor confesso. Pela primeira vez desde que comecei essa maratona, que às vezes me leva a dormir de madrugada para publicá-la após a partida, compromisso que assumi comigo mesmo mas que tendo a cumprir cada vez menos, deixei de falar dos primeiros jogos da temporada. Inicialmente, porque estava retornando das férias no dia em que o Grêmio estreava no Campeonato Gaúcho, depois por falta de motivação provocada não apenas pelo uso do time Sub-20. Estava pouco entusiasmado com as mudanças restritas no elenco, a ausência de contratações que gerassem alvoroço no noticiário e, me desculpe, pelo técnico sem experiência para um ano de Libertadores e no qual não teremos muita paciência para esperar a conquista de um título, nesta ou em qualquer das competições que disputarmos.

 

Inesperadamente se iniciou uma campanha para mudar meu ânimo. Colegas do esporte da CBN disseram que Enderson Moreira poderia se transformar em revelação no comando gremista, assim como foram Felipão, Tite e Mano Menezes. Meu pai, que vocês costumam ler às quintas-feiras aqui no Blog, fim de semana passado, ao vivo, por algum tempo, se esforçou para me convencer de que o elenco era bom, havia mudanças sutis mas importantes, como a troca de Alex Telles por Wendell na lateral esquerda, uma garotada talentosa da base que poderia compor o time, a volta de Marcelo ‘Gremista’ Grohe para o gol, a manutenção de Rhodolfo no papel de Xerife, além dos velhos nomes que, segundo ele, deveriam voltar a jogar à altura de seu talento, tais como Zé Roberto, Kleber e Barcos. A conspiração pela volta da Avalanche ganhou o reforço de dois colegas de profissão, gremistas como eu: Sílvio Bressan, que vive em São Paulo, também, descreveu-me, por telefone, o Grêmio pós-goleada contra o Aimoré, na Arena, como um time taticamente melhor do que no ano passado e com capacidade de conquistas na temporada; e o Bruno Zanette, que mora em Foz do Iguaçu, no Paraná, dos raros e caros leitores deste Blog, pelo Twitter, me cobrou a coluna nesta semana.

 

Atender aos pedidos e se entusiasmar com as palavras dos amigos não foi difícil para um cara sempre disposto a acreditar que ‘agora-vai’, por isso preparei-me neste domingo para assistir ao primeiro jogo do Grêmio na temporada. Meu primeiro jogo, claro, pois nosso time já havia disputado quatro partidas pelo Gauchão, apelido que está bem longe de dar a verdadeira dimensão do campeonato estadual no Rio Grande do Sul. Havíamos vencido duas, empatado uma e perdido uma, campanha suficiente para nos colocar na liderança do Grupo B e bastante razoável se levarmos em conta que o time principal tinha jogado apenas uma partida até agora. Ver a troca de passe claudicante, a falta de criatividade do meio campo e de presença dos jogadores de ataque, além de levar um gol do adversário antes do primeiro quarto de jogo, confesso, abalaram meu otimismo. Parecia estar revendo as partidas do ano passado e sem a esperança de que a mística de Renato Gaúcho mudaria alguma coisa, já que nem ele estava no banco. Dois meninos, porém, me fizeram sorrir novamente e enxergar nosso desempenho com parcimônia: Jean Deretti, que mudou o ritmo do meio de campo e passou a acionar o time pelo lado direito, já que até então só se descia pela esquerda; e Wendell com belíssima jogada que deu início ao gol marcado por ele e contou com a participação importante do próprio Deretti (o pai tinha razão, Wendell é bom de bola).

 

Eu sou assim mesmo. Não preciso de muito para acreditar na nossa capacidade e encontrar aspectos positivos que possam nos levar às conquistas desejadas. Tenho sempre a tendência de acreditar que a força de nossa história será suficiente para nos levar à frente e superar fragilidades. Por isso, preparem-se, pois estou pronto para acompanhar a temporada, certo de que este ano teremos muito a comemorar e disposto a escrever novas Avalanches mesmo que isso sacrifique algumas horas de sono.

 

PS: tem certas coisas que parece jamais vão mudar, por exemplo, os idiotas de plantão que vão para os estádios expor suas frustrações e cometem atos de imbecilidade como os de hoje quando duas bombas foram arremessadas contra o goleiro do Juventude. Precisamos nos livrar dessa gente que além de gerar violência e pôr em risco a saúde física dos demais torcedores, atletas e profissionais que estão no estádio, podem prejudicar o Grêmio.

De Mistérios Lexigramados e Soletrados III

 

Por Maria Lucia Solla

 

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AÉCIO NEVES

 

Olá, caríssimos e valentes leitores,

 

antes de começar a compartilhar os mistérios encontrados em mais um nome de figura pública em destaque, quero lembrar que Lexigrama não faz profecia. Não é oráculo, é descoberta. Apenas descoberta.

 

No nome de Aécio Neves há 8 letras disponíveis, onde só a letra E se repete, aparecendo ali três vezes. As outras, (a, c, i, o, n, v, s) aparecem uma vez. Isso quer dizer que quando Lexigramo o nome dele, posso encontrar palavras que contenham até três Es.

 

Então vamos lá.

 

AÉCIO NEVES não tem DAtA, mas tem VÊNIA, que quer dizer respeito. Não tem NEtO pela falta do t, mas tem AVÔ, confirmando a história, e tem COVAS. Pisciano que é, tem OVAS e de lambuja AVE, mas sem Maria. De nomes próprios e apelidos tem EVA, IVO, NICE, ANE, IVAN, NICO e NICA.

 

Traz no nome NOVE NOVAS e uma referência ao Japão pela palavra IENE. Tem VOCÊ, VOCÊS, NÓS e VÓS. Eu não aparece, o que penso seja bom para segurar o ego, que também não tem.

 

Tem CENSO, que quer dizer cadastramento, e tem CEIA, CEVA E OVNIS (Objetos voadores não identificados), Encontrei CAIO e SAIO, mas tem VENCI, VENCE, VENCES e VENÇO, e também encontrei SOVA.

 

No pacote vem SOA O SINO de AÇO E VAI À SINA, que quer dizer destino, Para VINhO falta o h, mas tem CAVE e SECO e também tem VIÉS e VOA, VEIA e AÇO.

 

Encontrei É O SACI, NÉ? e SACIA, que é do verbo saciar, e não o feminino do personagem.

 

Tem IEE e tem ISO, que considero de bom tom.

 

Agora, que tal brincar de encontrar palavras e mais palavras e sugerir o nome para o próximo Lexigrama? Ou não.

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Mundo Corporativo: Sandra Cabral fala dos desafios na escolha da sua carreira

 

 

O jovem tem a tendência de procurar no mercado a carreira que pretende seguir quando deveria olhar para si mesmo. O alerta é de Sandra Cabral, diretora de Desenvolvimento e Carreira do Grupo DMRH, entrevistada pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Ela recomenda que para fazer a escolha do caminho a seguir é preciso perceber o que mobiliza esse jovem, o que é de seu interesse: “olhe para as coisas e as situações onde você acredita que faz a diferença, a escolha não está fora, está dentro”.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, e pode ser assistido pelo site da rádio CBN: http://www.cbn.com.br. Para participar, envie perguntas e mensagens para o e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados, a partir das 8 horas da manhã, no Jornal da CBN. Aproveite para debater o tema, no grupo de discussão Mundo Corporativo na CBN, no Linkedin.