Marcas de clubes brasileiros crescem 81% em cinco anos e valem R$ 8,32 bilhões

 

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Apesar de não ser a especialidade deste blog (aliás, temos alguma?), volto a tratar do futebol e, por raro que seja, não irei me referir especificamente ao Grêmio, figura central dos textos publicados sob o selo da “Avalanche Tricolor”, mesmo porque o artigo, desta vez, tem muito a ver com o mundo corporativo.

 

Hoje, trago informações que nos dão ideia mais clara sobre o tamanho deste negócio que gira em torno da bola. A consultoria BDO Sports Management acaba de divulgar estudo no qual identificou que, nos últimos cinco anos, houve um crescimento de 81% no valor das marcas consolidado dos 30 maiores clubes brasileiros, chegando a R$ 8,32 bilhões.

 

Pela primeira vez, desde 2011, o Corinthians perde o primeiro posto do ranking, sendo superado pelo Flamengo que vale, agora, cerca de 1 bilhão e 243 milhões de reais. O time paulista apesar de ter se valorizado de um ano para o outro, ficou um pouco abaixo do seu concorrente direto e vale 1 bilhão e 241 milhões. Na sequência, aparecem mais dois clubes paulistas: São Paulo (R$ 878,1 mi) e Palmeiras (R$ 651,2 mi).

 

O primeiro clube fora do eixo Rio-SP a se destacar no ranking é o meu Grêmio (RS) que se mantém como a quinta marca mais valiosa entre os clubes brasileiros, segundo a BDO. Em 2015, a marca Grêmio passou a valer R$ 590,1 mi, pouco acima do seu rival, o Internacional (RS) , que aparece em sexto lugar, e vale R$ 580,7 mi.

 

Neste ano, o Cruzeiro (MG) assumiu o sétimo lugar do ranking, passou a frente do Santos (SP) e se distanciou do Atlético (MG).

 

Confira a posição e o valor da marca do seu time:

 

Valor das Marcas

 

Para chegar a este valor, a BDO coleta informações tais como os dados financeiros dos clubes, perfil e hábitos de torcedores, dados de marketing esportivo, além de informações econômicas e sociais dos mercados nacional e local em que atuam.

 

Os clubes brasileiros têm excelente oportunidade de se valorizarem ainda mais nos próximos anos com a reorganização da modalidade, a partir de mudanças na CBF (o que parece mais próximo dada a crise que a entidade se envolveu) e do enquadramento deles na lei de responsabilidade fiscal do esporte, que faz parte da MP do Futebol.

 

Nessa quarta-feira (dia 17/06), deve ser votado o relatório do deputado Otávio Leite (PSDB) sobre a medida provisória que trata entre outros temas do refinanciamento das dívidas fiscais e trabalhistas dos clubes de futebol profissional. A MP cria o Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (Profut), um instrumento de refinanciamento que exige dos clubes que aderirem o cumprimento de exigências de responsabilidade fiscal e gestão interna.

 

Ao se adaptarem as novas regras, a tendência é que os clubes sejam geridos de forma mais transparente e profissional, fatores que oferecerão confiança aos investidores.

 

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