A Avalanche Tricolor está de volta

 

Juventude 1 x 1 Grêmio
Gaúcho – Alfredo Jaconi (Caxias do Sul)

 

 

Faz algumas semanas tenho ensaiado retomar a Avalanche Tricolor, esta coluna que escrevo desde 2007, iniciada praticamente junto com o Blog, com a intenção de revelar meus sentimentos pelo Grêmio, time pelo qual sou torcedor confesso. Pela primeira vez desde que comecei essa maratona, que às vezes me leva a dormir de madrugada para publicá-la após a partida, compromisso que assumi comigo mesmo mas que tendo a cumprir cada vez menos, deixei de falar dos primeiros jogos da temporada. Inicialmente, porque estava retornando das férias no dia em que o Grêmio estreava no Campeonato Gaúcho, depois por falta de motivação provocada não apenas pelo uso do time Sub-20. Estava pouco entusiasmado com as mudanças restritas no elenco, a ausência de contratações que gerassem alvoroço no noticiário e, me desculpe, pelo técnico sem experiência para um ano de Libertadores e no qual não teremos muita paciência para esperar a conquista de um título, nesta ou em qualquer das competições que disputarmos.

 

Inesperadamente se iniciou uma campanha para mudar meu ânimo. Colegas do esporte da CBN disseram que Enderson Moreira poderia se transformar em revelação no comando gremista, assim como foram Felipão, Tite e Mano Menezes. Meu pai, que vocês costumam ler às quintas-feiras aqui no Blog, fim de semana passado, ao vivo, por algum tempo, se esforçou para me convencer de que o elenco era bom, havia mudanças sutis mas importantes, como a troca de Alex Telles por Wendell na lateral esquerda, uma garotada talentosa da base que poderia compor o time, a volta de Marcelo ‘Gremista’ Grohe para o gol, a manutenção de Rhodolfo no papel de Xerife, além dos velhos nomes que, segundo ele, deveriam voltar a jogar à altura de seu talento, tais como Zé Roberto, Kleber e Barcos. A conspiração pela volta da Avalanche ganhou o reforço de dois colegas de profissão, gremistas como eu: Sílvio Bressan, que vive em São Paulo, também, descreveu-me, por telefone, o Grêmio pós-goleada contra o Aimoré, na Arena, como um time taticamente melhor do que no ano passado e com capacidade de conquistas na temporada; e o Bruno Zanette, que mora em Foz do Iguaçu, no Paraná, dos raros e caros leitores deste Blog, pelo Twitter, me cobrou a coluna nesta semana.

 

Atender aos pedidos e se entusiasmar com as palavras dos amigos não foi difícil para um cara sempre disposto a acreditar que ‘agora-vai’, por isso preparei-me neste domingo para assistir ao primeiro jogo do Grêmio na temporada. Meu primeiro jogo, claro, pois nosso time já havia disputado quatro partidas pelo Gauchão, apelido que está bem longe de dar a verdadeira dimensão do campeonato estadual no Rio Grande do Sul. Havíamos vencido duas, empatado uma e perdido uma, campanha suficiente para nos colocar na liderança do Grupo B e bastante razoável se levarmos em conta que o time principal tinha jogado apenas uma partida até agora. Ver a troca de passe claudicante, a falta de criatividade do meio campo e de presença dos jogadores de ataque, além de levar um gol do adversário antes do primeiro quarto de jogo, confesso, abalaram meu otimismo. Parecia estar revendo as partidas do ano passado e sem a esperança de que a mística de Renato Gaúcho mudaria alguma coisa, já que nem ele estava no banco. Dois meninos, porém, me fizeram sorrir novamente e enxergar nosso desempenho com parcimônia: Jean Deretti, que mudou o ritmo do meio de campo e passou a acionar o time pelo lado direito, já que até então só se descia pela esquerda; e Wendell com belíssima jogada que deu início ao gol marcado por ele e contou com a participação importante do próprio Deretti (o pai tinha razão, Wendell é bom de bola).

 

Eu sou assim mesmo. Não preciso de muito para acreditar na nossa capacidade e encontrar aspectos positivos que possam nos levar às conquistas desejadas. Tenho sempre a tendência de acreditar que a força de nossa história será suficiente para nos levar à frente e superar fragilidades. Por isso, preparem-se, pois estou pronto para acompanhar a temporada, certo de que este ano teremos muito a comemorar e disposto a escrever novas Avalanches mesmo que isso sacrifique algumas horas de sono.

 

PS: tem certas coisas que parece jamais vão mudar, por exemplo, os idiotas de plantão que vão para os estádios expor suas frustrações e cometem atos de imbecilidade como os de hoje quando duas bombas foram arremessadas contra o goleiro do Juventude. Precisamos nos livrar dessa gente que além de gerar violência e pôr em risco a saúde física dos demais torcedores, atletas e profissionais que estão no estádio, podem prejudicar o Grêmio.

4 comentários sobre “A Avalanche Tricolor está de volta

  1. Muito bom voltar a ler a coluna mais gremista da blogosfera! Ontem também foi o primeiro jogo que assisti ao vivo, o restante tinha acompanhado pelo rádio. E já que citou nosso treinador, Enderson Moreira, também fiquei um pouco com o pé atrás quando foi anunciado. Mas apesar de Renato ser ídolo e ter feito, na medida do possível, um bom trabalho, cada vez mais parecia que algumas decisões dele poderiam colocar títulos em risco. Um exemplo, a não colocação de Máxi Rodriguez na primeira partida da semifinal da Copa do Brasil, contra o Atlético-PR em Curitiba. Tivesse empatado com gols, era bem provável que decidiríamos com o Flamengo, onde em finais de Copa do Brasil nos conhece bem.

    Havia rumores de que Celso Roth, que perdeu o Brasileirão mais ganho da história (o de 2008), poderia vir, pois tinha apreço do presidente, mas o mesmo Koff sabia da rejeição da torcida. Os motivos que me fazem acreditar no time, são basicamente os mesmos de todos os gremistas. Tradição, história, experiência e confiança de que Moreira possa ser mais um nome revelado no cenário nacional, assim como foi com Felipão, Tite e Mano Menezes.

    A estreia da Libertadores se aproxima, e aí saberemos do que este elenco pode ser capaz.

    Ah, e lamentavelmente existe retardados infiltrados nas arquibancadas e que mancham o espetáculo, seja no Grêmio, Corinthians, em qualquer time…

    Abraços!

    • Bruno,

      Seu comentário nesse espaço é quase obrigação, afinal foi um dos provocadores que levaram ao retorno da Avalanche que espero conte muitas histórias vitoriosas nesta temporada.

  2. Estava esperando ansiosamente a volta da Avalanche Tricolor. Por incrívelque pareça,porém,só hoje lembrei-me de que já estamos todos – gremistas e secadores – aguardando a segunda Avalanche,isto é,a desta quinta-feira. Uma constataçãozinha:o time ficou bem melhor com Deretti e Luan. Quero ver se o Enderson tem peito de escalá-los no Gre-Nal.

    • Oi,

      Assim que você escreveu, publiquei o texto. Ontem, a noite foi curta para todos os compromissos. Deixei para escrever a Avalanche agora no início da tarde. Espero que concorde com o que vi no time. Seu destaque para Deretti e Luan têm meu total apoio.

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