Um olhar sequer sobre os flagelados no RS e muitas pedaladas por aí

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Nada do que a Presidente Dilma faz ou deixa de fazer me surpreende. Li, por exemplo, que ela visitou mais uma vez Porto Alegre, onde sua família mora,mas não pôs os olhos, do alto de um helicóptero ou avião, nos desgraçados da sorte: os que viram suas casas ruirem e perderam todos os seus parcos pertences com as enchentes.

 

Os gaúchos flagelados, que vêm sofrendo com a subida das águas, que exigiram a colocação de sacos e sacos de areia nas comportas do porto para evitar que o Rio Jacuí despejasse as suas águas no Guaíba, e outras pessoas menos prejudicadas pelo mau tempo, mas que também sofrem com a falta de energia elétrica em suas residências, pelo jeito, não mereceram um rápido olhar,mesmo que não sejam conterrâneos da Presidente.

 

Creio que a nossa gente não tem razão alguma para gostar de uma autoridade que, nesta altura,não deve ter adeptos por essas bandas.

 

Não bastasse o descaso presidencial com as pessoas que estão enfrentando todas as espécies de sofrimentos no Rio Grande do Sul, levei um susto ao ler a manchete postada por Zero Hora em suas páginas 6 e 7: ”PEDALADAS EM OBRAS FEDERAIS”.Trabalhos que estavam em andamento pararam ou tiveram o ritmo reduzido em razão da falta de recursos. Prazos de entrega estão sujeitos a estourar, por exemplo,como o da segunda ponte do Guaíba. Já estávamos acostumados com esses problemas. Existe, porém, outro mais doloroso: o desemprego em massa.

 

A matéria de Zero Hora refere-se à situação caótica que foi criada pelas “pedaladas” presidenciais. Dona Dilma está mais preocupada com a aprovação da CPMF, imposto que, no entendimento da Presidente, vai “salvar a pátria”. Pedala, Dilma, pedala. Não vou citar quantas mais ela dará,além das que já deu.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Um comentário sobre “Um olhar sequer sobre os flagelados no RS e muitas pedaladas por aí

  1. Um pena, realmente!
    Estado tão produtivo e de gente tão importante.
    E ela vive pedindo aos parlamentares para deixarem a política de lado e trabalhar para a causa pública.
    Ela vai pedalar tanto que cairá da bicicleta.

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