E foi dada a largada!

 

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A rivalidade entre Rio de Janeiro e São Paulo não é novidade. Do campo político aos gramados de futebol, a turma dos dois estados —- em especial das duas capitais —- nunca deixou barato para o outro lado. Na música, na moda e até nos hábitos entorno da mesa do boteco as diferenças sempre foram motivos de discussão.

 

Como vim do Sul, nunca me meti nessa história — até porque sei de alguns gaúchos (não é mesmo, Getúlio?!?) que mais causaram confusão do que ajudaram a apaziguar os ânimos. Por isso, fiquei com um pé atrás logo cedo quando vi no meu WhatsApp o tema proposto para o bate-papo matinal com meus colegas que apresentam o CBN Primeiras Notícias, diretamente do estúdio do Rio de Janeiro: “vamos falar dessa briga entre RJ x SP?”.

 

Era muito cedo e o olhar ainda estava embasado pelo sono, o que me fez demorar um pouco para entender que a discussão que pretendiam promover tinha como foco a disputa pela sede do Grande Prêmio de Fórmula 1, provocada pelo desejo do presidente Jair Bolsonaro de levar o evento de volta para o Rio, onde já foi disputado nos anos de 1978 e de 1981 a 1989 — ideia rechaçada pelo governador João Doria que empunhou a bandeira da resistência em nome de São Paulo.

 

Essa é uma briga de cachorro grande.

 

Primeiro, pelo fato de contrapor desejos de dois dos maiores e mais importantes estados brasileiros.

 

Segundo, tem como foco um dos principais eventos esportivos anuais do planeta, a Fórmula 1, que só no ano passado rendeu à capital paulista R$ 344 milhões e gerou perto de 10 mil empregos.

 

E para fechar o circo, é protagonizada por duas lideranças políticas do momento.

 

De um lado temos o presidente Jair Bolsonaro que nos últimos dias rasgou a fantasia. Ele que criticava a possibilidade de reeleição durante a campanha, a ponto de considerá-la responsável por parte dos malfeitos da política nacional, não esconde o desejo de concorrer a mais um mandato, mesmo que não tenha completado sequer seis meses do primeiro. Dá a impressão de que o palanque eleitoral é seu palco preferido.

 

De outro lado, temos o governador João Doria que sempre revelou sua ansiedade pelo poder, a ponto de ter interrompido o trabalho na prefeitura para disputar o Governo do Estado, quando até os cupins do Palácio dos Bandeirantes sabiam que o sonho dele era mesmo o Palácio do Planalto.

 

Semana passada, os dois já haviam ensaiado uma disputa constrangedora. Durante visita conjunta ao Centro Paraolímpico Brasileiro, em São Paulo, provocado por Bolsonaro, Doria aceitou o desafio de fazer exercícios de flexão de braços —- sabe aquelas brincadeiras sem graça de adolescentes em busca de afirmação? Pois é, foi isso mesmo que eles fizeram.

 

Agora, resolveram exercitar outra parte do corpo muito apropriada aos políticos: a língua.

 

Bolsonaro falou, ontem, que a F1 tem 99% de chances de ser do Rio e cutucou o governador paulistano afirmando que se ele é pré-candidato à Presidência deve pensar no Brasil em primeiro lugar.

 

Doria não se fez de rogado. Respondeu que não é hora de eleição, mas de gestão. Hoje, voltou ao tema após receber o CEO da F1, Chase Carey — o mesmo que esteve na companhia do presidente um dia antes. Em lugar de apenas defender sua posição, acelerou contra o concorrente ao ironizar o local onde o Rio quer construir o autódromo: em Deodoro só da para chegar de cavalo, disse o governador paulista.

 

Como falei logo cedo e reitero aqui, essa é uma briga de cachorro grande e não vou me meter nela de graça, até porque Bolsonaro e Doria demonstraram que o Grande Prêmio de Fórmula 1 é apenas coadjuvante nessa disputa. Em jogo está o espaço que cada um ocupará no grid de largada das eleições de 2022. Sim, políticos tem sempre o olhar voltado para o futuro. Deles.

Entrevista: presidente da Fiat Chrysler é contra novas isenções para o setor

 

 

O ano de 2017 se iniciou com resultados abaixo do esperado e a previsão de retomada das vendas é apenas para 2018, segundo o presidente da Fiat Chrysler Stefan Ketter. Em entrevista ao Jornal da CBN, o executivo disse que é contra a concessão de novos benefícios às fábricas de automóveis. Para Ketter o que o setor mais precisa neste momento é de previsibilidade e regras: “Sabemos que tudo isso que sempre acontece são fases artificiais que antecipam demandas. Temos que construir de forma bastante sustentável”. Os investimentos em carros autônomos também são temas da entrevista com o presidente da montadora.

Mundo Corporativo: Maria Tereza Gomes diz o que aprender com a aventura dos CEOs rumo ao topo da empresa

 

 

“Os presidentes de empresa, eles não tendem a estagnar diante dos problemas, eles tendem a superar esses problemas, eles continuam na batalha, eles não param – ah, vai chorar com a mamãe – eles vão brigar contra o dragão, eles vão vencer os inimigos, eles vão encontrar uma maneira de continuar sua jornada”. A afirmação é da professora e jornalista Maria Tereza Gomes em entrevista ao programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Autora do livro “O Chamado – você é o herói do próprio destino”, Maria Tereza fala das aventuras, batalhas, guardiões, dragões e conquistas que fazem parte da nossa jornada profissional. E apresenta algumas questões que precisamos ter bem definidas antes de aceitarmos um novo emprego.

 

Na entrevista com o jornalista Mílton Jung, ela sugere que ao ser convidado para um novo emprego ou função, você responda a três perguntas:

 

Você está pronto para aquilo (tem as competências necessária)?
Você se sente confortável (faz parte dos seus valores)?
Você vai estar com pessoas que você gosta (gente que vai ajudar você a se desenvolver)?

 

Para saber mais, assista ao vídeo do Mundo Corporativo.

 

O programa é apresentado ao vivo, às quartas-feiras, no site e na página da Rádio CBN no Facebook. E aos sábados é reproduzido no Jornal da CBN.

Mãos Talentosas: A História de Benjamin Carson

 

 

FILME DA SEMANA:
“Mãos Talentosas: A História de Benjamin Carson”
Um filme de Thomas Carter
Gênero: Biografia
País:EUA

 

A História do neurocirurgião talentosíííííssimo Ben Carson – sim, o atual candidato a vaga à presidência dos EUA.

 

Por que ver:
A vida deste homem é repleta de superações. Ele era pobre, não tinha pai, sua mãe analfabeta e ia mal na escola… Mas com muito eforço e estudo, se torna uma lenda viva ao separar, com sucesso, dois gêmeos siameses ligados pelo cérebro…

 

Eu amo biografias, e de médicos então… Esta história é imperdível e um grande exemplo de alguém conseguir por puro mérito um lugar ao sol.

 

Como ver: Pega aquela molecada preguiçosa para estudar e vejam juntos… hoje em dia sinto muita falta de heróis, e este certamente é um deles.

 

Quando não ver: Esta desconfiado que o lançamento do filme e a candidatura do Sr. Ben não foi nenhuma coincidência e, portanto, vai boicotar o filme? Vai fundo então, mas aviso que você vai perder um filmaço!

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos e agora está te desafiando, vai amarelar?

Um olhar sequer sobre os flagelados no RS e muitas pedaladas por aí

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Nada do que a Presidente Dilma faz ou deixa de fazer me surpreende. Li, por exemplo, que ela visitou mais uma vez Porto Alegre, onde sua família mora,mas não pôs os olhos, do alto de um helicóptero ou avião, nos desgraçados da sorte: os que viram suas casas ruirem e perderam todos os seus parcos pertences com as enchentes.

 

Os gaúchos flagelados, que vêm sofrendo com a subida das águas, que exigiram a colocação de sacos e sacos de areia nas comportas do porto para evitar que o Rio Jacuí despejasse as suas águas no Guaíba, e outras pessoas menos prejudicadas pelo mau tempo, mas que também sofrem com a falta de energia elétrica em suas residências, pelo jeito, não mereceram um rápido olhar,mesmo que não sejam conterrâneos da Presidente.

 

Creio que a nossa gente não tem razão alguma para gostar de uma autoridade que, nesta altura,não deve ter adeptos por essas bandas.

 

Não bastasse o descaso presidencial com as pessoas que estão enfrentando todas as espécies de sofrimentos no Rio Grande do Sul, levei um susto ao ler a manchete postada por Zero Hora em suas páginas 6 e 7: ”PEDALADAS EM OBRAS FEDERAIS”.Trabalhos que estavam em andamento pararam ou tiveram o ritmo reduzido em razão da falta de recursos. Prazos de entrega estão sujeitos a estourar, por exemplo,como o da segunda ponte do Guaíba. Já estávamos acostumados com esses problemas. Existe, porém, outro mais doloroso: o desemprego em massa.

 

A matéria de Zero Hora refere-se à situação caótica que foi criada pelas “pedaladas” presidenciais. Dona Dilma está mais preocupada com a aprovação da CPMF, imposto que, no entendimento da Presidente, vai “salvar a pátria”. Pedala, Dilma, pedala. Não vou citar quantas mais ela dará,além das que já deu.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Com a palavra, o presidente

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Há algumas semanas, comentei em meu artigo aqui no Blog do Mílton Jung sobre a deficiência e falta de personalização no atendimento de bancos brasileiros. Foi dado um exemplo específico onde eu mesmo fui o cliente insatisfeito e perplexo pelo atendimento que até aquele momento havia recebido.

 

Justo reclamar quando nos sentimos prejudicados ou mal atendidos, com certeza. Justo, também, elogiar quando o atendimento está a altura do que esperamos.

 

Naquele momento, eu reclamava do serviço prestado pelo banco Itaú Personnalité que havia retirado pontos e benefícios de meu cartão de crédito.

 

Cansado do atendimento mecanizado, que apenas negava minhas contestações e insatisfações, resolvi enviar o registro de minhas reclamações para o presidente do banco. Sim, o presidente Roberto Setubal. Para minha surpresa, no dia seguinte, recebi contatos das áreas de Qualidade e Ouvidoria da organização.

 

Ao contrário do atendimento que havia sido prestado até então, além de assumir o compromisso de cuidar das minhas solicitações e reclamações, conversei com funcionarias atenciosas, especializadas e com profundo conhecimento dos produtos do banco. Elas não apenas prestaram as informações corretas referentes às minhas indagações quanto ao Programa Sempre Presente, como pediram desculpas pelo transtorno causado até então. Após a análise, as milhas reclamadas foram devolvidas e a política de pontuação do programa dos cartões mais bem esclarecida.

 

Esse caso mostra algo que é essencial em qualquer negócio: o olhar do dono, do criador, do fundador. Aliás, uma lição que os brasileiros já haviam aprendido com o Comandante Rolim Amaro que recebia os passageiros da TAM no pé da escada do avião e os estendia tapete vermelho.

 

Obviamente sabemos que em empresas gigantes como os bancos, é impossível que cada processo da organização passe pelos olhos do dono. Ou do presidente. No caso que tratamos, foi necessário chegar até ele para um cliente ser atendido com a dignidade e respeito que todos os demais merecem.

 

Centrais de atendimento enormes com um número grande de atendentes versus uma quantidade grande de clientes são passíveis de erros. O nível de competição que temos hoje e o acesso às informações têm tornado os clientes mais exigentes. E investimento em treinamento e capacitação das equipes é essencial.

 

Independentemente do tamanho da empresa, a chave do sucesso hoje nas organizações é uma estratégica gestão de pessoas, com política de valorização do capital humano. Afinal, produtos não mudam tanto de uma empresa para outra. O verdadeiro diferencial está no atendimento, no relacionamento no conhecimento que seus funcionários têm dos produtos e na forma como encantam (ou não) os seus clientes. É fundamental também dentro dessa gestão mapear e desenvolver líderes com uma efetiva gestão de desempenho.

 

Os clientes das empresas, sejam bancos, lojas ou outros tipos de negócios, estão nas mãos das pessoas.

 

Sua empresa tem as pessoas certas para atender, entender e encantar o seu cliente? Sua empresa investe na seleção, desenvolvimento e capacitação de seus profissionais? O líder maior da corporação está disposto a encarar este desafio?

 

Fique atento, é provável que os seus concorrentes digam sim para todas estas perguntas.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung

 

A foto deste post é do álbum de Verlaciudad, no Flickr

Rezemos, é o que resta

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Não há mais muitas coisas nem loisas neste mundo que me espantam. Só o que está acontecendo no Brasil já seria suficiente para me deixar em estado de alerta quando eu era mais novo.Pensei que tivesse lido tudo o que a mídia faz questão de divulgar,seja algo positivo ou negativo. E olhem bem tudo o que a TV, os jornais, as rádios e as redes sociais se desdobram para nos contar e, mesmo assim,há episódios que me enraivecem,me alegram,me entristecem ou me deixam indiferente.

 

Vou fazer uma confissão: um senhor idoso,do alto de seus 93 anos,surpreendeu-me. Seu nome é Hélio Bicudo. Duvido muito que os adultos se lembrem dele,embora o sobrenome chame a atenção por ser um tanto estranho.Tinha esquecido dele. Foi presidente do PT quando esse partido era muitíssimo mais sério do que hoje em dia.O Partido dos Trabalhadores representava um classe social respeitável,bem diferente dos que estão sendo presos pela operação Lava-Jato por força de suas falcatruas. O que fez esse cavalheiro,repito, de 93 anos,idade que não influiu no seu intelecto? Pode ter sido espantoso,mas Hélio Bicudo pretende que a Presidente Dilma seja destituída do seu cargo. Razões não lhe faltam. Basta ler a Zero Hora dessa terça-feira:

“Orçamento da União tem rombo de 30,5 bilhões e inclui aumentos de aliquotas sobre eletrônicos e bebidas para elevar receita. Salário mínimo previsto é de R$865,50.”

Enquanto isso,a maioria dos Estados está com sérios problemas,haja vista o que ocorre com o Rio Grande do Sul. Ivo Sartori viaja para Brasília a fim de tentar o desbloqueio das contas do Estado. Ao mesmo tempo,o Rio Grande talvez tenha de enfrentar greve até sexta-feira. Como escrevo na terça-feira visando a entregar o meu texto até quinta-feira,algumas coisas podem se alterar,tanto para melhor quanto para pior.A Brigada Militar e a Polícia Civil são categorias cuja greve,por óbvio, são as que mais preocupam a população. E não é somente o povo que se preocupa com os brigadianos em greve. Essa chegou também ao comandante-geral da Polícia Militar e a maior prova disso é o fato de o comandante ter resolvido dormir no quartel. O coronel Alfeu Freitas,às 6 da manhã,já estava reunido com os seus comandados. Na noite de terça-feira, Freitas, atendendo pedido do Secretário de Segurança, Wantuir Jacini esteve no QG a fim de saber a situação do policiamento e reconheceu que os atendimentos estavam reduzidos. Rezemos para que não ocorram desmandos na cidade para que a BB não seja chamada a intervir.

Governos, ministros e drogas nas notícias do meu dia

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Estou escrevendo,nesta terça-feira, o que vai ser publicado na quinta. Destaquei, em minha ótica,é claro, as notícias que considerei as mais auspiciosas divulgadas pela mídia hoje. A primeira diz respeito à decisão da Presidente de diminuir 10 ministérios dos 39 que compõem o seu rol de ministros,dos quais muitos o caro leitor nem sabia nome e função. Era um exagero,sem dúvida. Às vezes,porém,são tantos os interesses que a primeira mandatária,provavelmente,imaginasse que,de alguma maneira,fossem pessoas úteis ao seu governo. Como se percebe pela reviravolta que retirou essa turma da lista de Dona Dilma,a presença deles – ou delas – apenas depunha contra a atual situação econômica governamental.

 

Como se ficou sabendo – ou até já se sabia – a crise era maior do que a teimosia da Presidente em manter o seu timão ministerial. Ela reconheceu que errou. Pena que tenha demorado a descobrir que 39 ministros custam muitíssimo caro. Aliás,os rumores de que o homem das finanças do governo,Joaquim Levy,estaria ou,mais do que isso,estava disposto a pedir demissão do cargo pioraram a história. Sua provável decisão seria terrível. Será que exagero?

 

Inicialmente,foi espalhada a informação de que o ministro Levy viajara para os Estados Unidos,sem compromissos oficiais. Ele depois negou que fosse a Washington. Isso também foi desmentido. Disseram,então que Joaquim Levy fora ver a menina (sua filha) que iria morar na China. Com ou sem Levy,o reconhecimento de Dilma de que tinha de desfazer-se de 10 ministros era uma admissão da grandeza da crise econômica. Não esqueçam,por favor,que entrego esta coluna entre terça e quarta-feira. Digamos que,por enquanto,Levy é o ministro das finanças do governo de Dilma Rousseff.

 

Escrevi no início do meu texto que,dentre tantas notícias,havia outra que me chamara a atenção.Por falar em ministros,há dois,no momento,ambos atuando no campo da justiça,que tem pensamentos diferentes sobre a mesma questão. O ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Edson Fachin divulgou de que usará o prazo regimental para julgar o processo que discute se é crime ou não o porte de drogas para consumo próprio. Sua intenção,conforme a sua assessoria,é liberar a sua decisão até 31 de agosto. Já o ministro Gilmar Mendes vai votar a favor da descriminalização. Para ele,a pessoa tem direito de colocar em risco a sua própria saúde.

 

Está em discussão a constitucionalidade do artigo 28 da lei que define,como crime,adquirir,guardar ou portar drogas para si. Mesmo os leigos não deixam de ter suas ideias a respeito deste assunto de suma importância. Por isso,dou a minha opinião a favor do ministro Luiz Edson Fachin. Permitir o porte de drogas não garante que seja unicamente para uso próprio. Não se pode confiar em pessoas viciadas em drogas. E a luta contra os traficantes ficará muito mais difícil do que se sabe ser. Eu sei de um excelente jovem que se viciou em crack e,desesperado para arrumar dinheiro destinado a pagar traficantes que cobravam a dívida dele,acabou matando o seu pai que se negou a lhe dar para saldar seu compromisso.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

De Eleição e Lexigrama

 

Por Maria Lucia Solla

 

Olá, a poucos dias da eleição, reli por curiosidade os Lexigramas dos nomes dos candidatos à Presidência deste país, em textos que escrevi recentemente, e que foram postados aqui no blog do Mílton Jung.

 

O Lexigrama de Eduardo Campos trazia, entre tantas outras, esta frase:

 

‘Caros compadres e caras comadres, eu sou Eduardo Campos, marcado por carma para mudar a roda do poder e curar a seca do Ceará com pedra e suor, mas sem dor e sem medo.’

 

Certamente mudou a roda do poder.
Mas tem também:

 

‘Sou marcado com o dedo de Deus e de S. Amaro…’

 

Eduardo Campos faleceu na Ilha de Santo Amaro, e foi enterrado no Cemitério de Santo Amaro.

 

Outro pedacinho de frase:

 

…de mãos dadas com Deus.

 

Quanto aos dois candidatos atuais à Presidência deste país, leia você, “caro e raro” leitor,” os textos postados anteriormente, dos candidatos Aécio Neves e Dilma Rousseff, e vote bem, porque eu vou.

 

Lexigrama de Dilma Roussef x Lexigrama de Aécio Neves

 

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Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Como escolher e lembrar o nome do candidato que você escolheu

 

Sujeira eleitoral

 

Bateu o desespero no eleitor brasileiro. Depois de adiar por meses a escolha de seus candidatos, descobre que a eleição está logo ali, no próximo domingo. Lembra que além de escolher o presidente da República e o Governador, nomes que muitos já têm em mente, terá de preencher a cédula digital com o número ou o nome dos candidatos ao Senado, à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa (Câmara Distrital, para quem está em Brasília). Pesquisas recentes mostram que a maioria dos cidadãos não tem a menor ideia em quem votar. Quem sabe arrisca e vota no mesmo da eleição passada? Impossível, poucos lembram em quem votaram. Não sabem nem se o elegeram. Fenômenos comuns do comportamento eleitoral brasileiro que, a propósito, me motivaram a lançar a ideia da rede Adote um Vereador, em 2008. Perdão, falar em vereador a esta altura da campanha só vai atrapalhar a cabeça do eleitor. Continuemos refletindo sobre senadores e deputados.

 

Apesar do pouco tempo ainda é possível qualificar um pouco mais a sua decisão, afinal qualquer coisa é melhor do que teclar o número de alguém que você conheceu quando lhe entregaram um “santinho” antes de entrar na seção eleitoral. Conversar com os amigos e parentes, pode ajudar. Talvez consultar o Google ou ler jornais que costumam destacar alguns nomes de candidatos, também. Existem sites e aplicativos que permitem procurar os nomes, mas lembre-se são milhares de candidatos a cada um dos cargos legislativos em disputa (só em São Paulo se tem 1909 candidatos para 94 cadeiras na Assembleia Legislativa). Uma opção é votar na legenda, ou seja, no número do partido que você entende ser o mais próximo das suas convicções – se é que os partidos as tenham.

 

Caso você tenha tido a sorte de lembrar de algum nome, vá até o site excelencias.org.br e verifique as informações disponíveis sobre ele. O serviço é mantido pela Transparência Brasil e costuma incluir nos dados se o cidadão que pede seu voto tem pendência na Justiça (lembre-se: para ser Ficha Suja precisa ter sido condenado em segunda instância). No Estadão Dados você pode ver de forma clara quem doou dinheiro para a campanha do candidato, um critério que talvez lhe ajuda a fazer a escolha. A Associação dos Magistrados do Brasil publicou um guia eleitoral completo que pode lhe dar alguma orientação sobre o caminho a seguir.

 

A medida que os nomes forem decididos, não esqueça de anotá-los em algum lugar pois é muito número para lembrar no dia da eleição. A anotação é interessante, também, para você guardar pelos próximos quatro anos na carteira, na gaveta ou em qualquer outro canto seguro da sua casa. Assim na eleição de 2018 (está logo ali) quando perguntarem em quem você votou quatro anos antes, você não vai titubear na resposta. Nesta sexta-feira, quatro entidades que atuam em defesa do cidadão e combatem a corrupção na política lançam o aplicativo “Eu, Eleitor” no qual é possível fazer um cola digital para domingo e salvar o nome do candidato em que votou para acompanhar o trabalho dele caso seja eleito. De acordo com o promotor Roberto Livianu, do Movimento do Ministério Público Democrático, o aplicativo trará outras funcionalidades integradas, sempre com o objetivo de facilitar para o cidadão a tarefa de acompanhar a vida política de seus candidatos. Neste primeiro momento, o eleitor terá informações dos políticos do Estado de São Paulo.

 

Dica final: para ajudar a sua memória, assim que escolher o nome dos seus candidatos preencha o formulário do newsletterincancelavel.com.br. É de graça e a empresa que produziu o serviço garante informações sobre seus candidatos nos próximos quatro anos que serão enviadas pela internet. Eu já gravei o nome de todos os meus candidatos por lá.