Conte Sua História de SP: o teatro de Maria Della Costa

 

Por Alberto Juan Martinez
Ouvinte-internauta da rádio CBN

 


 

 

Estava me preparando para festejar os 461 anos de minha, nossa, querida cidade de São Paulo, quando o radinho da sala me fez saber que acabara de morrer Maria Della Costa. Meus 12×8 foram para limites que só Deus sabe.
 

 

A morte desse ícone do teatro brasileiro não podia passar em brancas nuvens para mim.
 

 

Aí, no 72 da Rua Paim, é que fiz a minha entrada pela porta grande como fotógrafo profissional, sendo assistente do empresário que divulgava eventos teatrais.
 

 

Página de ouro da dramaturgia paulista e nacional, a linda gauchita estava ensaiando para pôr em cena a “Prostituta Respeitosa” de Jean Paul Sartré. E eu documentando.
 

 

A peça foi a público com todo o êxito aguardado.
 

 

Outras peças foram ensaiadas e apresentadas: eu, fielmente, acompanhando e respirando todo o encantamento e sensibilidade da paixão teatral.
 

 

Mas todo esse encantamento foi truncado quando a criadora do Teatro Popular da Arte e, logo, do Teatro Maria Della Costa, se exilou em Parati, até seus últimos suspiros.

 

Do terraço do meu apartamento, vejo o Teatro Maria Della Costa, hoje APETEST, jorrando cultura para crianças, adolescentes e maduros todos os fins de semana.
 

 

E como diria Fellini: “ E la nave va”
 

 

Alberto Juan Martinez é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Escreva você mais um capítulo da nossa cidade e envie para milton@cbn.com.br

Mundo Corporativo: Hilton Almeida, da OdontoClinic, fala da tendência no mercado odontológico

 

 

A maior tendência no mercado de odontologia é que o atendimento dos pacientes passe a ocorrer em grandes clínicas, ficando os consultórios para procedimento mais específicos: “para a população em geral, o dentista, a tendência, é que ele vá trabalhar em clínicas” avalia Hilton Almeida, sócio-diretor da OdontoClinic e CEO da OdontoImage. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN, Almeida fala das tendências no segmento e as oportunidades no consultório do seu dentista.

 

O Mundo Corporativo é apresentado, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br, e os ouvintes-internautas podem participar com perguntas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br ou pelos Twitters @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). O programa tem as colaborações de Paulo Rodolfo, Douglas Mattos e Ernesto Foschi.

O luxo online e os programas de afiliados

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Que o marketing online ganha cada vez mais espaço em diversos segmentos, nós já sabemos! No mercado do luxo, apesar de menos agressivo, o modelo também se apresenta com casos de sucesso, e não apenas com lojas digitais. Os programas de afiliação são um exemplo que podem virar tendência no luxo, também.

 

Os programas de afiliação são acordos/parcerias nos quais o webmaster (sites, blogs e outros) se compromete a publicar propagandas (banners/anúncios) em seu site, anunciando produtos e serviços de determinadas marcas. Quando um usuário clica numa dessas propagandas, é direcionado para o site do produto e, se realizar uma compra ou um cadastro, o webmaster ganha a comissão.

 

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Diversas são as plataformas de afiliados no mercado como Lomadee, Uol Afiliados, Hot Words, Afilio e outros. A européia Zanox foi destaque no evento Afiliados Brasil, que ocorreu em maio deste ano, com um case no e-commerce de luxo. A agência de afiliação criou parceria entre a multimarcas global de luxo Farfetch e a plataforma inglesa de otimização de conversão de vendas Yieldify, que gerou um mapeamento de quais produtos os usuários mais pesquisavam no site. De posse desses dados, a loja online conseguiu acelerar o processo de compra em seu site.

 

É essencial ressaltar que, no mercado do luxo, é importantíssimo haver uma gestão de marketing digital rigorosa e seletiva. No caso de programa de afiliados, é recomendável que as grifes de luxo associem-se somente a blogs ou sites que estejam rigorosamente afinados com os conceitos do produto que oferecem e tenham em comum o seu público-alvo, evitando a tão temida banalização da marca.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

 

A foto que abre este post é do perfil de Anna Chernichko no Flickr

Avalanche Tricolor: muito prazer, Grêmio!

 

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Grêmio 3 x 1 Corinthians
Brasileiro – Arena Grêmio

 

Sabe-se que a maior parte dos brasileiros ainda assiste apenas aos jogos que passam na televisão aberta, especialmente na TV Globo. Do restante sabem pelo resumo dos gols nos programas esportivos e algumas notas de rodapé (se é que a expressão ainda caiba em tempos de internet).

 

Exceção aos mais responsáveis e interessados, os cronistas também tendem a saber superficialmente o que acontece nos campos distantes do eixo Rio-SP, mesmo com a informação circulando em alta velocidade.

 

Quantas vezes tive de explicar o que estava acontecendo lá pelos lados da Arena e ressaltar o surgimento de nomes que estavam na base ou foram descobertos em clubes do interior. E sequer estou falando daqueles fatos que se escondem nos bastidores, pois destes também sei pouco.

 

Por isso, jogos como o de hoje, expostos nacionalmente, funcionam como uma espécie de cartão de visita, no qual apresentamos nossas credenciais. E essas foram apresentadas de forma fulminante com os cinco minutos mais bem jogados pelo Grêmio, nesta temporada.

 

Em alguns jogos neste ano já havia me chamado atenção o toque de bola mais refinado, provocado pela qualidade individual de alguns de nossos valores, em detrimento do chutão desesperado que marcou época. Em outros, percebia a trama no meio de campo e no ataque, em um esforço do técnico para dar lógica à movimentação do time. Nem sempre, porém, isso funcionava com a harmonia desejada, especialmente na finalização. Bolas bem passadas acabavam desperdiçadas.

 

A perda do título regional, a baixa autoestima do time e a necessidade de se desfazer do sonho de ver Felipão mais uma vez campeão pelo Grêmio, além das desavenças da cartolagem, criaram uma sensação de frustração. Algo tão forte que levou muitos a colocar sob suspeita o talento de Luan, Mamute, Wallace e do próprio goleiro Tiago, que fez hoje defesas incríveis. Confesso, uma desconfiança que me contaminou em muitos instantes.

 

Hoje, aqueles momentos relâmpagos de bom futebol se transformaram sob o comando do técnico Roger Machado. Tinha-se a impressão de que tudo conspirava a nosso favor (menos o árbitro, lógico!). A bola passava de pé em pé, ia para frente, voltava para trás, retornava pelas alas, encontrava alguém livre no meio e era entregue com açúcar e afeto a quem se apresentasse. Jogadores da defesa, dos lados, do meio, do meio para frente e do ataque deslizavam pelo campo em movimentos coordenados que surpreendiam a nós mesmos.

 

Com um futebol envolvente e arrasador do início da partida e com a marcação compacta e precisa do segundo tempo, o Grêmio e seus jovens se apresentaram, nesta noite, ao Brasil. Muita gente ficou embasbacada com o que assistiu. Com sagacidade, Xico Sá, em seu Twitter, chegou a colocar “Grêmio”e “futebol-arte” em uma mesma frase:

 

Twitter

 

Exageros e ironias à parte, sabemos que nesta noite tudo que poderia dar certo, deu certo. Até mesmo quando cometemos nossos erros. Se vamos repetir esse desempenho, só vendo para crer!

 

Agora, independentemente do que venha a acontecer na próxima rodada:

 

– Muito prazer, Grêmio!

 


A foto deste post é do perfil oficial do Grêmio no Flickr

Estamos perdendo de 4×1 em produtividade

 

Carlos Magno Gibrail

 

Metalurgica-Eberle

 

Um trabalhador americano vale por quatro brasileiros. É o que retrataram na Folha de domingo, Claudia Rolli e Álvaro Fagundes em oportuna matéria sobre produtividade trazendo os resultados de estudo do Conference Board.

 

O Conference Board, entidade norte-americana, pesquisou 1200 empresas públicas e privadas de 60 países para comparar o PIB per capita da mão de obra. Este trabalho é realizado desde 1950 e apontou que neste período tivemos uma melhoria em 1980, mas voltamos ao patamar inicial.

 

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Autoridades especializadas foram consultadas e relataram os seguintes fatores causadores desta situação: carga tributária, riscos cambiais, juros altos, poucos acordos de livre comércio dificultando o acesso a bens e serviços inclusive os de maior tecnologia, dificuldades burocráticas ao acesso de professores, técnicos e cientistas estrangeiros para trabalhar aqui, e mobilidade urbana caótica. Enfim, todos, fatores emanados do poder público, enquanto as empresas nacionais oferecem em média 30 horas de treinamento ano, e o americano recebe 120 a 140 horas.

 

Da parte do trabalhador, tanto o intelectual quanto o operacional, é preciso uma revolução cultural, pois hoje, não se identifica uma responsabilidade social e civilizada. A nossa cultura não valoriza aspectos essenciais como pontualidade, respeito aos horários, e aos menores detalhes organizacionais. Compromissos são desmarcados, horários não são cumpridos, superiores são inacessíveis. Tom Peters, renomado autor corporativo, disse aqui em palestra que o executivo brasileiro não atende telefone, e ligou na hora para o Fred, dono da Fedex, e o próprio Fred atendeu.

 

O baixo nível de leitura, talvez explique que a média dos nossos anos de estudo seja de sete, enquanto os americanos ficam de 12 a 13 anos na escola. Ou, será que é ao contrário? E, olhe que as escolas não exigem pontualidade e liberam celulares e computadores em sala de aula.

 

Haja produtividade!

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.