Avalanche Tricolor: não perdemos nada, ou quase

 

São Paulo 1 x 0 Grêmio
Brasileiro – Morumbi (SP)

 

 

Há certas amizades que conservamos para a vida e quando estes amigos querem estar ao nosso lado jamais devemos rejeitar o convite. Foi o que aconteceu neste fim de semana no qual um casal de amigos nos proporcionou momentos bastante agradáveis distante da capital paulista, o que nos impediu de estar no Morumbi, na noite de sábado. Eles não tinham obrigação de olhar a tabela do Campeonato Brasileiro nem nós de usá-la como desculpa e desperdiçar o convite que nos fizeram. Existem chances que não podemos perder de jeito nenhum na vida. E nós não a perdemos por completo. Até porque tive a oportunidade de assistir ao jogo pela televisão e acompanhado por bons copos de vinho, fator que deve ter amenizado o impacto do resultado final.

 

Tivemos a chance, e agora me refiro ao Grêmio, não mais ao prazer da companhia dos amigos, de terminar a sétima rodada do Campeonato Brasileiro como líder absoluto. No mínimo, como gostam de escrever alguns colegas do jornalismo esportivo, nós tivemos a oportunidade de dormir na liderança, expressão com a qual não concordo, pois quem dorme no ponto acaba sendo surpreendido, portanto o melhor é estar sempre à frente e atento, especialmente em competição tão equilibrada. Logo no começo, sabendo da parada que teremos na nona rodada, devido aos jogos da Copa do Mundo, cheguei a expressar aos mais próximos que o ideal era terminar esta etapa como líder ou, sem muita pretensão, no grupo dos quatro melhores. Isto certamente daria tranquilidade para Enderson Moreira encaixar melhor as peças no time, testar alternativas táticas e retomar o bom desempenho do início do ano quando arrasamos na primeira fase da Libertadores e passamos fácil até as finais do Campeonato Gaúcho. Houve uma queda de produção evidente e alguns jogadores que estavam se sobressaindo naqueles momentos quase desapareceram, incluo na lista nossa maior esperança de talento, Luan, que, parece, voltou a jogar bem ao vestir a camisa da seleção brasileira. Que seu bom futebol esteja na bagagem quando retornar ao Grêmio.

 

Ainda não jogamos fora a oportunidade de chegar à parada do Mundial em boa posição na tabela, independentemente da derrota de sábado e dos resultados paralelos deste domingo. Com seis pontos nas duas próximas partidas, quarta-feira à noite, contra o Sport, em Recife, e no domingo seguinte, contra o Palmeiras, no Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, ficaríamos em lugar privilegiado, com certeza. E o tempo necessário para ajeitar o time, voltar a atacar mais, chutar mais e marcar (gols) mais seria mais bem aproveitado. Ou seja, se não levarmos em consideração a atuação de alguns dos nossos na noite de sábado, o placar não chega a ser uma desgraça, pois muita gente grande vai deixar pontos no Morumbi e o próprio São Paulo desperdiçará os seus pelo caminho.

 

Não perdemos nada neste sábado; nem o Grêmio por tudo que ainda vem pela frente; nem eu que tive o resultado consolado por excelentes amigos e bom vinho. Agora, como escrevi no primeiro parágrafo desta Avalanche: existem chances que não podemos perder de jeito nenhum na vida. Não é mesmo, Barcos!?

 

(Atualizado na segunda, 6h45)

 

PS1: e após a rodada completa vê-se que o estrago foi pequeno mesmo e lá estamos nós no G4.

 

PS2: hoje, gravo Bola da Vez, na ESPN, com nosso atacante Barcos. O que você acha que eu vou perguntar para ele?

 

A foto desta Avalanche é do site Gremio.net

4 comentários sobre “Avalanche Tricolor: não perdemos nada, ou quase

  1. Gostaria de saber o que se passa com Barcos,contratado pelo Grêmio por ser um goleador. Gostaria,também,de saber por que Enderson,quando se dá conta(ou não se dá?) de que o time,depois de um primeiro tempo mal resolvido,precisa de alguém capacitado para melhorar o ataque. Seu nome é Maxi Rodrígues. Seria interessante que,pelo menos,ele entrasse no início do segundo e não quando restam quinze minutos para terminar a partida.Foi com isso,alíás,que Maxi salvou o Grêmio de um empate.

  2. Milton, acho que já estava na hora de punir severamente atos como aquele do torcedor usando sinalizador nos preciosos momentos finais, quando fez que o Grêmio perdesse o raro minuto a mais (4) concedido.Era o Grêmio que pressionava. E olhe que desta vez a TV facilitou, pois focou o cidadão até o término do foguete. O correto será saber o que aconteceu com o infrator. Se não foi punido, a esta altura deverá estar comemorando o seu minuto de fama.

    • Carlos,

      O curioso neste ato é que a punição deve recair sobre o São Paulo por ser o mandante. Estando o torcedor totalmente identificado em uma arquibancada quase vazia, por que a PM não foi até o local e prendeu o rapaz? Claro que antes de pensar em culpar a polícia ou o próprio SP, devemos enxergar o ato de estupidez destes torcedores que pouco acrescentam ao espetáculo (sem contar que ainda atrapalham o andamento do jogo prejudicando seu próprio time).

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