Avalanche Tricolor: piano piano si va lontano

 

Atlético MG 0 x 0 Grêmio
Campeonato Brasileiro – Arena Independência

 

alecsandroflaxgremiobudamendesgetty_l

 

Antes de começar a rodada, costumo passar os olhos na tabela de classificação, identificar os adversários mais próximos, projetar os resultados e calcular em que posição ficaremos ao fim dos jogos. Claro que na minha rodada imaginária, independentemente de onde e de quem estivermos enfrentando, o Grêmio soma os três pontos da vitória, sempre. Os demais perdem ou empatam. Às vezes até seria bom que todos empatassem. Afinal, se posso sonhar, e o time atual tem nos oferecido esta oportunidade, porque não sonhar com o resultado ideal. Curiosamente, apesar de o exercício que realizo, rodada após rodada, sempre acabo desistindo de acertar as combinações de resultados, não perco meu tempo secando os adversários e foco o olhar no Grêmio. Fico na torcida para que se dê um passo definitivo para dentro do G4 e nos aproximemos dos líderes, pois como bem sabe você, caro e raro leitor desta Avalanche, ainda acredito nas nossas chances.

 

Minhas projeções otimistas também revelam em parte minha ansiedade de alcançar logo o que buscamos há tanto tempo. Quero ver o Grêmio o mais breve possível entre os primeiros, quero vê-lo campeão. Tenho consciência, porém, que me cabe guardar esta impaciência e aguardar os resultados. Nossa conquista está em construção e não virá de uma hora para outra; uma caminhada na qual temos de conquistar o maior número de “três pontos” possíveis – inclusive fora de casa -, enfrentaremos alguns empates e, infelizmente, vamos amargar uma ou outra derrota. É inevitável em competição tão longa quanto o Brasileiro. Na partida que fechou a rodada deste domingo, a vitória seria o ideal, um diferencial, pois a conquistaríamos na casa de um adversário que praticamente não perde por lá. Mas nosso time e nosso técnico sabiam que a paciência seria a principal estratégia. Levar para Porto Alegre um ponto pelo empate não nos colocaria no G4, mas próximo de alcançá-lo. A maior vitória não sairia do Independência, mas do conjunto de uma obra que começou a ser construída há algumas rodadas com a reorganização do time, o reposicionamento de alguns jogadores, o equilíbrio na marcação dos zagueiros, a segurança imposta pelos três volantes e a movimentação dos homens mais à frente.

 

Ainda temos muito a crescer e alguns jogadores precisam melhorar a produtividade, mesmo assim enfileiramos quatro vitórias e um empate nas últimas cinco rodadas, e no meio da semana voltaremos para Casa para mais uma partida recheada de nuances pelo passado recente. Felipão, da família Scolari, que tem Verona em sua origem, sabe como ninguém pronunciar, com sotaque e tudo mais, um velho provérbio italiano: piano, piano, si va lontano.

 

A foto deste post é do site Gremio.net

3 comentários sobre “Avalanche Tricolor: piano piano si va lontano

  1. Boa noite Milton. Você é o otimismo Tricolor personificado em pessoa. É claro que em termos de resultado o objetivo alcançado em BH foi sensacional. Agora em termos de futebol jogado é muito pouco pela grandeza do Grêmio. Mas enfim temos que comemorar. Ainda mais que amanhã o Imortal completará 111 anos de muita tradição. Por pouco não festejo junto com o meu time do coração. Acho que minha mãe deveria estar escutando algum jogo do Grêmio pela voz do Milton Jung pai em 1958 e deixou para me parir no dia 16. Mas vamos lembrar que nesse dia nasceu também o saudoso Gremista e poeta/cantor Lupicínio Rodrigues, autor do nosso belo Hino. Saudações Tricolores!

  2. Os provérbios,que demonstram a sabedoria popular,são,em geral,muito interessantes e,como não,verdadeiros. Estão entre eles os de língua italiana,que eu costumava ouvir da boca do meu avô Ferrett,os seja,Vitaliano Ferretti,o nome completo e sugestivo do vovô. Existem alguns adágios bem divertidos. O que o Milton usou como título da sua Avalanche Tricolor – piano piano se va lontano – caiu como uma luva e,dito por Felipão,expressa bem o que representou para o Grêmio. Afinal,posso juntar ao provébio italiano,um bem brasileiro (ou seria português?);”devagar se vai ao longe”. Encerro não com um dito popular,mas comuma recomendação aos gremistas:não apupem Giiuliano. Convém lembrar que Barcos esteve proscrito pela torcida e agora ninguém mais se atreve a o apupar. Giuliano,readaptado ao nosso futebol será muito útil ao time.

  3. Olá Milton Jung, como você sempre sou otimista antes de começar os jogos do nosso Grêmio, mas quando começa a rolar a bola, viro pessimista, principalmente quando Pará e Ramiro continuam no time. Pelo futebol apresentado o empate foi um achado. Voltamos então ao otimismo da próxima rodada, quando a Arena e os gremistas vão ver novamente o frangueiro Aranha. Vitória é o minimo, mas queria uma goleada ….

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