O tráfico de drogas e a morte de crianças

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Minhas colunas que,explico,tratavam quase sempre de histórias do meu passado,tanto as da época da adolescência,da juventude,dos casos e peripécias que vivi ou me contaram sobre colegas,essas muita vezes acerca de episódios cômicos,inclusive os com a minha participação,terão um assunto capaz de deixar-me não só preocupado como profundamente entristecido. Refiro-me às mortes de crianças de idades diversas,vitimadas por traficante. Esses bandidos mais do que nunca passaram a se digladiar e cometem todo o tipo de estrepolias:disputam pontos de tráfico de drogas,fazem-se de amigos em um dia e,em outro,dependendo das circunstâncias, transformam-se em inimigos figadais. A partir daí,num ápice,deixam de ser amigos e promovem,como aconteceu na época de veraneio em Tramandaí,um ataque com toda espécie de armas visando a mostrar ao ex-companheiro quem detém o comando da tráfico na região. Nesse episódio,os que enfrentaram aqueles que estavam em uma residência praiana,tinham até um guarda-costas, que era policial e preposto de um Secretário Estadual,cujo nome prefiro não revelar.  

 

De lá para cá tivemos um aumento da violência. A batalha entre as facções criminosas só fizeram aumentar. Há dois bandos disputando os pontos de tráfico. Aqueles que chegaram“ser amigos”depois do ataque à casa de Tramandaí,piorou consideravelmente após o assassinato de Crisitiano Souza da Fonseca,o Teréu. Esse foi morto por asfixia em um dos refeitórios da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (me engana que eu gosto). A cerimônia fúnebre ficou parecendo o enterro,para não exagerar,de um governador ou outra autoridade pública,jamais a de um traficante dos piores que atuavam em Porto Alegre.Foi necessária a presença da Brigada Militar,que monitorou a movimentação dos “enlutados” companheiros de Teréu. Após o assassinato desse, é dw se perguntar como se vingarão os seus ex-sócios (…)

 

A polícia – desculpem o lugar comum – terá de fazer das tripas coração se quiser enfrentar em condições mais próximas das do inimigo que cada vez mais aumenta o seu arsenal mortífero.Não basta somente evitar conflitos de gangues de traficantes,mas superar os malditos em armamentos. Seria ainda mais lamentável se esta disputa por pontos de tráfico matasse crianças com balas perdidas,dentro ou fora de suas casas,como vem acontecendo ultimamente. O Governo do Estado que trate de municiar quem precisa defender o seu bom nome.

 

Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

3 comentários sobre “O tráfico de drogas e a morte de crianças

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