Dentro da área: geração Y ou coxinhas dominarão o futebol

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

Futebol arte

 

Décadas de acompanhamento de futebol como espectador e apreciador não foram suficientes para que eu pudesse assimilar o 7×1 e o acentuado baixo nível do campeonato brasileiro. Até que Xico Sá, Juca Kfouri, Muricy e, principalmente, o último artigo de Tostão fizeram com que eu enfrentasse a nova e dura realidade. O futebol, até então, um esporte de habilidades naturais, desenvolvidas aleatoriamente em lugares improvisados e quase sempre na periferia dos centros urbanos, se defronta agora com escolas de formação de jogadores. Fatores técnicos, táticos, atléticos e psicológicos são ensinados e desenvolvidos.

 

O Brasil, que por condições culturais, sociais e demográficas soube aproveitar a fase romântica até então, vê-se agora inferiorizado e ultrapassado diante do profissionalismo de países que já sistematizaram o aprendizado do futebol.

 

Diante dos últimos resultados da Copa do Brasil, Xico Sá sugere a eliminação dos níveis, já que times B e C ganharam de equipes A.

 

Kfouri ante o amadorismo dos dirigentes propõe um tratamento empresarial às mazelas das corriolas diretivas. Muitas vezes perenes por décadas.

 

Muricy identifica a falta de escolas para treinadores, mas é Tostão que através do passe chega ao ponto:

 

“Assim como o gol é o objetivo final, o drible é a representação da habilidade, da astúcia e da improvisação, o passe simboliza a técnica e o jogo coletivo.”

 

“Os jogadores não erram muitos passes porque não têm técnica. Erram também porque fazem as escolhas erradas. Por falta de lucidez, para se livrar da bola e pela pressa em se chegar ao gol, dão a bola para o jogador marcado. A bola vai e volta.”

 

Em suma, o jogador precisa, para a sua formação, de ambiente profissional que possa lhe transmitir o conhecimento e o treinamento como de outras profissões. O gap que começa só será evitado se houver total reformulação. Clubes, dirigentes, técnicos e jogadores. O que, convenhamos, não será fácil. Que o Bom Senso se habilite.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

2 comentários sobre “Dentro da área: geração Y ou coxinhas dominarão o futebol

  1. A geração Neymar é a geração de jogadores inventados, craques de marketing, péssimos de bola, desonestos e simuladores. Neymar é o maior exemplo do fracasso do futebol brasileiro, um jogador de mentirinha, idolatrado pela mídia.

  2. Diogoparker,acredito que chegou a hora do futebol brasileiro atender a demanda do mercado atual, que exige produtos completos. O espetáculo tem que apresentar a essência com excelência. O futebol como espetáculo tem que mostrar o jogo em si. Não as encenações, as faltas, excessivas paralizações, a violência e principalmente boa técnica e habilidade. O estádio tem que ser confortável, seguro. A arbitragem tem que ser profissional e tecnológica . Os técnicos precisam ser realmente “professores na matéria futebol”.. Não é isso que esperamos do teatro, do cinema, dos shows?

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