Avalanche Tricolor: Roger voltou; que saudade!

União Frederiquense 3×1 Grêmio

Gaúcho – Frederico Westphalen, RS

Elias comemora gol de pênalti, em foto de Lucas Uebel/Grêmio FBPA

“Ele era a esperança de que estávamos diante de um outro olhar sobre o futebol. Fez-me acreditar que seríamos capazes de implantar um modelo inteligente de atuar. Cheguei a imaginar que a política interna do clube seria insuficiente para influenciar o trabalho dele. Que conseguiríamos desenvolver um planejamento de longo prazo, como fazem as grandes equipes do futebol mundial. Que formaríamos um time de dar orgulho pela maneira de jogar e, claro, em breve, nos desse também os títulos que tanto almejamos”

Por favor, sem julgamento prévio, caro e raro leitor desta Avalanche. O parágrafo acima nada tem a ver com o momento atual do Grêmio e Vagner Mancini, demitido na segunda-feira, um dia após empatar contra o penúltimo colocado do Campeonato Gaúcho. Mancini tem seus méritos próprios, seus limites e dificuldades. Pegou o time em situação complicada no ano passado, com moral baixo e futebol idem. Pouco conseguiu tirar dos jogadores e elenco que tinha à disposição, todos contaminados pela sequência ruim de resultados e em meio a um desorganizar injustificável. Trouxe para 2022 o ranço do torcedor incomodado com o rebaixamento do ano anterior. E pagou com o emprego no primeiro resultado capenga na competição. Sem convicção, a diretoria que bancou sua presença na virada do ano, não resistiu ao grito da arquibancada. Negou sua própria aposta, e depois de ter feito os investimentos que o técnico pediu, entregou a cabeça dele aos torcedores. Não estou aqui a defender a qualidade do treinador que saiu, mas a ressaltar a incoerência dos dirigentes que permanecem. 

Dito isso, voltemos ao primeiro parágrafo desta Avalanche. Nele reproduzi parte do texto publicado com o título “Avalanche Tricolor: é uma pena, Roger não volta mais”, em 15 de setembro de 2016, por coincidência aniversário do Grêmio. Na noite anterior, havíamos sido derrotados por 3 a 0 pela Ponte Preta, em Campinas, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro. Sim, lamentava a demissão de Roger que era pressionado pelos resultados que não chegavam na competição nacional, apesar de ter vencido a primeira partida das oitavas-de-final da Copa do Brasil, fora de casa, contra o Athletico Paranaense.

Em tempo: Copa do Brasil de 2016 que o Grêmio haveria de conquistar, depois de perder o segundo jogo contra os paranaenses, na Arena, e garantir a vaga na decisão de pênaltis. Já sem Roger.

Se lastimava a saída de Roger, o fazia por entender que o treinador havia levado ao Grêmio o que tínhamos de mais moderno na forma de olhar e jogar o futebol naquele momento. Mesmo ainda um novato no comando técnico, precisando amadurecer, soube montar o time e deixar um legado que foi muito bem aproveitado por Renato Portaluppi na sequência de títulos que conquistamos, até chegarmos a Libertadores, em 2017. 

Nunca escondi, em uma só linha desta Avalanche, o quanto admirei as ideias de Roger e a maneira como montou nosso time, promovendo a aproximação de seus jogadores, a precisão do toque de bola e o deslocamento rápido no gramado. Dava gosto de ver o jogo jogado pelo Grêmio. Mesmo com as derrotas que ocorriam, havia a esperança de dias melhores e de um futebol disposto a nos conquistar.

Ao contrário do que escrevi naquela Avalanche de setembro de 2016, em meio a tristeza de sua demissão, Roger haveria de voltar um dia. E voltou!

Que com ele volte o futebol bem jogado. Estou morrendo de saudade!

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