O Bom Senso não acabou

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

No momento em que o futebol começa a ganhar espaço na mídia e nas conversas do dia a dia com a Copa do Mundo, é uma boa notícia o retorno do movimento que pretende melhorias mais que tardias. À proximidade do evento máximo da FIFA, somaram-se o recorde de Messi, o retorno do fantasma de Grafite, a soltura dos invasores do CT Gravas e a reunião de segunda feira do Bom Senso FC.

 

Enquanto o feito de Messi será difícil de repetir, o de Grafite surgirá sempre que regulamentos mal feitos ou paixões e fanatismos acentuados se apresentarem. Tanto que até em Copas do Mundo já houve entrega de jogos para evitar adversários mais fortes. O próprio Corinthians de Mano já perdeu do Flamengo em jogo em que a vitória favoreceria o SPFC. É o “Vale Tudo” ao que o Alberto Helena se referia no “Bem Amigos” com Muricy. Ao mesmo tempo a liberdade aos invasores do CT corintiano demonstra a disfunção existente entre clubes e torcedores, agravada neste caso pela inacreditável justificativa do juiz.

 

De qualquer forma, o surgimento do Bom Senso FC vem com proposta para reordenar as relações funcionais e hierárquicas entre clubes, federações e jogadores. A reunião no auditório da UNINOVE na Barra Funda reforça a premissa básica dos jogadores envolvidos, que se propõem a promover a mudança de calendário, reduzindo o número de jogos, ao mesmo tempo em que admitem o fair play financeiro, que deverá ocorrer em função da diminuição do trabalho. Ou seja, do número de partidas. O destaque do evento foi a ampla cobertura dada pela mídia e a presença marcante do goleiro Rogerio Ceni cuja atuação teve repercussão geral, e avaliação sem unanimidade. Críticas favoráveis e discordantes apareceram. As positivas ressaltam a amplitude de suas colocações, citando até mesmo os Mensaleiros, ao mesmo tempo em que outras são negativas pelo mesmo motivo, além de apontar diversificação de discursos entre Dida, Alex e Ceni.

 

Efetivamente na fala de Ceni não há como discordar da cobrança aos dirigentes e políticos da atenção às propostas do Bom Senso FC e do pedido de espaço à mídia.

 

A mídia já respondeu positivamente, inclusive a Rede Globo, alvo principal pela importância e poder no âmbito do esporte. Esperamos que dirigentes e políticos façam o mesmo.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

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